Se eles aguentaram tanto. O que era mais um pouco?

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Olá 👋
Desapareci?! Sim, e sinto muito, mas reta final de faculdade. No entanto, ótimas noticias; FORMADAAAAA.

Agora oficialmente quem vos escreve é uma publicitária certificada😁😃.

E eu sei que muitos estavam ansiosos por essa história, e sinto muito pela demora, mas agora voltei, e prometo que seguirei firme!

Alguém aqui leu os últimos capítulos de O Escolhido dos Deuses? O que estão achando?

Boa leitura!!!

Bjs...

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Sara Snow, conhecida na verdade por todos ao redor como futura Senhora Sara Blackwood, andou pelos corredor com passos largos enquanto era saudada aqui e ali pelos empregados.

Frente da origem do seu nascimento, seu reconhecimento no lugar da família real era incontestável e assim o seu tratamento era tão respeitado quanto o deles.

A mesma veio junto a seu irmão quando o mesmo decidiu se voluntariar em ir ao sul e fazer acordo com a ilha de Dragonstone com o sua exportação de sal.

Ela sabia que havia algo a mais ali, e estava certa quando momentos depois de chegarem, serem levados a Rhaenyra, que os recebeu como amigos, e não possíveis aliados, e que então ela seria dispensada, e seu irmão e a princesa passariam as próximas seis horas em reunião, sozinhos, saindo de lá não só com o melhor acordo possível de exportação de sal para o Norte, e também de madeira para o sul, mas com um casamento real.

O casamento do seu irmão com a princesa.

Sara sempre pensou que seu irmão era um pouco... estranho, e mais do que irmãos poderiam dizer para incomodar um ao outro.

Botvd era observador, tenso, analítico, pensativo. Com uma grande aptidão a esgrima, mas ainda mais para as letras.

Se ele não fosse um segundo filho, provavelmente seria um herdeiro perfeito.

O mesmo tinha nove dias de nome quando sugeriu e atestou pela reconstrução do Monte Caillin com o uso do comércio da Madeira, que não só gerou lucro para o Norte, mas ajudou a arrecadar mais dinheiro e mantimentos para o inverno, ao que poderiam vender madeira em troca de peles e grãos.

O desenvolvimento do sistema de rega, onde usavam um tubo conectado às fontes para enviar água constantes as plantações nas casas de vidro ajudou a diminuir o gasto de tempo no cultivo e preparo da terra.

E entre outras inúmeras pequenas e grandes ideias do seu irmão, que ajudou a fortalecer o Norte como nada estava fazendo, o tornou conhecido e querido por todo o lugar. E quando o mesmo então falou de ir ao sul, ela não duvidou que ele conseguiria, e por isso pediu para vir. Sua única chance de conhecer algo além do inverno.

Cregan não tinha tanta certeza, mas qualquer ajuda já era uma ajuda, e com seu próprio filho, não era como se Bot precisasse ficar protelando pelo lugar de uma herança inexistente. E todos sempre souberam que embora habilidoso, seu irmão não tinha interesse em ser meistre, e nem irmão de preto, então ele os soltou, os enviando com um navio Manderly, alguns homens de confiança, um saco com algum pouco ouro que podia, e votos de confiança.

Eles nunca retornaram como deveriam, mas quando o fizeram foi para apresentar seu sobrinho, seu primeiro sobrinho, Jacaerys, ao tio.

Sara nunca viu seus irmãos tão bobos quanto eram com seus filhos nos braços apresentando uns aos outros. Mas foi provado ser uma das suas melhores memórias.

Quando eles voltaram, começaram a se fortalecer, mas não era só como família, casal, não. Era maior. Sara demorou a entender, mas anos depois, com a visita não totalmente bem vinda da família real de kingsland, ela entendeu.

Eles eram... invejosos.

Você poderia ver no olho deles o desejo por mais, por tudo o que Rhaenyra e seus sobrinhos tinham e eles não. Como se isso fosse culpa deles.

Eles eram príncipes, futuros Reis, comandantes e cavaleiros, mas agiam como se o mundo estivesse contra eles.

E em partes ela não duvidava. Aegon Targaryen era um pervertido e bêbado, que ela mesma lhe deu um tapa quando tentou puxar suas saías. A Rainha tinha sorte de Rhaenyra ter controlado a situação, pois quando a mulher ruiva veio querendo pedir que ela fosse açoitada por atacar um príncipe, ela estava pronta para agarrar e a estrangular com seus próprios dedos.

Aquele menino, Aemond. Talvez nem tanto quanto seu irmão, mas ele era um libertino e perigoso. Seus olhos nunca saíam de suas sobrinhas, principalmente Visenya, e ela  assim como Rhaenyra e seu irmão deixaram tudo organizado para que ele nunca chegasse próximo dela o suficiente para tentar algo.

A Princesa Haelena tinha sua pena. Doce, mas um pouco... confusa. Aquela menina não merecia a família que tinha, com certeza.

O menino mais novo também. Ela não lembrava o nome dele, mas ele não merecia isso.

E agora....

Aegon, o Rei Prostituto, estava morto. Seu corpo encontrado é levado ao castelo em que nasceu e cresceu como carne podre.

Seu herdeiro morto, assassinado as escondidas e dito ser doente.

A Rainha se matando pela morte do marido e filho. Alguns diziam que ela enlouqueceu.

E o filho mais novo do falecido Rei, desaparecido.

Aemond estava no trono. E ela sabia que o mesmo não deixaria muito para vir atrás deles. Seja qual for o problema daquele garoto, ela sabia, só de olhar em seus olhos quando criança, uma única vez, que ele era perigoso vivo.

E agora tinha a confirmação.

Levando para Rhaenyra, ela suspira pensando em tudo.

Se até a Rainha Viúva vinha pedindo socorro, pedindo ajuda para conter seu próprio filho, então que os deuses o ajudem, era provavelmente como lidar com Maegor Retornando.

Seu ataque contra as ilhas de Pedra não foi nada além de uma amostra do que aquele louco tinha em mente. Não só como estupidez, mas como força.

A carta, vinda em papel velho e sem adornos, provavelmente para não chamar atenção ao envio, não pedia muito, mas era difícil o que pedia, pelo menos difícil com a intenção de sua família de não se envolver até que fosse estritamente necessário.

E talvez isso já tenha ocorrido, pelo ataque aos Degraus, mas não houve muito além disso.

Mas se a mulher que aparentemente passou a vida infernizando sua boa irmã vinha implorar por ajuda... bem, a coisa estava feia.

Ela assentiu para ser anunciada a entrada do quarto de seu irmão e boa irmã, e sorriu levemente viu Rhaenyra trançando o cabelo de Aemma, enquanto a menina fazia o mesmo com Daella.

Não desejava interromper esse momento. E Bom... se eles aguentaram tanto. O que era mais um pouco?

Sonhos e Sangue Histórias para pegar e não largar. Descubra agora