Ele era o príncipe maquiavélico que todos temiam no fim do dia. Um homem corrompido pelo aroma fúnebre da morte, com toque mortal que sugava a luz dos mais santos. Seus passos eram machados de fogo, lágrimas e sangue.
A escuridão estava por toda a...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Nós fomos feitos um para o outro Para ficarmos juntos para sempre Eu sei que fomos Sim, sim Eu só quero que você saiba Em tudo o que eu faço, me entrego de corpo e alma Mal posso respirar, eu preciso senti-lo aqui comigo
When you're gone
— Charles.
— Pai?
A neblina dissipou com a brisa gentil. O sol encontrou seu caminho na turva paisagem, iluminando o tom verde da grama fresca, dando vida às altas árvores e aquecendo as delicadas asas das borboletas. Os pássaros estavam muito perto de Charles, cantarolando uma canção que ele conhecia porque um dia as recriou em suas partituras.
Os olhos verdes piscaram admirados com o homem a sua frente. O homem se abaixou para que estivesse na altura do filho, sorrindo gentilmente como se houvesse algo para se orgulhar.
— Não pode correr sem olhar para o chão. – repreendeu com carinho – Vou buscar algo para o seu joelho.
Charles não conseguiu responde-lo.
Se fosse um sonho ele teria se levantado, porque não aceitava homens que caiam facilmente. No entanto, permaneceu sentado da maneira como estava, olhando para o joelho sujo cheio de sangue. Ardia bastante. A cada movimento repuxava a pele ferida, aumentando a ardência.
Um par de tênis branco parou perto do monegasco, e ele ergueu o olhar encontrando o rosto de Pierre. Eles tinham o mesmo corte de cabelo, em tigelinha. Não havia sido proposital. Tonio brincava dizendo que dividiam o mesmo neurônio questionável. Charles sabia muito pouco sobre neurônios compartilhados, e Pierre menos ainda.
— Que nojo! – Pierre abaixou para olhar melhor o joelho do amigo – Não cheira bem.
— Mentira, cheira sim.
— É nojento!
Charles passou a ponta do dedo no sangue e cheirou, enrugando o nariz. Limpou no short azul marinho.
— Eca! – Pierre exclamou chocado com a atitude do melhor amigo – É mais nojento que remela.
— Não mais que garotas.
— Garotas são nojentas!
O francês sentou ao lado do melhor amigo, esticando a perna igual a ele.
A vida era fácil em pequenas festas infantis. Cheirava a inocência e felicidade genuína. Onde os balões voavam de seus dedos para chegar ao céu azul e o pedaço de bolo era o suficiente para um ano inteiro. A correria nunca acabava, ela vinha acompanhada por gritos, risadas altas, e empurrões gentis. Os enfeites no centro da mesa eram todos impressionantes porque brilhavam na pouca luz, e as flores pareciam ter vindo diretamente da primavera. A torre de presentes era quase assustadora na mesa ao lado.