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sai da casa minha casa, me despedi da minha irmã e fui pra casa do pk pedindo pro diabo já ter carregado ele, isso sim seria um presente e tanto.

deixei o carro do lado de fora mesmo, e adentrei a casa, estranhei o silêncio absoluto mas segui o meu caminho até o quarto do futuro falecido, abri a porta e tive uma surpresa e tanto com o que eu vi: celeste saindo do banheiro carregando o patrick.

me ajuda a por ele na cama, não posso fazer esforço- celeste

mirei ela de cima a baixo resmungando e fui ajudar essa loira infernosa, colocamos o embuste na cama e ele parecia estar delirando, a celeste estava prestando atenção em tudo, principalmente em mim e na minha reação.

você parece nem ligar de ver ele assim, na sua vez ele mandou vim médico estrangeiro e tudo- Celeste

eu só acho que você deveria tomar conta da sua vida e da vida dessa criança, só acho- respondo seca

ela sai do quarto batendo a porta e respiro aliviada por não precisar mais estar na presença dessa songa monga do caralho. Pego o meu celular e disco o número do tito, o açougueiro que eu conheci a uns dias durante as minhas saídas pelo morro.

tudo pronto- falo baixo

estou a caminho, termina de preparar tudo- tito

encerro a chamada e fico observando o patrick, o cara que um dia eu achei que me amasse, quando na verdade ele sempre esteve de olho em mim, e com a pior de todas as intenções, esse lixo, o ódio que eu sinto desse homem seria capaz de explodir ele.

vejo que ele fecha os olhos e tomba a cabeça para o lado, aproveito e saio do quarto deixando a porta entre aberta pra caso ele resolver dar o ar da graça antes da hora, desço as escadas e vou em direção ao meu antigo quarto, ajeito os plásticos que estão espalhados pra não sujar nada, ajeito a mesinha que o tito vai precisar e saio trancando a porta.

tudo está colaborando pra dar certo, porém só tem uma pedra no meu caminho, a celeste. Entro na cozinha e pego um copo de suco, na última gaveta do armário dentro de um fundo falso eu guardo alguns remédios, peguei um calmante que derruba até cavalo e coloquei 10 gotas no suco, eu espero que ela acorde só amanhã, senão a próxima a ter um fim horrível vai ser ela.

pego o copo do suco e levo em seu quarto, não bato na porta porque eu gosto de ser sem educação igual a ela, essa nojenta.

entro no quarto e ela está deitada olhando pro teto enquanto algumas lágrimas escorriam por seu rosto, como eu não tô com tempo pra sentir pena de ninguém, não posso me comover com o choro da dondoca.

Trouxe pra você- corto o silêncio

não quero, obrigada- Celeste

me aproximo da cama e ela senta me encarando

você parece estar muito nervosa, isso não deve fazer bem pro neném- falo calma

eu tô com medo dele morrer- funga- eu amo muito ele- Celeste

estico o copo com a mão e ela pega bebendo tudo de uma vez

ele não vai morrer, Celeste, pode ficar tranquila- afirmo

como você consegue ficar tão tranquila assim? como consegue ser tão fria?- pergunta incrédula

isso é muita coisa pra sua cabecinha de centavos, deita e descansa, qualquer coisa estou na sala- informo

tá bom- Celeste

saio negando com a cabeça, como pode ser tão tonta assim? que deus tenha misericórdia da burrice dessa garota.

meu telefone vibrou e eu vi a mensagem do tito avisando que já estava no portão, larguei o copo na pia correndo e antes reparei que não havia nenhum vapor nas lajes e nem rondando por essa parte do morro, o que é extremamente estranho, na verdade... não é estranho não, dei folga pra todo mundo na hora que cheguei em casa, mas sei que ficaram meio desconfiados.

abri o portão e o tito entrou com uma mochila nas costas e com um cigarro na mão

espero que tenha certeza do que me pediu, você sabe que a vida dele nunca mais vai ser a mesma- tito

vou andando na frente em silêncio e amostro aonde é o quarto que ele vai usar, indico a mesa que ele pode colocar os materiais e olho em volta com um sorriso no rosto.

desde que ele se intitulou meu dono, a minha vida nunca mais foi a mesma, então é óbvio que ele tem que viver 10x pior que eu- respondo

ele apenas assente com a cabeça e eu saio do quarto indo buscar o meu glorioso marido, passo em frente ao quarto da celeste e vejo a mesma dormindo com a mão na barriga e toda esparramada pela a cama, sigo meu caminho pro quarto do pk e quando entro vejo que ele continua da mesma forma que eu deixei quando sai.

dou dois tapinhas no rosto dele que nem se move, o veneno deve tá matando ele de um jeito infernal. Empurro ele pro chão e seguro nas duas pernas enquanto vou puxando ele até o andar de baixo, jogo ele escada a baixo e não escuto um resmungo se quer.

a sensação de felicidade parece que vai explodir no meu peito, ver ele indefeso como uma presa fácil me deixa tonta de tanta alegria, como eu queria gravar tudo e deixar passando na televisão por horas e horas até o cérebro dele derreter e virar um mingau velho e nojento.

tá querendo matar ele antes do tempo?- tito

ele é tão ruim que nem assim ele vai morrer, pode ter certeza- eu

ele parece estar bem fraco, o que você fez pra conseguir apagar um homem desse tamanho?- questiona

precisei engolir todo o meu ódio, nojo e rancor, fingi durante meses que tinha perdoado ele e me comportei como uma esposa perfeita, e durante esses meses eu envenenando até a água que ele bebia- dei de ombros

tito me olhou sorrindo enquanto negava com a cabeça

você é do caralho mesmo, me ajuda a subir ele aqui- tito

colocamos o pk na minha antiga cama e eu fui tirando a roupa dele, tranquei a porta do quarto e me certifiquei que estava tudo em seu devido lugar.

iae, como vai ser? os 2 braços e as 2 pernas ou só um de cada?- Tito

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a tão esperada vingança, que o dyaboh tenha piedade da alma desse bofe uo.

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