Cap 37

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Todo dia um forfel diferente, eu já não aguentava mais e tinha apenas uma semana que eu tava aqui, pra quem não morava no morro ainda a Laura tava frequentando mais que o próprio dono.

Luísa - Joana eu vou buscar um sorvete pra gente você olha a Maitê pra mim - ela acentiu e eu peguei a chave do carro.

Laura - pediu pra quem pra usar o carro ?

Luísa - pro dono. - dei as costas e sai.

Parei na sorveteria e pedi alguns picolés, dois potes de 2l e um milkshake pra eu voltar tomando, tava aguardando quando o Mt apareceu.

Estar perto dele me deixava tensa demais.

Mt - Tá morando aqui ainda ? - revirei os olhos com o comentário

Luísa - Não começa

Mt - Tá sumida, sua casa ta vazia

Luísa - se quer perguntar alguma coisa pergunta logo, não faz graça

Mt - Voltaram ? - eu ri - um trisal?

Luísa - ele quer ficar perto da filha

Mt - Vocês moravam na mesma rua, não era o suficiente?

Luísa - porque não pergunta pra ele ? - bufei

Mt - to perguntando pra você e você não tá me respondendo

Luísa - não tô entendendo, desde quando eu tenho que me explicar pra alguém? Aliás, pra você ?

Mt - Quando foi que tu começou a me maltratar ?

Luísa - quando você começou a se meter no que não era da tua conta ! - levantei pra ir embora mas ele segurou meu braço

Mt - nois tá conversando e tu vai sair fora ? Senta aí. - eu insisti em sair e ele apertou mais o meu braço. - senta aí

Luísa - o que você quer ?

Mt - cadê a Maitê ?

Luísa - com o pai.

Mt - grego tá na boca acabei de ver ele, cadê a menina ?

Luísa - Em casa infern, o que você quer ?

Mt- to com saudade, quero ver ela - soltou meu braço

Luísa - outro dia, hoje não dá! - sai de lá e entrei no carro correndo.

Subi pra casa e quando cheguei o grego tava lá quebrando o pau com a Laura

Grego - mano, some ! Não quero tu aqui dentro mais - falou com a Maitê no colo que chorava escondida no pescoço dele

Laura - Eu não fiz nada inferno ! Foi essa velha maluca que não olhou a menina ! - apontava pra Joana

Quando a Maitê se virou vi um roxo IMENSO no seu rosto

Luísa - que porra aconteceu aqui ! - gritei

Fui até o grego e peguei a Maitê no colo tentando acalmar ela e os dois continuaram gritando um com o outro. Quando ela finalmente se acalmou entreguei ela pra Joana.

Luísa - CALEM A BOCA OS DOIS ! - os dois me olharam - Quem vai me falar o que aconteceu pra Maitê estar assim ?

Ninguém deu um piu

Luísa - Joana !

Joana - a deixei a Maitê brincando no tapete e fui pegar a mamadeira na cozinha, quando tava chegando na cozinha ouvi um barulho e em seguida ela chorando e voltei, essa moça estava com ela no colo, parecia ter dado um tapa.

Eu só olhei pra Laura e ela já começou a se explicar

Laura - não bati em ninguém a menina caiu eu fui socorrer ! - falava rápido e afobada

Meu cérebro tava estagiado eu apenas voei na Laura e distribuía tapas e puxões nos cabelos dela

Luísa - você tá louca ? Bater na minha filha sua vagabunda eu vou matar você, me afronta, me xinga faz o que quiser mais não rela na Maitê sua desgraçada, eh acabo com a sua raça ! - senti algum me puxando, o grego puxou a Laura, a Maitê chorava desesperada um verdadeiro caos

Brenda - Amiga, calma, o que aconteceu - ela tentava segurar meu rosto me fazendo olhar pra ela

Luísa - essa maluca bateu na Maitê ! E o merda do seu irmão não faz nada ! Eu tô cansada disso aqui ! - falei me soltando do Biel que me segurava - eu sou humilhada diariamente por fazer a vontade do seu irmão em querer ficar perto da Maitê, agora essa candanga bate na minha filha ? Eu não fico mais aqui um único segundo ! Eu vou embora e a Maitê vai comigo ! E você não se atreva a me dizer um A ! - apontei pro grego - Porque a culpa desse inferno todo, é sua !

Peguei a Maitê do colo da Joana e subi, tranquei a porta, abracei ela e chorei.

Como eu deixei as coisas chegarem a esse nível ? Submeter minha filha a passar por essa situação?

Que grande merda de mae sou eu ?

A culpa repousou sobre mim e eu desabei, chorei chorei, meu peito queimava, me faltava ar, minhas mãos tremiam. E eu me mantive ali agarrada nela.

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