Todo dia um forfel diferente, eu já não aguentava mais e tinha apenas uma semana que eu tava aqui, pra quem não morava no morro ainda a Laura tava frequentando mais que o próprio dono.
Luísa - Joana eu vou buscar um sorvete pra gente você olha a Maitê pra mim - ela acentiu e eu peguei a chave do carro.
Laura - pediu pra quem pra usar o carro ?
Luísa - pro dono. - dei as costas e sai.
Parei na sorveteria e pedi alguns picolés, dois potes de 2l e um milkshake pra eu voltar tomando, tava aguardando quando o Mt apareceu.
Estar perto dele me deixava tensa demais.
Mt - Tá morando aqui ainda ? - revirei os olhos com o comentário
Luísa - Não começa
Mt - Tá sumida, sua casa ta vazia
Luísa - se quer perguntar alguma coisa pergunta logo, não faz graça
Mt - Voltaram ? - eu ri - um trisal?
Luísa - ele quer ficar perto da filha
Mt - Vocês moravam na mesma rua, não era o suficiente?
Luísa - porque não pergunta pra ele ? - bufei
Mt - to perguntando pra você e você não tá me respondendo
Luísa - não tô entendendo, desde quando eu tenho que me explicar pra alguém? Aliás, pra você ?
Mt - Quando foi que tu começou a me maltratar ?
Luísa - quando você começou a se meter no que não era da tua conta ! - levantei pra ir embora mas ele segurou meu braço
Mt - nois tá conversando e tu vai sair fora ? Senta aí. - eu insisti em sair e ele apertou mais o meu braço. - senta aí
Luísa - o que você quer ?
Mt - cadê a Maitê ?
Luísa - com o pai.
Mt - grego tá na boca acabei de ver ele, cadê a menina ?
Luísa - Em casa infern, o que você quer ?
Mt- to com saudade, quero ver ela - soltou meu braço
Luísa - outro dia, hoje não dá! - sai de lá e entrei no carro correndo.
Subi pra casa e quando cheguei o grego tava lá quebrando o pau com a Laura
Grego - mano, some ! Não quero tu aqui dentro mais - falou com a Maitê no colo que chorava escondida no pescoço dele
Laura - Eu não fiz nada inferno ! Foi essa velha maluca que não olhou a menina ! - apontava pra Joana
Quando a Maitê se virou vi um roxo IMENSO no seu rosto
Luísa - que porra aconteceu aqui ! - gritei
Fui até o grego e peguei a Maitê no colo tentando acalmar ela e os dois continuaram gritando um com o outro. Quando ela finalmente se acalmou entreguei ela pra Joana.
Luísa - CALEM A BOCA OS DOIS ! - os dois me olharam - Quem vai me falar o que aconteceu pra Maitê estar assim ?
Ninguém deu um piu
Luísa - Joana !
Joana - a deixei a Maitê brincando no tapete e fui pegar a mamadeira na cozinha, quando tava chegando na cozinha ouvi um barulho e em seguida ela chorando e voltei, essa moça estava com ela no colo, parecia ter dado um tapa.
Eu só olhei pra Laura e ela já começou a se explicar
Laura - não bati em ninguém a menina caiu eu fui socorrer ! - falava rápido e afobada
Meu cérebro tava estagiado eu apenas voei na Laura e distribuía tapas e puxões nos cabelos dela
Luísa - você tá louca ? Bater na minha filha sua vagabunda eu vou matar você, me afronta, me xinga faz o que quiser mais não rela na Maitê sua desgraçada, eh acabo com a sua raça ! - senti algum me puxando, o grego puxou a Laura, a Maitê chorava desesperada um verdadeiro caos
Brenda - Amiga, calma, o que aconteceu - ela tentava segurar meu rosto me fazendo olhar pra ela
Luísa - essa maluca bateu na Maitê ! E o merda do seu irmão não faz nada ! Eu tô cansada disso aqui ! - falei me soltando do Biel que me segurava - eu sou humilhada diariamente por fazer a vontade do seu irmão em querer ficar perto da Maitê, agora essa candanga bate na minha filha ? Eu não fico mais aqui um único segundo ! Eu vou embora e a Maitê vai comigo ! E você não se atreva a me dizer um A ! - apontei pro grego - Porque a culpa desse inferno todo, é sua !
Peguei a Maitê do colo da Joana e subi, tranquei a porta, abracei ela e chorei.
Como eu deixei as coisas chegarem a esse nível ? Submeter minha filha a passar por essa situação?
Que grande merda de mae sou eu ?
A culpa repousou sobre mim e eu desabei, chorei chorei, meu peito queimava, me faltava ar, minhas mãos tremiam. E eu me mantive ali agarrada nela.
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A Herança
FanfictionDepois de mudar de país tentando um recomeço, Luísa que agora atendia por Laura estava diante de um dilema, o qual seria obrigada a retornar ao seu país e encarar assuntos mal resolvidos que deixou para trás depois de anos.
