A mão que segurava o queixo de Baz tinha migrado para sua bochecha e a outra puxava o homem pela cintura, mantendo seus corpos colados, enquanto os dedos de Basil percorriam suas costas nuas, provocando arrepios em sua pele. A língua dele era doce de encontro à sua, deliciosa.
O beijo era sedento de um jeito diferente daquela primeira vez — intenso, não impaciente, cálido, mas não como um incêndio, como uma lareira no inverno. — Era carregado de sentimentos. (Se pedissem para Simon Snow descrever um "beijo apaixonado", ele usaria esse como referência.)
Era isso que ele queria: Basilton onde seus olhos podiam ver, a pele dele sob seu toque, o perfume fresco preenchendo seus pulmões, sua voz o chamando pelo nome e o sabor da boca dele na sua. Não queria mais brigar. Chega, ele pensava. Você venceu, Baz, eu me rendo.
Já estavam ambos sem fôlego quando enfim afastaram os lábios.
O corpo inteiro de Simon reluzia — ao menos era essa a sensação. Seus olhos azuis vasculharam o rosto de Baz em busca de algum sinal e, dessa vez, encontraram algo: ele parecia vulnerável. As bochechas vermelhas, as sobrancelhas levemente abaixadas, pálpebras piscando devagar e a boca entreaberta, buscando por ar.
— Simon... — seu coração errou uma batida.
— Hmm?
— Não posso fazer isso — por um instante, o chão sumiu embaixo de seus pés. O rapaz nem olhava em seus olhos.
— O... quê?
— Não posso perder o foco em troca de alguns beijos.
— Aaah — bom, isso era melhor do que um "não quero mais beijar você". — Tudo bem — segurou seu rosto com as duas mãos agora, buscando o olhar dele. — Eu entendo. Eu posso esperar.
— Esperar? — questionou, confuso.
— É. Não quero atrapalhar, Baz. Você merece uma medalha.
— Você... quer esperar o fim das Olimpíadas para me beijar de novo? — Snow sorriu um pouco, pois nunca o tinha visto ser tão expressivo, e porque ele ficava extremamente fofo com aquela cara de confusão. — Você está dizendo que quer continuar isso depois? Fora daqui? Fora de Paris? — agora era Simon que tinha dificuldade em acompanhar o raciocínio dele. Não havia sido claro o suficiente?
— Oui, oui — a expressão de Baz se intensificou. — Quero dizer, sim. É claro que eu quero. "Oui" significa "sim", né? Eu falei errado?
— Você está falando sério? — Simon juntou as sobrancelhas.
— Quando foi que eu menti pra você, Baz? Pegadinha não conta! — ele adicionou rapidamente. O relógio de Basil começou a apitar, mas ele apenas ignorou. — Acho que precisamos ir daqui a pouco — os dois iriam competir simultaneamente no começo daquela tarde, então tinham que sair cedo para se preparar, aquecer, aquela coisa toda. — Ei, olha! Seu corte parou de sangrar! Vem cá, vou fazer seu curativo.
Baz não o impediu dessa vez, tampouco abriu a boca para falar qualquer coisa. Simon deu o seu melhor para que o esparadrapo não ficasse torto nem nada, mas sabia que provavelmente iriam trocá-lo antes que ele entrasse em campo.
— Pronto — sem pensar, Snow apenas ficou na ponta do pé e plantou um beijinho em cima do curativo. Basilton ainda parecia meio perdido. — Você tá bem?
— Sim — é tudo o que ele diz. Simon desconfia, mas eles não têm muito tempo.
— Me promete que vai pedir pra olharem esse machucado.

VOCÊ ESTÁ LENDO
beijos olímpicos
Fiksi PenggemarSimon e Baz são atletas dividindo o dormitório na Vila Olímpica de Paris. Você com certeza pode esperar discussões, beijos e, se eles não forem expulsos por comportamento indevido, quem sabe algumas medalhas. • Personagens pertencentes a Rainbow Row...