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-capítulo 22-

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O fogo do chalé estralava entre linhas sonoras suaves, enquanto o final de My Way girava conforme o disco, assim a agulha dava ouvidos para Strangers in The Nigth.
Crowley, já limpo com uma cueca preta box, andava pelo quarto se movendo conforme a música, com uma taça na mão, esperando o anjo do outro lado da porta.
-Desde quando gosta do Sinatra Crowley?
-Achei que gostasse.
-Ele não era má influência para você?
-Você errou meu anjo, eu fui uma má influência para ele.
-Crowley...
-Por que acha que ele tinha envolvimento com a máfia?- assim que as últimas palavras eram ditas o rangido da maçaneta da porta o chamou atenção. Virou em direção ao loiro, que vestia a Lingerie branca com detalhes em azul e um cinto que se prendia a uma meia calça branca de pequenas rendas, e um roupão branco como um véu, que cobria parte da sua pele em uma espécie de santidade, combinando ligeiramente com os brincos de pérola e colar que ressaltava ainda mais o olhar de Aziraphale.
Naquela hora Crowley só pensava que ele era uma das coisas mais bonitas que iria ver.
-Seu silêncio está me assustando.-dizia sorrindo de canto e com um olhar um pouco baixo.
-Something in my heart, told me I must have you. -cantava Crowley indo até o dono de seu coração e olhar. Em seguida despejou um beijo casto e doce nos lábios o fazendo corar em um só gesto meigo e fofo.- Anjo...melhor dizendo, meu amor eu poderia ficar aqui horas parado na sua frente procurando uma palavra digna de sua beleza e eu nunca conseguiria achar uma palavra que conseguisse se quer chegar próximo. Você é a criatura, o ser e o anjo mais perfeito e lindo que existe, e já me desculpe antes mesmo de falar, mas Deus nunca vai conseguir fazer algo tão magnífico novamente, você é uma obra de arte e sinceramente eu não sou digno de você...
-Poupe palavras querida.- pedia o anjo colocando um dos dedos gordinhos sobre a boca do ruivo, a beijou lentamente e puramente.
-Eu só consigo pensar o quanto te amo.
-Isso tudo por que estou praticamente nu?
-Você sabe que não.
-Eu sei?
-Sabe. - respondia deixando a taça sobre um dos nichos do armário da parede e puxando o anjo vagarosamente para sua direção, o fazendo dançar lentamente consigo. - E não te disse tudo isso por estar meramente bêbado e sim pra te fazer lembrar de algo que me lembro o tempo todo que é a sua perfeição.
-Palavras muito bonitas para um demônio.
-Aqui não somos nada além de Aziraphale e Crowley, duas pessoas completamente apaixonadas uma pela outra.
-Crowley.
-Sim meu amor?
-Não tem medo?
-Não e você?
-Também não.
-Então tudo bem.- assim ele pegou a taça e virou rapidamente, assim que deixou o corpo de Aziraphale que agora se colocava meramente deitado sobre lençóis azul bebê com pequenos detalhe dourados, duas taças seriam enchidas e seguradas por ti, até uma ser entregue ao homem na cama.- suave como você gosta.
Crowley mentia sobre não sentir medo. Mas ele era um demônio. Os dois mentiram.
-Achei que fosse eu que teria que fazer o que você quer.
-Vamos deixar para mais tarde, ainda quero te ver vestido assim e perceber o quão privilegiada sou por te ver desta forma.
-Querida pare com isso. - comentava rindo.
-Mas eu sou, e você está divino
-Amor...
-Fale isso de novo só para eu ouvir. - pediu se aproximando e sentando na beira da cama, enquanto logo era puxado cuidadosamente pelo queixo e depois o anjo soltava aquelas pequenas letras em um sussurro em seu ouvido, seguido de um eu te amo.
-Crowley você não tem noção do tanto que eu o amo, eu não conseguiria viver uma vida sem você, e mesmo com tantos livros que li não sei a forma mais certa de te dizer o quanto te quero ao meu lado para sempre e quero te perguntar uma coisa.
-Pergunte então.
-O que acha de talvez morássemos juntos, um lugar que não seja seu apartamento ou minha livraria sim um cantinho só nosso, o que me diz?
-Eu digo apenas sim.- agora um beijo firme, longo e profundo era levado ao loiro enquanto Crowley se colocou sobre o mesmo.
Mãos prendiam o pescoço e cabelo de Crowley, enquanto mãos prendiam o pescoço e cintura do anjo. Quanto mais rápido o beijo se fez o roupão transparente caia levante sobre o anjo.
Quando um gemido se apresentou de Aziraphale, o outro parou o beijo nos lábios e foi para o pescoço, fazendo recontorcer, mãos gélidas foram depositada na calcinha de Aziraphale que era retirada surpreendendo o anjo.
E ao som de that's Life Crowley começaria a dará mais atenção para a barriga e cintura do anjo com caminhos de mordidas, beijo e preliminares tor turantes que ao som daquela música o coração do anjo pulsa em meio ao refrão.
Quando o refrão ia acabar o demônio voltou a dar atenção para o rosto e boca do anjo.
-Meu anjo está noite concerteza sinto como se você fosse a coisa mais santa que vou corromper.
-Então saiba que já corrompeu a muito tempo.- outra música começava. -I'll never smile again.
-Until I smile at you.
-I'll never laugh again.
-What good would it do?
-For tears would fill my eyes.
-My heart would realize.
-That our romance is through.
-I'll never love again.
-I'll never love again
Beijos e beijos começam a se destacar em meio a música e mãos bobas. Até Crowley se levantar para trocar o disco.
-Crowley?
-Tenho algo que ira gostar.
-Volte para cá...- falava antes da música voltar a se gerar naquele quarto.- Vera Lynn?
-We'll meet again,don't know when, But I know we'll meet again some sunny day.- falava cantando como um bárbaro e brincando com a música. -Keep smiling through, just like you always do,'Till the blue skies drive the dark clouds far away, So will you please say hello.
-Você lembra?
-Aquele dia que explodimos uma igreja?
-Quer dizer os nazistas?
-Tanto faz.
-Sabe do que me lembro daquele dia?
-Não sei, me diga.
-Então venha aqui.
-Olha só que atrevido esse anjo, falando coisas assim com suas partes completamente descobertas.
-Crowley!- Antes que continuasse a chamar a atenção do outro seus lábios eram calados pelo mesmo.
-Estou aqui agora diga.
-Melhor eu ficar quieto agora.
-Anjo, ande sei que está louco para falar.
-Lembro de ter percebido o quanto te queria naquela noite e no restante das nossas vidas.
-Então foi por isso que me convidou para dormir lá?Que anjinho...
-Shh, achei que era apenas nós aqui.
-Certo. -ria baixinho. -Lembra de quando nos beijamos naquela noite? Foi diferente de todas as outras.
-Fala como se tivesse sido muitas.
- E não foi?
-Até hoje não.
-O nosso primeiro beijo...
-Depois de ajudarmos a Jó com suas crianças...- o silêncio ficou rapidamente naquele chalé. - Por que me beijou aquele dia, lá nas pedras?
-Não era pra ter te beijado?
-Eu não disse nada disso!
-Aziraphale, quando te beijei foi por não querer que você sentisse sozinho como eu me senti, queria que soubesse que alguém ali mesmo que fosse um anjo caído te entendia, e pensei que assim talvez pensasse em alguma outra coisa.
So this is love
So this is what makes life divine

Assim No Céu Como No InfernoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora