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Roxy Schumacher

Depois de ter certeza que estava "sozinha" em casa, tratei de ir até meu quarto e pegar umas bombinhas que tinha comprado antes.

Bom, meu sonho é sair viajando por aí, trazendo muitas coisas novas... Mas algo que realmente irá me prender, será um "alguém".

Desci as escadas com cuidado para que ninguém me visse. Atravessei o jardim e saí pela cerca de madeira, chegando no jardim dos fundos da casa de Trantboll, onde passei cuidadosamente pelo jardim da frente.

O que eu tenho contra ela? Tudo, tudinho mesmo. E não foi só porque ela apertava minhas bochechas quando era pequena. Ela sempre me criticou e falava quando aprontava nos lugares e eu sempre me ferrava no final.

Assim que fiz meu primeiro intercâmbio, me livrei de um peso enorme nas costas. Sério, eu devo ter cometido algum crime na vida passada e o castigo está vindo agora.

Me abaixei com cuidado. A rua estava deserta. Arrumei em fileira as bombinhas e, quando peguei um fósforo ouço uma voz familiar.

--Roxy? O que faz aqui?- ah droga, eu disse que na vida passada eu aprontei!

Me viro e encaro aqueles olhos profundos.

--Calebe!- me levanto. --E aí? Tudo bem?

--Sim, e com você?

--Também.

--O que faz aqui?- ele ergue uma das sobrancelhas.

--Estava procurando minha bola de tênis.- olho ao redor e faço cara de desapontada. --Mas pelo visto ela não caiu por aqui... E você? O que faz aqui?

--Eu vim visitar minha tia, a Trantboll. Conhece?

O meu mundo parou ali. Como um menino gostosão e educado é sobrinho de uma patética?

--Minha vizinha. Você é sobrinho dessa Trantboll?- aponto para a casa.

--Dessa mesmo. Vou entrar, quer vir comigo?

--Não. Tenho que... Fazer dever!- eu? Fazendo dever? Gente, com essa resposta eu não consigo enganar nem a pessoa mais ingênua do mundo!

--Você estuda? Achei que já tinha concluido.

--É, já concluí. Mas é outro tipo de dever...- comento me afastando. --Até de noite!

--Até de noite...

Ele me encara e segue seu caminho, enquanto eu corro até em casa.

Pelo visto, terei que parar de pertubar a Trantboll por um tempo, ou terei que encontrar outra pessoa para pertubar...

Emma Schumacher

--Mãe! Cheguei!- grito alto assim que chego na casa dos meus pais.

Nenhuma resposta.

Vou até a piscina no jardim dos fundos e vejo minha mãe deitada na espreguiçadeira lendo uma revista de moda enquanto minha irmã infernal estava com fone de ouvidos.

--Filha! Chega mais!- me aproximo e beijo seu rosto.

--E então, o que vamos fazer hoje?

--Pensei em fazermos atividades em casa mesmo, como... Uma guerra de balões ou uma corrida de patins!

--Eu estou falando mesmo com a minha mãe?- pergunto e ela sorri.

--Podemos fazer um momento de beleza, a Emma precisa.- minha irmã se intromete.

Casados Por Contrato Onde histórias criam vida. Descubra agora