Entre Vinhos e Sangue

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Boa leitura~

Kitty estava em seu apartamento, largado no sofá, com uma garrafa de vinho nas mãos

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Kitty estava em seu apartamento, largado no sofá, com uma garrafa de vinho nas mãos. Seus pensamentos vagavam, enquanto ele tomava grandes goles, sentindo o líquido quente e amargo descendo pela garganta. A cada gole, ele se perguntava se tudo o que fazia valia realmente a pena. O jogo mortal com Agust, os trabalhos perigosos, a constante ameaça de morte... Será que havia algo mais além dessa vida de caos?

-Que ideia idiota – ele murmurou para si mesmo, dando mais um gole no vinho.

Mas antes que a dúvida pudesse tomar conta, seu telefone vibrou na mesa de centro. Kitty largou o copo e pegou o aparelho, lendo a mensagem que acabara de chegar. Uma nova missão. Ele sorriu ao ver os detalhes. Um chefe de uma boate famosa estava na mira de alguém, e eles queriam Kitty para o trabalho.

-Agora sim, algo que me anime – ele falou para si, a energia voltando ao seu corpo.

Kitty adorava essas missões. Alguém tinha que morrer, seja o alvo ou ele, mas ele sempre sabia que quem caía era a vítima. A adrenalina de tirar uma vida o fazia sentir-se no controle, poderoso. Além disso, ele gostava da imprevisibilidade da coisa – o jogo de vida e morte o fascinava.

Ele vestiu uma jaqueta preta de couro e, horas depois, já estava dentro da boate. O ambiente era quente, cheio de luzes coloridas e música alta. Kitty observava as pessoas dançando, bebendo, rindo. Mal sabiam elas o que estava prestes a acontecer ali. Ele preferia matar de longe, como um predador observando a presa de uma posição segura. Mas, por vezes, quando o trabalho exigia, matar cara a cara trazia uma emoção única, como um jogo em que ele tinha que olhar nos olhos da vítima enquanto sua vida se esvaía.

Enquanto esperava o chefe da boate aparecer, algo chamou sua atenção. No canto oposto, ele viu Agust entrando. Kitty franziu o cenho, curioso. O que diabos Agust D estava fazendo ali? Mas o que realmente o intrigou foi quando uma mulher se aproximou de Agust, sorrindo, e se sentou ao lado dele. Eles pareciam... íntimos. Kitty sentiu algo incomodar dentro de si, algo que ele não estava disposto a admitir.

-Dois, talvez três assassinatos hoje – murmurou, já planejando como poderia fazer o serviço. Talvez matasse o chefe e depois a mulher que estava com Agust, só para provocar. Mas logo se focou no alvo principal. O chefe da boate era o único que importava naquela noite, afinal, era por ele que Kitty estava sendo pago.

Quando o chefe finalmente apareceu, Kitty sorriu de canto. Ele não enrolou muito. Colocou seu plano em prática rapidamente, se aproximando dele de forma charmosa, como se fosse apenas mais um cliente. Em poucos minutos, ele já havia convencido o chefe a ir com ele para um dos quartos privados da boate. O homem, arrogante e confiante, acreditava que estava prestes a ter uma noite incrível. Kitty, por outro lado, sabia que a noite do chefe terminaria de maneira bem diferente.

Assim que a porta do quarto se fechou, Kitty agiu com a rapidez de um predador. Um movimento certeiro, uma lâmina em seu casaco e, em segundos, o homem estava morto, caído no chão com os olhos arregalados, sem entender o que havia acontecido. Kitty não sentiu remorso. Isso fazia parte do jogo, e ele sempre saía vitorioso.

-Fácil demais – ele murmurou para si mesmo, limpando a lâmina e guardando-a de volta.

Com a missão cumprida, Kitty saiu pela porta da frente da boate, sem pressa, como se nada tivesse acontecido. Ele sabia que o caos iria estourar em questão de minutos, assim que alguém descobrisse o corpo. Ao passar pelo salão principal, seus olhos caíram novamente sobre Agust, que estava sentado com a mulher na mesa. Eles estavam conversando, mas Agust parecia desconfortável, como se sentisse que algo estava prestes a acontecer.

Kitty não perdeu a oportunidade. Passou perto da mesa onde Agust estava, seu rosto sereno, como se a noite estivesse indo normalmente. Quando Agust o viu, seus olhos estreitaram, desconfiados. Kitty sorriu de canto, aquele sorriso que provocava Agust mais do que qualquer palavra. Antes de sair, Kitty piscou para ele, um gesto que só os dois entenderiam.

-Até a próxima, Agust – murmurou baixinho, sabendo que, em minutos, a boate iria virar um pandemônio.

Assim que Kitty saiu pela porta da frente, ele podia ouvir o som abafado da música e da festa que ainda continuava lá dentro. Mas sabia que, em breve, os gritos iriam começar, as sirenes seriam ouvidas e o sangue derramado seria descoberto. Kitty não olhou para trás, subindo na sua moto e acelerando pelas ruas da cidade.

Enquanto o vento batia contra seu rosto, ele se perguntou o que Agust pensaria quando descobrisse o que tinha acontecido. Provavelmente, iria caçar Kitty, o que significava que o jogo ainda estava longe de acabar. E, para Kitty, isso era exatamente o que ele queria. Afinal, o jogo entre eles era o que mantinha o sangue correndo em suas veias.

Sombras Escarlates - Yoonmin Onde histórias criam vida. Descubra agora