Logo após a pequena ajuda de Aziraphale, um anjo, e Crowley, um demônio, para a continuação da humanidade entre outros eventos que aconteceria logo depois, ambos resolvem dar um tempo dessa amizade com a desculpa esfarrapada de ter que processar tud...
Era manhã novamente em Londres enquanto Crowley entrava em seu carro para ir ao seu apartamento cuidar de suas plantas, antes de levar Aziraphale para almoçar no Ritz.
Ele estava feliz, não teria que ir atras de Gabriel, ter que enfrentar a morte do amigo, o apocalipse do mundo, então diferentes das outras vezes que cuidava das plantas na mesma hora que botava medo, estava quieto. Elogios não era de seu caráter, talvez quando o assunto fosse um certo anjo mas não com o resto do mundo, então rega-las sem dizer nada e depois sair daquele apartamento sem uma única "ordem" dita era uma surpresa.
Agora Crowley dirigia por mais alguns minutos, e por um milagre não havia transito do caminha de seu apartamento até a livraria, que na frente da mesma seu anjo estava fechando a porta seu estabelecimento e caminhava até o Bentely onde rapidamente, o demônio, estaria de pé na frente da porta do passageiro.
-Bom dia querido. - dizia o loiro em um tom doce a sua frente e em seguida depositando um beijinho na Buchecha do ruivo, que no mesmo estante em meio ao seu coração derretendo e corando, seu sorriso se alargaria ainda mais.
-Bom dia meu am- anjo. - falava abrindo a porta do carro corando ainda mais percebendo o que ia falar.
Em alguns segundos após o pequeno erro de Crowley ambos estariam começando a "viagem" até o Ritz.
Aziraphale havia percebido assim como Crowley o que o mesmo ia falar momentos antes de começar a dirigir.
-Crowley...
-Sim anjo?- falava tentando parecer normal com a tal "situação"
-Você ia me chamar, naquela hora, de amor? - questionava na mesma hora que um leve rosado tomava conta do seu rosto angelical.
-Talvez, sim, eu não sei!- um tom irritado tomava conta de sua voz.
Aziraphale percebendo a hesitação de Crowley por pura vergonha em lhe chamar de amor, colocava a sua mão sobre a do ruivo em uma tentativa de amenizar o desconforto do mesmo.
-Crowley querido, você sabe que pode me chamar como quiser.
-Eu sei anjo...só não quero ir rápido de mais.
-Só quero que esteja a vontade.
-Meu anjo eu sei disso mas eu também quero que você também se sinta a vontade entende?
-Querido você sabe muito bem assim como eu que se eu ficar desconfortável eu vou te falar na mesma hora.
-Promete?
-Prometo
-Jura?
-Eu juro, mas você jura?
-Sim anjo.
Com aquele breve silencio Aziraphale sorriria docemente ao demônio.
-É...vendeu algo hoje?- perguntava o caído enquanto colocava a mão do loiro sobre a sua coxa enquanto a segurava, na mesma hora que viraria o rosto na direção daqueles olhos azuis por alguns segundos na leve tentativa de mudar de assunto.
-Não, e falando em compra eu estava pensando...bem...é, talvez comprar algumas roupas novas já que vai entrar o verão daquia algumas semanas e as minhas não são para esse tipo de estação, o que acha?- respondia um pouco envergonhado já que ele nunca acompanhou a moda durante bons longos anos diferente do seu "motorista particular" que a cada ano usava um óculos diferente, as vezes cortes de cabelo, entre outras coisas.
-Mas você sempre as usou anjo, independente das estações.- Isso com certeza era uma surpresa para Crowley já que Aziraphale amava cada peça de roupa que havia preservado durante todos esses anos.
-Eu sei! Mas meio que não quero mais todos aqueles olhares curiosos de como eu aguento usar estas roupas em pleno 30ºC.
A verdade que Aziraphale tentava esconder desta mudança repentina, de forma resumida, agora ele namorava Crowley, uma pessoa que a cada canto que passava arrancava olhares, suspiros e desejos durante esses milhares de anos. Então não falar neste exato momento sobre este incomodo seria quebrar com a promessa e juramento que tinham acabado de fazer.
-Aziraphale me fale a verdade, eu sei que está mentindo para mim.
-Querido é só isso mesmo.
-Meu anjo você jurou que se algo...
-O desconfortasse falaria para mim.- completava com um leve suspiro.- Crowley são só roupas novas não é nada de mais.
-Quando falamos de um anjo que não compra roupas a décadas não são apenas roupas.
-Crowley...
-Eu te conheço anjo. - o silencio de ambos preenchia o espaço antes que o ruivo continua-se. - Fazemos assim, vamos comprar elas hoje mas com uma condição.
-Qual?
-Você me falar o real motivo antes de irmos dormir, prometo não falar nada sobre, pode ser anjo?
-Pode ser...- concordava em um tom baixo.
-Eu só quero cuidar de você ok? - falava levando a mão até a boca, que então selou seus lábios.
-Ok...
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