A água batia nas minhas costas, eu podia sentir cada gota, mas meus pensamentos não saía do Tom, o chão estava com sangue de minhas mãos, o sangue de dele. Um ódio estava dentro de mim, me corroendo, eu queria tanto matar Kyan sem nenhuma pena!
Algumas lágrimas começaram a sair dos meus olhos se misturando com a água do chuveiro. Bill mandou eu de volta para cá sem nenhuma informação de como Tom estava, apenas estou tentando me convencer que Tom está bem sim!
Sai do chuveiro o desligando e indo para o quarto colocando uma roupa qualquer. Meus olhos ardiam por ter chorado e uma dor de cabeça enorme, fora meu tornozelo que estava doendo bastante.
Ouvi uma batida na porta e abriu com o Bill.
Meu coração acelerou esperando por algo positivo.
Bill estava com sua blusa cheia de sangue e mãos também. Mas o garoto tinha uma expressão calma.
—como Tom está?— perguntei a ele com o nó entalado em minha garganta.
—agora ele está bem— Bill suspirou entrando no quarto e sentando ao meu lado —mas ele quase não resistiu, se tivéssemos demorado mais um pouco para chegar ele teria morrido, por uma hemorragia interna— coloquei a mão no rosto suspirando fundo.
—é todo culpa minha, sempre é— comecei a chorar e Bill me abraçou de lado.
—não é, você não pode controlar oque as pessoas fazem— o mesmo fez carinho na minha cabeça enquanto eu chorava baixo em seu ombro —você se importa com Tom, e ele com você— meu coração começou a se acalmar.
—eu não podia sentir nada por ele, ele me fez tão mal, e outra que não é recíproco— passei a mão no meu olho enxugando as lágrimas.
—é recíproco sim, ele te protege a todo custo e ele não se envolve com mais ninguém desde que te conheceu— eu fiquei quieta pensando nisso —você faz bem a ele—
—mas ele não faz bem a mim, me protege, mas quem me protege dele quando surta de raiva? Eu estou condenada a isso para vida inteira!— fechei meu olho com dor no peito.
A gente se amava? Mas que amor é esse? É um amor abusivo e agressivo.
—Tom está mudando por você— o garoto me olhou com os olhos vermelhos —mas você não merece isso. Tom está desacordado e não tem previsão de alta, então você pode ir para sua casa e fugir do mapa que depois eu me revolvo com ele— olhei Bill por uns minuto.
A oportunidade que eu mais queria estava ali, na minha frente, era só eu aceitar e pronto eu voltava a minha vida normalmente. Mas nessa altura eu já estava apaixonada no Tom e não queria o deixar na hora que ele estava mais precisando.
—não posso deixar Tom, ele tomou um tiro por minha culpa e eu fujo do mapa sem dar explicações?— Bill se levantou ficando em minha frente.
—Amellya a chance tá aí, você quem decide— o mesmo falou e saiu do quarto me deixando sozinha.
Eu não queria perder o Tom, mas também não queria ficar aqui.
Troquei de roupa e coloquei uma calça jeans escura e uma blusa preta de gola alta.
Peguei algumas roupas e sai do quarto, não tinha ninguém na sala e nem na cozinha, Bill devia estar em seu quarto. Entrei no carro que o Tom e dei partida, realmente a sensação era outra quando você que está nó comando dirigindo o carro. Passei pela cidade e parei no hospital que Tom estava.
Entrei lá dentro e com certeza as pessoas me reconheceram, porque me olharam estranho.
—com licença, onde que é o quarto que o Tom Kaulitz está?— perguntei a uma médica que demorou um pouco a me responder.
—no quarto 48– sorri forçado e fui ao quarto.
Abri a porta e vi Tom deitado desacordado, seus batimentos eram calmos.
Ele estava com um curativo no local que o disparo acertou. Fiz carinho em sua testa quase começando a chorar, eu realmente fiquei com medo de perder ele, mas eu não devia sentir isso! Não devia!
Fui no banheiro do quarto e peguei um papel e por milagre achei uma caneta.
Tom, é a Amellya. Eu voltei a minha casa, como sempre disse a você que eu queria uma vida em paz de novo, então voltei. Quando você acordar e ver esse bilhete você pense direito se você vai até minha casa, mas se você for para me fazer mal ou fazer tudo de novo comigo não venha! Por favor. Pense direito, eu não quero te perder, mas você me faz mal, então se decide.
Um beijo.
Fechei o bilhete e coloquei no bolso de suas calças que estava dobradas.
Dei um beijo em sua testa e sai do quarto, sentindo todos os olhares em mim.
Entrei dentro do carro novamente e dei partida até minha casa.
Chegando lá tinha três mulheres conversando em frente ao condomínio na calçada, elas devia ter a minha idade.
O portão abriu com sensor, Célio arrumou bastante coisa aqui. Meu carro estava estacionado na minha garagem então estacionei ao lado do meu, eu não estava nem de quem era aquela vaga.
Eu desci do carro e as três meninas me olharam franzindo a testa e cochicharam algo.
—com licença— alguém falou comigo e eu olhei em direção que a voz veio. Vi que era o Célio —senhorita Alba?— Célio me olhou espantado.
—Oi Célio— sorri meigo.
—meu Deus eu pensei que a senhorita nunca mais iria voltar— o mesmo olhou para o carro do Tom, que agora é meu.
—também pensei que não iria voltar— dei uma risada.
—olha me desculpe, mas a você não pode mais ficar aqui, você não está pagando aluguel desde que foi embora, que já é mais de dois, três meses, fora os meses que eu estava ignorando— eu suspirei fundo e vi que aquelas meninas continuava a olhar para mim.
—Célio, eu só vou ficar alguns dias, por favor— o mesmo me olhou com pena.
—Amellya, eu não posso, e também eu quase morri, quando aquela gangue veio aqui eles apontaram uma arma para mim!— Célio disse começando a ficar vermelho —se eu deixar, eles podem voltar—
—não, eles não vão voltar, pode confiar em mim, se não eu nem aqui estaria— o mesmo suspirou fundo e abaixou a cabeça.
—nós não merecemos no seu apartamento, do jeito que saiu, ficou, então não sei como está— disse Célio e saiu de perto.
Suspirei aliviada, eu só queria deitar na minha cama. Olhei para as meninas e duas delas estavam entrando para dentro do condomínio, não dei a mínima e sai indo para meu apartamento. A porta estava destrancada, abri e estava tudo bagunçado, um cheiro muito forte e comida estragada.
Eu nem quis chegar perto da geladeira, então fui direto para meu quarto e meu armário estava todo remexido, com certeza foi Tom quando veio pegar roupa para mim.
Eu nem me liguei apenas deitei na minha cama e caí no sono rápido, de tão cansada que eu estava.
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My Biggest Nightmare - Tom Kaulitz
FanfictionAmellya Alba Pierce, uma garota de 17 anos, que foi para Nova York em busca de realizar seu sonho, mas ela é barrada antes mesmo de começar. A mesma era linda, também muito complicada, e orgulhosa, e não muito gentil, mas sedutora, ela não era uma g...
