JAMES GANCHO
Caminhamos para nossa casa tranquilamente. Logo mais o dia amanheceria, mas isso não interviria em nossa paz, ou em nosso momento.
Minha Lillith tinha um gracioso sorriso no rosto. Espero que me permita acrescentar satisfação a ele, antes que adormeça, protegida e confortável, sobre meu peito.
Já em casa, ela caminhou até a lareira, pegando a chave de seu arsenal particular. Então me aproximei, para ajudá-la a se desarmar, soltar e guardar os colares. Seu corte havia sido tão limpo ágil que as lâminas do leque sequer se sujaram de sangue.
Confesso que foi mais pelo prazer nefasto de tirar algo que estava cobrindo seu corpo do que pelo simplório propósito de ajudá-la. Aproveitei-me do momento em que ela as organizava para retirar meu gancho, e os arreios que uso no braço e no peito para mantê-lo no lugar. Só me atrapalhei com a última fivela e, sem que percebesse, mãos suaves vieram em meu auxílio, enquanto minha senhora me presenteava com um doce sorriso lateral.
A segurei pela cintura com o braço decepado, usando minha mão restante para soltar seus cabelos cinzentos do firme penteado ao qual estavam confinados.
"Pedirei à Samira que encomende camisolas de alça... Para que possa ter o prazer de retirá-las por mim mesmo... A seda deslizando por este corpo deve ser um deleite além do memorável."
Minha nota mental não seria esquecida. Talvez eu lhe peça robes combinando, não quero que outros tenham o mesmo prazer de vê-la acariciada e delineada pela seda, ou pelo veludo no inverno.
Segurei o rosto dela com cuidado, trazendo-a para um beijo lento, que aprofundei gradativamente, provocando sua língua a jogar com a minha, enquanto tentava, discretamente, disfarçar minha incoordenação ao mexer em suas roupas.
Quando o ar fez falta, ganhei um sorriso suave e doce. E ela acariciou meu rosto, já tendo tirado meu chapéu e o coldre com minha pistola. O olhar repleto de doçura e sensualidade dirigido a mim.
-Diga-me, Capitão...-Uma delicada faixa de rubor surgiu em seu rosto.-Para qual quarto vamos agora?
-Acho que o meu será mais confortável, minha dama.-Ela deu um pequeno sorriso.-Me acompanha?
-É claro.-A guiei pela casa, com a mão acariciando sua cintura tranquilamente, até meu quarto. Não era necessário, mas eu queria essa cena.-James...-Ela riu baixinho.-Deixe, eu dou um jeito nas minhas roupas.
-Não...-Me aproximei de suas costas, depois de fechar a porta. Então comecei a desamarrar seu corset.-Não me negue esse prazer.
Ela deu uma risadinha doce, e me deixou desatar o corset no meu tempo, as mãos deslizando pelo meu corpo suavemente.
-Também vou poder tirar a sua roupa?
-Minha rainha pode fazer o que quiser. Principalmente comigo.-Continuei na minha saga, irritado com a falta da mão. Mas minha rainha não parecia incomodada, ou com pressa. Consegui soltar a parte de cima, e me dispus a beijar os ombros de Lilith.-Tão linda...
Ela deu uma risadinha baixa. A tatuagem, que suspeito ser a marca da Sombra da Morte do Nunca, adicionando uma sensualidade selvagem ao corpo de traços longelíneos. Minha Lillith me ajudou a encontrar o fecho da saia que estava trajando. Foi um processo mais lento do que deveria. Mas não havia pressão sobre mim. Havia apenas Lillith e seu delicioso sorriso doce.
Ela soube me entreter com seus beijos enquanto me despia. Sequer me dei conta de minha nudez de imediato. Apenas quando, sentado em minha cama, agora nossa, Lillith sentou sobre meu colo, permitindo o contato entre meu membro e sua feminilidade, quente e úmida. Os aromas oriundos da pele dela estavam me enlouquecendo.
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Como na Terra do Nunca
FanfictionPeter realmente achava que não seria mais surpreendido por uma Darling. Havia jurado isso a si mesmo. Mas ele nunca levou duas Darling. Muito menos uma que já tivesse passado de seus dezoito anos. Winnie Darling era diferente de todas as que ele hav...
