braço direito e perna esquerda- respondo
ver se a mordaça tá certinha, não queremos que ele acorde o morro todo gritando- Tito
afirmo com a cabeça e checo o que ele pediu, agora a brincadeira vai ficar boa, e espero que ele acorde no meio de tudo e sinta tanta dor que beire a loucura e a morte, mas eu vou ser tão ruim que nem o alívio da morte eu seria capaz de dar.
tito já tinha amarrado todos os braços e as pernas do pk, as ferramentas já estavam expostas na mesinha que deixei separada para isso, dei uma última olhada e me afastei, eu não queria por minhas mãos nessa sujeira, mas ele saberia que fui eu quem mandei fazerem isso.
sento na cadeira e observo o tito fazendo a marcação do membro que será amputado, sabe... quando você vira um inválido, sua vida começa a ter dificuldades inimagináveis né? como eu traficante sem um braço e uma perna vai poder continuar exercendo a digníssima profissão? meio complicado, não acham?
não quero que esse inútil morra, por isso pede pra ele usar um laser, vai ser rápido e bem eficaz, sem fazer tanta sujeira quanto seria com o serrote. Minha emoção aumenta quando sinto o cheiro da carne sendo queimada, camada por camada sendo dilacerada, o sangue borbulhando conforme o calor atinge o membro destinado a estar fora daquele corpo, é extremamente reconfortante ver o sofrimento do queridinho, mesmo ele estando um pouco tanto quanto dopado.
após alguns minutos com o laser, tito pegou uma serra para terminar de tirar o osso da perna, e no mesmo segundo em que ele terminou de serrar o osso, o diabo acordou gritando... ou melhor, tentando gritar.
me aproximei da cama cautelosamente, um sorriso singelo morava em meu rosto, um sorriso de felicidade e ódio.
fica calmo, meu amor- acaricio sua testa suada- agora falta pouquinho para acabar, ah, e sem fazer muito escândalo, tá bom?- falo sorrindo
ele tentava resmungar alguma coisa mas o desespero em seu olhar e em seus gritos abafados pela mordaça era de aquecer o coração, juro!
acabei, pode começar a fazer o curativo- tito
assinto calmamente e saio do lado dele indo em direção a sua ex perna, confesso que a cena era nojenta, tinha sangue pelos plásticos, pedaço de osso e de pele jogados pelo chão, mas isso tudo é para um propósito maior.
enquanto o nosso açougueiro estava indo para a próxima parte do corpo, eu limpei o ferimento exposto e fiz um curativo perfeito, não quero que ele morra, apenas que sofra, da mesma forma que eu.
terminei o curativo e voltei pro meu cantinho da sala, observei todo o processo novamente e suspirei aliviada quando tudo acabou, fiz o próximo curativo e durante esse percurso o pk acordava e apagava, delirava é voltava, oh dó.
tito limpou suas ferramentas, se limpou e foi guardando suas coisas, eu ficaria responsável por dar um fim em tudo que ficou com resquícios do pk, o que seria tecnicamente um pouco complicado.
obrigada pelo o seu trabalho, já depositei o restante do dinheiro- eu
foi ótimo fazer negócios com você, já sei o caminho da rua, você ainda vai ficar ocupada por um tempo- tito
concordo com a cabeça e dou um sorriso para o mesmo que já achou seu caminho e foi embora.
coloco as mãos na cintura e respiro fundo pensando na sujeira que vou ter que limpar, coloco uma luva que vai até a metade do braço, coloco um óculos de proteção e uma máscara, segurança em primeiro lugar né.
pego a perna e o braço do pk e coloco dentro de uma sacola preta, vou dar para os porcos que ficam no alto do morro, deixo essa sacola no canto do quarto e abro outro para colocar as plásticos que usamos para proteger as paredes do sangue que poderia espirrar, após recolher tudo, tiro meus equipamentos e descarto junto cm as outras coisas.
abro a porta do quarto e dou de cara com a sala vazia e o silêncio comum que habita nessa casal, sinal de que está ocorrendo tudo da forma que tem que ser, coloco as sacolas que preciso jogar fora dentro do porta-malas do carro e fecho, dou uma olhada em volta e vejo alguns vapores circulando pelas lajes, o que é estranho, tendo em vista que eu liberei todos.
já começo a desconfiar de alguma coisa mas deixo isso pra lá, deve ser algo da minha cabeça, ou normalmente não né, caralho.
saio da garagem e vou pro meu quarto tomar um banho, isso deve ser a adrenalina e o cansaço, a única coisa que eu preciso lembrar agora é que eu venci ele, e agora o castigo será pela a vida inteira.
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Ai Jingle bell Jingle bell 🎄✨
que todos tenham um natal próspero e abençoado, mil beijinhos 💋!
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DESTINADA
FanfictionQuando ela menos esperava surgiu uma proposta para que ela fosse a informante do dono do morro que tinha acabado de ser preso. O acordo era apenas ir levar as informações, mas ela não imaginava de forma alguma que iria se apaixonar por ele, o seu er...
