Seul é o palco de uma guerra silenciosa entre dois dos criminosos mais perigosos da cidade. Park Jimin, o enigmático Kitty Gang, age sozinho com sua aura encantadora e destrutiva, enquanto Min Yoongi, o implacável Agust D, lidera sua gangue com uma...
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Durante uma semana inteira, passei calculando o momento exato para deixar minha marca em Agust D. Sabia que ele jamais esqueceria, e o plano precisava ser perfeito. Manter-me em silêncio por um mês inteiro havia mexido com todos, especialmente com ele. O silêncio, afinal, é uma das armas mais poderosas, e eu sabia usá-la melhor do que ninguém.
Foi durante essa observação meticulosa que descobri que Agust D e sua equipe iriam eliminar um inimigo em breve, deixando o armazém principal completamente vazio. Isso me deu a oportunidade que eu esperava. Seria o momento perfeito para fazer a minha volta triunfal, marcando meu território de uma vez por todas. Afinal, Kitty Gang nunca sai de cena sem um grand finale.
Na noite planejada, vesti meu capuz preto, o símbolo de minha persona. Montei na minha moto rosa, o brilho da máquina contrastando com a escuridão da noite. O caminho até o armazém foi rápido, e cheguei sem qualquer dificuldade. Assim que entrei no prédio, o silêncio quase absoluto me envolveu, exceto pelo suave aroma de cigarro, sempre presente nos lugares que Agust D frequentava.
Eu não estava ali para destruir ou roubar nada. Essa era uma questão pessoal. Fui diretamente ao escritório de Agust, cada passo ecoando pelo chão vazio. Ao chegar, não pude evitar sorrir ao me deparar com relatórios sobre mim, alguns afirmando que eu estava morto. Como eles eram ingênuos.
Sentei-me na cadeira de Agust D, puxando algumas das folhas e lendo por cima os absurdos escritos sobre mim.
- Morto? Só na cabeça desses idiotas... – Ri baixinho, sabendo que esse tipo de boato só aumentava meu poder.
Enquanto lia as notas, ouvi passos pesados se aproximando. Sabia que era ele. Meu corpo se encheu de adrenalina, mas permaneci calmo. Levantei-me da cadeira e fui para trás da porta, observando através da pequena fresta.
Agust D entrou, relaxado, provavelmente acreditando que estava sozinho. O cigarro apagado em sua boca era um detalhe que eu já esperava. Ele sequer se preocupava com a possibilidade de ser surpreendido. O barulho da porta se fechando atrás de si o fez virar. Seus olhos se arregalaram por um breve segundo quando me viu.
- Finalmente resolveu aparecer. – Ele disse com aquele tom desprezível de sempre, ajustando a postura.
- Agust... – Sorri, deixando minha voz sair provocativa. – Sentiu minha falta?
Ele riu, mas a frieza nos olhos dele me dizia que meu silêncio o afetara mais do que ele deixava transparecer.
- Achei que tinha sumido para sempre. – Ele se aproximou um pouco mais. – Talvez seja hora de garantir que você realmente suma desta vez.
Revirei os olhos com o comentário previsível. Agust D sempre se achava no controle, mas não hoje. Não depois do que eu planejava fazer.
- Não é assim que funciona, querido. Eu escolho o momento e o lugar. E hoje, Agust, é o seu dia de sorte. – Minha mão já tocava a faca dentro do bolso, o coração acelerando pela expectativa do que viria a seguir.
Agust D estava a poucos passos de mim agora, e em seus olhos eu podia ver que ele estava prestes a dizer algo mais. Mas antes que ele pudesse reagir, avancei. A faca brilhou sob a luz fraca do escritório, e num golpe rápido e preciso, cortei seu rosto, começando no canto do olho e descendo até a maçã do rosto.
O sangue começou a escorrer imediatamente, tingindo sua pele clara de vermelho. Ele recuou, surpreso pela rapidez do ataque. Levei apenas um segundo para perceber o impacto que aquilo havia causado. Agust D levou a mão ao rosto, seus olhos agora ardendo de raiva.
- Você... – Ele começou, mas eu não dei tempo para que ele concluísse.
Me aproximei de novo, com rapidez, segurando seu rosto com uma das mãos e selando seus lábios com os meus. Foi rápido, provocador, o suficiente para deixá-lo ainda mais furioso. Quando me afastei, vi o sangue manchar levemente minha boca, mas sorri. Sabia que ele jamais esqueceria aquele momento.
- Agora, você vai se lembrar de mim para sempre, Agust. – Sussurrei, antes de me afastar.
Ele ainda estava processando tudo quando corri em direção à janela aberta e saltei, meu corpo aterrissando com perfeição no chão lá embaixo. Montei na minha moto, o motor roncando alto enquanto eu acelerava para longe. O vento batia no meu rosto, e a excitação de tudo aquilo ainda pulsava nas minhas veias.
A cicatriz no rosto de Agust D seria eterna, assim como a lembrança de que Kitty Gang sempre estaria à espreita.