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ᴀɴɴᴀ ᴀʟɪᴄᴇ  📖ꜱãᴏ ᴘᴀᴜʟᴏ, ᴄᴀᴘɪᴛᴀʟ

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ᴀɴɴᴀ ᴀʟɪᴄᴇ
📖ꜱãᴏ ᴘᴀᴜʟᴏ, ᴄᴀᴘɪᴛᴀʟ

— Como estão as minhas estrelas? — pergunta quando nos sentamos na enorme mesa de reuniões, me viro confusa para Bia que aparentemente também estranha o humor do diretor.

— Bem... — hesito respondendo devagar ainda estranhando a atitude de Marcelo — Estamos bem.

Ele assente com a cabeça algumas vezes enquanto continua caminhando em círculos de frente à mesa. A sala tá quieta, Bia e Duda assim como eu estranham o comportamento de Marcelo, já que a segundos atrás ele estava a ponto de cuspir fogo pela boca e soltar fumaça pelas orelhas.

— Que bom. Que bom — sorri se virando para nós.

Aliviada, deixo meu corpo relaxar de volta na cadeira, Eduarda ao meu lado solta uma risada fraca.

— Então, eu acho que vocês vão saber me responder — apoia as duas mãos na mesa — Porque CARALHOS as minhas melhores autoras estão me ignorando a duas semanas.

Pulo de susto na cadeira quando escuto o baque de suas mãos na mesa, e sei que as outras duas não estão diferentes quando consigo escutar a respiração ofegante de Duda bater em meu ouvido. Que merda foi essa?

— Não estou querendo ser grosso, não me levem a mal — se joga na cadeira — Sabem que eu gosto muito de vocês. Mas eu preciso de um sinal, alguma coisa. Uma se recusa a atender minhas ligações — ops, essa sou eu, dou um sorriso fraco como resposta e que ele faz questão de ignorar — A outra, teima comigo por causa de um roteiro.

— Foi mal aí — Bia levanta a mão enquanto repuxa um dos lados da boca, segurando uma risada. Essa garota é o cão.

— E a outra, me manda arquivos de receita no lugar de livros — não consigo impedir a risada de escapar pelo meu nariz. Então foi isso que ela mandou? Genial — Isso é engraçado?

— Não — disfarço engolindo em seco a risada — Nenhuma graça, senhor.

Na verdade, isso tem graça sim. Não foi nada combinado, simplesmente decidimos começar a ignorar nosso chefe. Por um lado, consigo entender o motivo de Duda ter participado dessa loucura, mas por outro eu desaprovo totalmente essa atitude. Não por mim, e sim por ela. Por correr o risco de acabar prejudicando seu trabalho por mim, mas do jeito que eu conheço essa cabeça dura, sei que vai me ignorar a qualquer palavra que eu disser.

— Em minha defesa, é uma receita muito boa — ela da os ombros com um sorriso zombeteiro no rosto — O senhor chegou a testar?

— Eduarda. — Posso jurar que o ouvi rosnar baixo enquanto cortava Duda.

— Perdão — se encolhe minimamente na cadeira.

— Vocês me deixam louco, sabiam? — passa a mão na testa e volta o olhar pra gente — Como estão as coisas?

𝑬𝑺𝑪𝑹𝑬𝑽𝑨-𝑴𝑬 • 𝑹𝑨𝑷𝑯𝑨𝑬𝑳 𝑽𝑬𝑰𝑮𝑨Onde histórias criam vida. Descubra agora