Emma Schumacher
--E então... Vocês vão...?- Sarah faz um gesto com a mão e eu gelo na mesma hora.
--Teremos essa noite, não é Ravi?- pisco para ele seguir o "plano".
--Pois é... Será inesquecível...
--Sarah! Desculpa gente, mas a Sarah não cala essa boca.- Sol diz.
--Sol, vem no banheiro comigo?
--Claro. Voltamos já.
Elas se retiram.
--"Noite inesquecível"?
--Eu segui seu plano, agora não reclame Emma. Se você quiser, de noite não iremos fazer nada.
--Claro que não Ravi, você está louco? Disfarça que elas estão vindo.- eu digo sorrindo.
Depois, pedimos a sobremesa e as meninas foram embora. Ficamos na mesa tomando mais uma taça de vinho.
--O que vamos fazer amanhã?- pergunta ele.
--Sei lá, sugestão?
--Que tal se a gente for ver umas cachoeiras? É para isso que estamos aqui.
--Por mim tudo bem. Vamos pro quarto?
--Vamos.
Ao chegar no quarto, tomo um banho e me jogo na cama, morrendo de sono.
--Isso é estranho...
--Defina "isso".
--Tudo é estranho.- digo revirando os olhos.
--Obrigado por esclarecer.
Durmo. Ou pelo menos, tento. Me viro para o seu lado, e me deparo com seu tórax definido e céus, que falta de ar! Respiro e sinto o seu cheiro de sabonete de morango...
Espera. Morango?! Ele usou meu sabonete! Sinto suas mãos me puxando para si.
Acabo chegando para mais perto dele e Ravi coloca uma de suas mãos na minha cintura.
--Não se aproveite de mim, Ravi.- resmungo.
--Estou acordado tanto quanto você.
--Isso eu notei.
--Posso pelo menos deixar minha mão na sua cintura? Até onde eu sei, não é assédio quando a pessoa permite.
--Tudo bem, eu deixo só porque faz frio.- sério, estava muito frio.
--Anham, sei.
--Não duvide de mim e não use meu sabonete sem eu deixar.
--Você anda me cheirando, Emma Gouvêa?
--Estava conferindo se você tomou banho mesmo, do jeito que é porquinho...
--Você continua sendo a mesma menina chata, céus!
--Você continua sendo o mesmo idiota.
--Cala a boca e dorme, Emma.
--Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu!- ele gargalha e eu me largo dele, virando de costas para o mesmo.
--Você não muda mesmo, vinte e um anos e ainda falando essa frase de criança. Pirralhinha.- sinto ele se mover e ficar de costas para as minhas próprias costas.
--Pelo menos eu sou madura.- ele gargalha outra vez.
--Emma. Você? Madura? Tá de brincadeira, não é?

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Casados Por Contrato
Mystery / ThrillerEra pra ser um simples casamento, mas foi muito além disso. Ele precisava de uma noiva; ela precisava do dinheiro. Ele recebeu ameaças; ela tentou descobrir o ameaçador. Ele era contido e ela, tinha vários segredos. Ele escutava, e ela nunca falava...