Seul é o palco de uma guerra silenciosa entre dois dos criminosos mais perigosos da cidade. Park Jimin, o enigmático Kitty Gang, age sozinho com sua aura encantadora e destrutiva, enquanto Min Yoongi, o implacável Agust D, lidera sua gangue com uma...
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Eu senti o calor do corpo de Agust ainda ao meu lado, e antes mesmo de abrir os olhos, um sorriso se formou nos meus lábios. A noite passada foi... intensa. As memórias vinham em flashes: seus toques firmes, a forma como me prendia contra o colchão, o som da sua respiração pesada se misturando com a minha. Eu sabia que as coisas entre nós nunca seriam simples, mas, naquela noite, tudo parecia fazer sentido de um jeito estranho.
Quando tentei me levantar, senti um peso suave sobre minha cintura. Olhei para baixo e vi a mão de Agust firmemente ali, me impedindo de me mover. Antes que eu pudesse protestar, ouvi sua voz baixa e rouca.
-E aonde você pensa que vai, Kitty?
Eu revirei os olhos, ainda tentando sair da cama, mas a verdade era que meu corpo mal me obedecia. Sentia minhas pernas fracas, como se a noite anterior tivesse drenado todas as minhas energias. Droga.
-Eu tenho outros compromissos, Agust – respondi, tentando soar mais firme do que me sentia. – E, caso você não tenha percebido, já é outro dia.
Ele riu baixo, a mão ainda segurando minha cintura com firmeza. Seus olhos me avaliavam com aquele olhar predatório que eu tanto conhecia.
-E você acha que consegue andar, Kitty? – ele provocou, claramente se divertindo.
Levantei a sobrancelha, desafiando-o, e me forcei a me levantar. Porém, assim que coloquei os pés no chão, um tremor percorreu minhas pernas, e o peso do meu corpo me jogou de volta na cama. Eu o encarei, confuso e frustrado, e Agust apenas riu mais. Era uma risada baixa, mas carregada de satisfação.
-Acho que exagerei um pouco ontem à noite – ele comentou, ainda me observando com aquele olhar presunçoso.
-Vai se ferrar – murmurei, cruzando os braços, mas, por dentro, não pude evitar um sorriso tímido.
Agust se levantou com uma agilidade irritante e começou a se vestir. Ele olhou para mim por cima do ombro e, sem dizer nada, caminhou até onde minhas roupas estavam espalhadas pelo chão. Deixou cada peça sobre a cama, com uma expressão que oscilava entre cuidado e desdém. Quando terminei de me vestir, com mais dificuldade do que eu gostaria de admitir, ele segurou meu braço, me guiando até a saída do quarto.
A rua estava mais calma quando saímos. O clima fresco da manhã contrastava com o calor que ainda queimava minha pele depois da noite anterior. Agust me levou até um táxi que esperava na frente da boate. O silêncio entre nós era confortável, mas carregado de algo não dito. Algo que nem ele, nem eu estávamos prontos para admitir.
Antes de entrar no carro, senti a mão de Agust tocar suavemente minha nuca, um toque rápido, quase imperceptível, mas que me deixou arrepiado. Eu o olhei, mas ele já havia dado as costas e estava caminhando de volta para dentro.
Assim que entrei no táxi, liguei para um dos meus capangas, pedindo que ele buscasse minha moto, que ainda estava estacionada perto da boate. A viagem até o meu apartamento foi rápida, mas me senti entorpecido o tempo todo, perdido nos pensamentos da noite que havia passado.