4 meses depois...
já se passaram basicamente 5 meses desde quando tudo aconteceu, fui diagnosticada com depressão, Patrick fingiu se arrepender e disse que seria um marido excelente a partir de agora, a única coisa que eu precisava era abrir mão do morro e dar pra ele, de acordo com o contrato feito por ele e minha mãe, e como ele pediu, eu fiz.
porém, eu só dei o morro pra ele porque ele trouxe a ray aqui pra casa, e no terceiro dia dela comigo ele sutilmente me avisou que esse seria o último dia de vida dela caso eu não fizesse o que ele queria, então não tive escolha, nem o peter pan questionou a minha decisão quando eu fui avisa-lo.
estacionei o carro na garagem e vi o Patrick parado na porta de casa todo pálido, estranhei ele estar em casa essa hora, mas não falei nada. Sai do carro pegando minha bolsa e o remédio que ele pediu para eu trazer.
você tá pálido, o que houve?- perguntei curiosa
acordei passando mal pra caralho, vomitando e com uma dor de cabeça fudida, faz comida lá amor, tô morto- pk
entreguei o remédio pra ele e deixei minha bolsa na sala, passei o olho nas minhas plantinhas que a Ana trouxe e fui fazer a comida do falecido, nesse tempinho eu ganhei uns kilos, disse a mim mesma que não desistiria de viver, e nem mesmo com a depressão eu faria isso comigo.
tô malhando em casa, e me alimentando bem, e acredite se quiser, bem melhor que antes. Atualizando sobre o l7, o pk não matou ele, mas largou ele entre a vida e a vida e a morte (mais pra morte) em minas gerais, assim foi o que ele me disse.
comecei a fazer o almoço enquanto cantarolava alguma música que escutei na rádio hoje, agora que eu sei dirigir e peguei minha carteira, tô saindo as vezes quando o meu digníssimo e futuro falecido marido deixa. Mesmo com tudo, esse cão flexibilizou muitas coisas em relação a nós, e uma delas foi o sexo.
senti minha boca secar e uma tonteira do nada enquanto cozinhava, o resquício da heroína no meu corpo não foi fácil de combater, e até hoje às vezes ainda acordo suando frio e me tremendo, e sendo bem sincera, na maioria das vezes penso que vou morrer antes mesmo de conseguir reagir ao meu corpo pedindo a droga, hoje em dia graças a deus estou bem melhor.
e isso aí eu nunca vou perdoar ele, não mesmo.
estava quase finalizando o almoço quando ele entrou na cozinha todo sonso me olhando de cima a baixo.
tá bonita- murmurou
obrigada- eu
vamos no pagode comigo hoje? você quase não sai de casa, ah não ser pra resolver suas coisas- pk
tá bom- concordei
aceitando fácil assim, já sei que vem prejuízo- pk
dei um sorrisinho de canto pra ele e neguei com a cabeça, descobrir que ficar me matando em casa não vai mudar porra nenhuma, então eu realmente comecei a torrar todo o dinheiro do Patrick, comprei casa pra minha irmã fora do morro, criei um conta e deixo dinheiro guardado, eu até ia começar a faculdade, mas preferi deixar isso pra depois.
depois que eu terminei o ensino médio comecei a repensar algumas coisas também, terminei de fazer o almoço e coloquei a comida dele no prato e levei pra sala.
come aqui comigo- pegou o prato da minha mão- maior tempão que nós não come junto po- pk
vou arrumar minha comida- eu
botei meu pratinho humilde e sentei do lado dele enquanto víamos uma série que ele tinha colocado, engoli a comida junto com o meu desprezo e ódio, e fingi normalidade do lado dele.
terminamos de almoçar e eu fui pro nosso quarto, e sim, ele disse que já que eu estava 100% recuperada que não havia mais motivo pra eu dormir longe dele, nesse dia só faltei ficar cega de tanto que revirei os olhos. O bonito foi tomar banho e se arrumou pra ir trabalhar, ele tomou outro remédio me deu um selinho antes de sair de casa.
que o diabo o carregue pra bem longe de mim.
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nada a declarar, e vocês? o que esperam?
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DESTINADA
FanfictionQuando ela menos esperava surgiu uma proposta para que ela fosse a informante do dono do morro que tinha acabado de ser preso. O acordo era apenas ir levar as informações, mas ela não imaginava de forma alguma que iria se apaixonar por ele, o seu er...
