Capítulo 7

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Depois de alguns beijos, o calor falou mais alto e Simon precisou se afastar para arrancar a própria camiseta. Meio que sentado nos quadris de Baz, apoiando seu peso nos próprios joelhos, ele se deu alguns segundos para apreciar a vista. A camisa de Basil estava levantada até o umbigo, seus cabelos soltos sobre a fronha do travesseiro, o cinza dos olhos dele quase desaparecendo, tão grande estavam suas pupilas... Era diferente vê-lo assim, de cima, como se Simon fosse o mais alto e não o contrário.

Era bom. Gostava de tê-lo dessa forma.

— Você é tão lindo — ele pareceu surpreso por um momento. Snow não soube definir se as bochechas de Baz já estavam rosadas antes ou se fora o efeito do que ele disse.

— Não pode ficar falando esse tipo de coisa.

— Por que não? — ele então se abaixou outra vez, apoiado nos antebraços.

— Porque posso entrar em combustão espontânea se continuar assim — Simon sentiu as mãos dele nas laterais do seu corpo. — É muito para processar em pouco tempo.

— Você acha que estamos indo rápido demais?

— Não sei... Eu acho que as coisas mudaram um pouco depressa, sim.

— Mudaram? — Snow juntou as sobrancelhas. — Quero dizer, mudaram, mas também... meio que não mudaram. Não pra mim — Baz também pareceu confuso. — No fim das contas eu sempre fui obcecado por você, Baz. Que novidade tem isso?

— Você literalmente socou a minha cara!

— Foi uma desculpa pra te tocar e ficar perto de você! — Basil parou por um segundo e então gargalhou.

— Você é uma tragédia, Simon Snow — as mãos dele subiram para as costas do outro, trazendo-o para mais perto. Simon apenas aceitou; aceitaria qualquer coisa sob aquele olhar.

— E você acha isso legal?

— Não acho que seja uma coisa boa, mas não posso evitar gostar um pouquinho — Baz ainda sorria.

— Por quê?

— Porque a gente combina.

Ele apertou Simon contra seu corpo, o fazendo ceder ainda mais, e o beijou.


POV DO BAZ

O que era ir "rápido demais" para quem passou anos fantasiando e reprimindo uma paixão? Claro que isso não excluía o fato de que precisava digerir tudo aquilo — coisa que faria muito melhor quando voltasse para a rotina em Watford e para a sua terapeuta —, mas, por ora, Baz não queria perder o que tinham começado e, sobretudo, ele confiava em Simon. Como ele mesmo havia dito, era questão de se acostumar.

E podia se acostumar com aquilo. Com Simon Snow em cima dele na cama, tirando a roupa e dizendo que o achava bonito, beijando sua boca e aquecendo sua pele por onde passava com aquelas mãos.

A cruz da correntinha dele roçava em sua garganta conforme ambos se movimentavam, conforme a dança de suas línguas se intensificava, se transformando naquela bagunça que foi a primeira vez que se beijaram.

Simon era impaciente, urgente, beijava como se o mundo fosse acabar no próximo segundo; mordendo, apertando.... Não era ruim, mas era, sim, um tanto angustiante, fazia Basil imaginar que iria acordar ou algo do tipo. Nas primeiras vezes, ele recebeu de bom grado porque, afinal, era mais do que ele achava que iria acontecer entre eles. Agora, no entanto, estava conseguindo lidar ligeiramente melhor com a situação.

— Simon... — o loiro apenas grunhiu contra sua boca. — Estou aqui. Está me ouvindo? — "Uhum", foi a resposta dele. A voz de Baz saiu mais baixa do que ele queria. — Você já ganhou, Simon. Não tem mais pelo que brigar — Snow o encarou. O cenho contraído, respiração descompassada, bochechas coradas.

beijos olímpicosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora