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ᴀɴɴᴀ ᴀʟɪᴄᴇ  📖 ꜱãᴏ ᴘᴀᴜʟᴏ, ᴄᴀᴘɪᴛᴀʟ

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ᴀɴɴᴀ ᴀʟɪᴄᴇ
📖 ꜱãᴏ ᴘᴀᴜʟᴏ, ᴄᴀᴘɪᴛᴀʟ

— Eu só quero dizer que nem é de todo ruim — Bia insiste no telefone — Você vai sair e se divertir, não tem como dar errado.

— Claro que tem como dar errado — cruzo os braços como uma criança birrenta — Isso tem tudo pra dar errado.

Passo a mão de leve pelo vestido vermelho que contorna meu corpo, faz quase uma semana desde que Raphael e eu firmamos o acordo das tais experiências e hoje ele simplesmente me mandou uma mensagem.

"Passo aí as 16h, fica pronta 😉"

E eu? Surtei é claro.

Fizemos uma pequena lista de regras quando concordamos que realmente vamos fazer isso, e em uma delas esta explícito que todos os encontros serão decididos por ele. A palavra encontro ainda faz meu corpo se arrepiar da cabeça aos pés, mas aqui estou eu. Praticamente pronta, com um vestido vermelho rodado e um tênis branco nos pés, o cabelo com o mesmo penteado de sempre, duas mechas presas na parte de trás e uma maquiagem leve feita por Maria.

— Deixa de ser medrosa, Anna — Duda enfia a cara no celular — Vai lá e beija aquele homem.

— JA FALEI QUE NÃO VAI TER BEIJO — bato o pé com força no chão — Vocês tão vendo coisa onde não tem.

— Não tem ainda — Maria disfarça uma risada e eu me viro pra ela que está sentada na cama — Todo mundo sabe, Anna.

— Então todo mundo tá errado.

— Não me faça sair do Rio de janeiro pra te bater, Anna Alice — Beatriz vira o celular — Você vai nesse encontro, e depois vai contar tudo o que aconteceu pra gente.

— Não fala encontro — mostro uma careta — Me deixa nervosa.

— Tá bom, "experiência" — faz aspas com os dedos enquanto dá risada — Que horas ele vai passar aí?

— As 16:00 — olho no relógio e vejo que faltam apenas dez minutos — Acham que eu tô fazendo certo? A gente mal se conhece.

— Amiga, não tem por que você estar nervosa — Maria aparece atrás de mim no espelho — Se acalma, se você achar que não quer mais, você pede pra vir embora. — ajeita uma mecha solta do penteado — Mas não deixa de viver, tenta aproveitar lá.

— Qualquer coisa nós voltamos na hora — Bia completa — Agora vai passar aquele seu perfume que a Duda te deu, e arrasa.

— Tá — confirmo com a cabeça pra mim mesma — Vai dar tudo certo, Anna.

Termino de me arrumar e desço as escadas com Maria, sento no sofá tentando controlar a tremedeira excessiva nas minhas pernas. Nesse momento agradeço por meu irmão e meu sobrinho não estarem em casa, fiz questão de esconder esse pequeno detalhe de Felipe. Já que não quero alguém no meu pé me dizendo o quanto isso vai dar errado, pra isso já basta minha própria mente.

𝑬𝑺𝑪𝑹𝑬𝑽𝑨-𝑴𝑬 • 𝑹𝑨𝑷𝑯𝑨𝑬𝑳 𝑽𝑬𝑰𝑮𝑨Onde histórias criam vida. Descubra agora