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tomei um banho e apaguei na cama, acordei em um sobressalto ao lembrar da nojenta da celeste, nessas horas talvez ela já tenha despertado e já esteja em um choque absurdo quando ver o demônio amputado.

balancei a cabeça p afastar meus pensamentos óbvios de ter visto alguém, seria a minha morte sem sombra de dúvidas, provavelmente iriam me queimar em praça pública só por ter feito isso com o dono do morro, sendo que ninguém um minuto se quer parou para pensar no meu sofrimento e na minha desgraça durante esses meses. Saio do quarto em passos calmos e vou em direção ao quarto da celeste, ao abrir a porta vejo a mesma dormindo em outra posição, dou um suspiro de alívio, acho que as 20 gotas de calmante realmente vão fazer efeito até amanhã.

eu poderia passar no quarto do patrick para vê-lo mas eu quero mais é que ele morra, e se morrer enquanto tenta aceitar que agora é um inválido, pra mim será melhor ainda. Desço as escadas ainda em confusão mental por conta de tudo o que rolou, não é fácil se manter sã depois de tudo isso, na verdade a minha cabeça parece que vai explodir a qualquer instante.

antes de virar para entrar na cozinha vi um copo de whisky na mesinha de centro e um charuto apagado do lado,  isso pra mim foi o suficiente para a minha espinha gelar e as minhas pernas fraquejarem, alguém estava aqui e já tinha visto tudo, estava aqui apenas para me matar.

voltei andando devagar e de costas fazendo o mesmo caminho, eu tinha uma bolsa pronta dentro do carro, mas precisava pegar minha chave e meu celular, subi as escadas silenciosamente, até a minha respiração estava silenciosa, a única coisa que dava para escutar forçando o ouvido são os meus batimentos cardíacos, parecia que eu iria infartar a qualquer momento.

assim que entrei no quarto do pk peguei minhas coisas e olhei para a cama, estava escuro, mas dava para enxergar, o único problema era que não havia ninguém ali para eu enxergar, quem quer que tenha entrado aqui levou ele embora, e isso sim não era bom, isso era PÉSSIMO.

respirei fundo 5 vezes e fiz um coque baixo no cabelo, eu não posso morrer desse jeito e eu me recuso a perder esse jogo. Voltei a descer as escadas e as minhas pernas voltaram a tremer, o medo corroía até os meus ossos, a adrenalina corria nas minhas veias, mas o pior de tudo ainda estava guardado para quando a desgraça acontecesse de vez.

na minha mente a única coisa que se passava era a minha irmã, iriam fazer um mal tão grande para ela que ela nunca iria me perdoar por isso, ela iria conviver cm a mágoa, o ódio e as sequelas físicas que iriam deixar nela, isso sim estava me corroendo sinistramente.

se eu fosse embora de carro seria muito óbvio, então eu precisava pegar minhas coisas nele e fugir pela mata, isso significa que eu tenho um longo caminho pela frente, longo e cansativo. Me esgueirando na escuridão da sala tentei chegar até a porta, vi que a chave não estava pendurada na mesma, isso fez o meu coração acelerar um pouco mais... isso não era bom.

o meu desespero era tão grande que lágrimas começaram a brotar em meus olhos, o só queria ir embora e recomeçar, só queria ser uma pessoa normal com uma vida normal, sem nada disso, por que parecia tão impossível assim? eu estava a um passo de desistir de tudo.

por que choras?- ouvi uma voz do outro lado da sala, em meio a escuridão.

agora realmente era o meu fim

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ai gente, já tô passando mal de ansiedade aqui, e vocês ? pq parece que tudo vai dar errado em um nível estratosférico ???

comentem muitoooo!!
beijinhos 😘

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