"Você é o meu porto seguro. (...) E pra te falar ainda mais a verdade, eu acho mesmo que você foi o príncipe que eu esperei a vida inteira. Porque eu te juro, de todas as coisas do mundo, eu só queria olhar pra você. Eu escolheria você. Se me dessem um último pedido, eu escolheria você."
(Fragmento do texto de Tati Bernardi).
Ramiro olhou ressabiado para Luana que lhe estendeu um copo transbordando de rum, o qual ele virou de uma vez.
— Mato Grosso do Céu, Luana... Como é que o Kevinho vive assim? Com essa gente perseguindo ele por tudo que é lado? — falou sinceramente preocupado.
— É parte do pacote que vem ao se tornar tão famoso como ele é.
— Eu nem 'credito que ele tava aqui dentro do meu abraço. Eu ainda sinto o cheiro dele em mim.
Ele esticou o copo e Luana pegou a garrafa voltando a encher o copo, as mãos de Ramiro tremiam, novamente virou num gole só.
— A saudade inté parece que aumentou, Luana. Eu quero correr atrás dele e num soltá ele nunca mais.
— Se acalma, homem. — ela respondeu uma mensagem no celular — Ele acabou de me pedir o seu número. — não conteve o riso, os dois estavam igualmente desesperados.
A boca de Ramiro formou um O perfeito, sentindo as borboletas na barriga que estavam em coma há tanto tempo, despertando e fazendo um grande alvoroço.
— Minha virgem santíssima! — ele sentou no banco alto e escorou o braço esquerdo no balcão, enquanto coçava a barba com a mão direita. — Esses urubu aí fora, eles deve ter tirado foto de nóis.
— É provável. Mas, existem maneiras de comprar o silêncio dessa gente. O povo que trabalha pro Kelvin deve saber o que fazer, Ramiro, pra em todo esse tempo nunca terem vazado nada do passado dele, eles devem ter um esquema de proteção de dados do Kel muito forte. Mas, se vazarem essas fotos de vocês, a equipe do Kelvin vai ter que dar um jeito nisso. Porque eu já sei que perdi a paz aqui no bar, enquanto eles não tiverem uma resposta sobre a ligação do Kelvin com o Bar, não vão sossegar. Alguma história terá que ser inventada, porque se souberem a verdade de quando Kelvin chegou aqui e começou a trabalhar pra Dona Cândida, ainda mais ele sendo menor de idade e tudo o que isso envolvia. Isso seria um escândalo gigantesco! (ela fechou os olhos, tentando evitar lembrar, tentando fechar a porta do passado, não queria recordar do jovem Kelvin que tanto sofreu ali dentro, o fato era que apesar de discutirem e brigarem entre si, perante o mundo eles se defendiam com unhas e dentes, tinha um amor igual ao de irmãos).
— Eu não sei quase nada do passado dele, ele me contou foi muito pouco.
— É... E isso só ele pode lhe contar, quando e se um dia ele quiser. Mas, uma dica, Ramirinho, nunca aborde esse assunto sem ter certeza de que ele está pronto pra falar disso.
— Êêêêêêê, Luana, assim ocê assusta eu.
— Mas, é de assustar, mesmo, só a gente sabe como algumas épocas debaixo desse tento aqui foram miseráveis pra gente. — Luana, desviou o olhar que de repente tornou-se sombrio, as lembranças de uma determinada madrugada com Kelvin coberto de sangue nos fundos do bar ainda a assombrava em pesadelos, tentou afastar as lembranças, agora ela mesma serviu-se de rum e não tendo a mesma habilidade de Ramiro, tossiu um pouco sentindo o líquido queimando sua boca, garganta e por fim o próprio peito onde o líquido desceu rasgando.
Ramiro levantou, dando-lhe umas batidinhas nas costas que a fizeram andar três passos pra frente:
— Ê, Luana, respira, não dá pra beber e segurar o ar, não, doida!
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Nó(s)
FanfictionKelvin disse não a tentativa de Ramiro fazê-lo ficar e priorizou sua carreira, tornando-se famoso a nível global, sendo contratado por uma das maiores gravadoras do mundo, 7 anos depois daquela despedida dolorida, ele está no ápice do sucesso, inace...
