08

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Emma Schumacher

--E então... Vocês vão...?- Sarah faz um gesto com a mão e eu gelo na mesma hora.

--Teremos essa noite, não é Ravi?- pisco para ele seguir o "plano".

--Pois é... Será inesquecível...

--Sarah! Desculpa gente, mas a Sarah não cala essa boca.- Sol diz.

--Sol, vem no banheiro comigo?

--Claro. Voltamos já.

Elas se retiram.

--"Noite inesquecível"?

--Eu segui seu plano, agora não reclame Emma. Se você quiser, de noite não iremos fazer nada.

--Claro que não Ravi, você está louco? Disfarça que elas estão vindo.- eu digo sorrindo.

Depois, pedimos a sobremesa e as meninas foram embora. Ficamos na mesa tomando mais uma taça de vinho.

--O que vamos fazer amanhã?- pergunta ele.

--Sei lá, sugestão?

--Que tal se a gente for ver umas cachoeiras? É para isso que estamos aqui.

--Por mim tudo bem. Vamos pro quarto?

--Vamos.

Ao chegar no quarto, tomo um banho e me jogo na cama, morrendo de sono.

--Isso é estranho...

--Defina "isso".

--Tudo é estranho.- digo revirando os olhos.

--Obrigado por esclarecer.

Durmo. Ou pelo menos, tento. Me viro para o seu lado, e me deparo com seu tórax definido e céus, que falta de ar! Respiro e sinto o seu cheiro de sabonete de morango...

Espera. Morango?! Ele usou meu sabonete! Sinto suas mãos me puxando para si.

Acabo chegando para mais perto dele e Ravi coloca uma de suas mãos na minha cintura.

--Não se aproveite de mim, Ravi.- resmungo.

--Estou acordado tanto quanto você.

--Isso eu notei.

--Posso pelo menos deixar minha mão na sua cintura? Até onde eu sei, não é assédio quando a pessoa permite.

--Tudo bem, eu deixo só porque faz frio.- sério, estava muito frio.

--Anham, sei.

--Não duvide de mim e não use meu sabonete sem eu deixar.

--Você anda me cheirando, Emma Gouvêa?

--Estava conferindo se você tomou banho mesmo, do jeito que é porquinho...

--Você continua sendo a mesma menina chata, céus!

--Você continua sendo o mesmo idiota.

--Cala a boca e dorme, Emma.

--Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu!- ele gargalha e eu me largo dele, virando de costas para o mesmo.

--Você não muda mesmo, vinte e um anos e ainda falando essa frase de criança. Pirralhinha.- sinto ele se mover e ficar de costas para as minhas próprias costas.

--Pelo menos eu sou madura.- ele gargalha outra vez.

--Emma. Você? Madura? Tá de brincadeira, não é?

Casados Por Contrato Onde histórias criam vida. Descubra agora