Seul é o palco de uma guerra silenciosa entre dois dos criminosos mais perigosos da cidade. Park Jimin, o enigmático Kitty Gang, age sozinho com sua aura encantadora e destrutiva, enquanto Min Yoongi, o implacável Agust D, lidera sua gangue com uma...
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Kitty estava em um dos seus armazéns, onde a atmosfera era carregada de movimentação e vozes abafadas. Um dos seus homens, um cara experiente em negociações, aproximou-se com uma pasta de documentos nas mãos, informando os números.
-Se vendermos tudo, chefe, dá mais de 1 milhão. – ele disse, olhando para Kitty com expectativa.
Kitty olhou para o material ao seu redor, o caos organizado que ele tinha construído ao longo dos anos. Parte de si sentia orgulho, mas outra parte estava cansada. Tinha algo mudando dentro dele, algo que ele ainda não sabia como lidar.
-Começa a vender. – ele ordenou, com um tom firme. – E... pinta a moto de preto. Tira todos os adesivos.
Ele nunca pensou que diria isso, mas talvez Taehyung estivesse certo. Talvez Kitty Gang realmente precisasse "morrer" para que Jimin pudesse viver. O pensamento o deixava desconfortável, mas era inevitável. Ele sabia que algo dentro de si estava diferente, como se estivesse em uma encruzilhada, e não havia como fugir dessa escolha.
Ao cair da noite, Kitty subiu em um prédio alto, o mesmo que costumava ir quando queria ver a cidade de cima, sentir o vento e organizar os pensamentos. Sentou-se na beira, observando as luzes que piscavam no horizonte, as ruas movimentadas lá embaixo. O peso da decisão sobre o que fazer com sua vida pesava sobre seus ombros.
Ele não tinha visto Jae ainda, e isso o deixava inquieto. Sabia que, se Jae quisesse sua cabeça, ele viria logo. Kitty já estava quase se preparando mentalmente para o confronto. Talvez, pensou, Jae o encontraria quando já fosse tarde demais – quando Kitty Gang já estivesse "morto".
Perdido em seus pensamentos, Kitty ouviu um barulho forte atrás de si, no telhado do prédio. Seus sentidos se aguçaram, e por um momento ele pensou que era Jae. Mas, quando se virou, viu Agust D. O alívio foi imediato, mas ele não conseguiu esconder sua expressão abatida.
Agust D o olhou com uma mistura de confusão e preocupação. Kitty estava com os olhos vermelhos, o rosto levemente inchado pelas lágrimas que havia derramado mais cedo. Aquela não era a imagem do implacável Kitty Gang que Agust D estava acostumado a ver.
Agust se aproximou lentamente, sentando ao lado de Kitty na beira do prédio.
-O que está acontecendo com você? – Agust perguntou, com a voz grave, mas contida, como se não quisesse forçar uma resposta que Kitty não quisesse dar.
Kitty suspirou profundamente, olhando para o horizonte.
-Muita coisa... acontecendo rápido demais. – ele respondeu, a voz rouca e pesada de cansaço. Não queria entrar em detalhes, e Agust parecia entender que não era o momento para perguntas mais profundas.
Agust ficou em silêncio, percebendo o cansaço no semblante de Kitty. Talvez ele precisasse de um tempo para si. Agust D começou a se levantar, pronto para dar espaço a Kitty, mas antes que pudesse sair, Kitty o segurou pelo pulso.
-Fica. – Kitty pediu, num tom mais suave do que o habitual.
Agust franziu a testa, claramente surpreso, mas sentou-se novamente, dessa vez mais perto de Kitty. Algo no comportamento de Kitty estava diferente, mais vulnerável. Sem suas armas, sem suas defesas, ele parecia quase... humano. Antes que Agust pudesse dizer algo, Kitty se inclinou para ele, o puxando para um beijo repentino.
Agust hesitou por um momento, mas logo retribuiu. O beijo foi lento, não com o desejo feroz que costumava consumir ambos, mas com uma intensidade diferente, mais calma. Kitty não estava ali para provocar ou testar limites; ele queria apenas um momento de paz, algo que não sentia há muito tempo.
Quando se afastaram, Kitty notou algumas marcas roxas no pescoço de Agust. Ele sabia que provavelmente havia sido ele o responsável por elas, e isso o fez sorrir de forma irônica.
-Parece que eu maltratei seu pescoço. – Kitty comentou, rindo baixinho.
Agust passou os dedos pelas marcas e riu também, sem negar.
-Você pegou pesado. – ele respondeu, levantando uma sobrancelha. – Mas sua cintura também não ficou ilesa.
Kitty fez uma careta ao lembrar da dor que ainda sentia na cintura e nas pernas, mas a provocação mútua os fazia esquecer, por um momento, os pesos que carregavam.
O tempo passou rápido enquanto estavam ali, trocando olhares e beijos. Mas Kitty sabia que, em algum momento, precisaria ir embora. Ele se levantou devagar, já sentindo a hora de partir.
-Toma cuidado com aquela mulher. – Kitty avisou de repente, sua expressão ficando séria. – Talvez dessa vez... Kitty Gang não vá conseguir te ajudar.
Antes que Agust pudesse perguntar o que isso significava, Kitty o puxou para um último selinho, suave, como uma despedida. Sem olhar para trás, Kitty saiu do prédio, deixando Agust confuso, mas com a estranha sensação de que algo grande estava para acontecer.