A sala estava mergulhada em um silêncio inquietante. No centro, o laptop de Thomas repousava sobre a mesa de centro, exibindo o último quadro pausado do vídeo. A imagem congelada mostrava a van preta estacionada próxima à lanchonete, a poucos metros de onde Phellipp havia sido visto pela última vez. O grupo estava reunido na casa de Lilly, os rostos refletindo uma mistura de tensão e exaustão.
Jessy estava no sofá, as pernas cruzadas e uma manta fina envolvendo seus ombros. Seus dedos apertavam nervosamente a borda da xícara de chá que ela mal havia tocado. Thomas permanecia em pé, os braços cruzados enquanto explicava os detalhes do que havia descoberto. Cleo, sentada no braço do sofá, escutava atentamente, enquanto Dan encostava-se na parede, parecendo pouco interessado, mas ainda assim presente.
— É a mesma van preta — disse Thomas, pausando o vídeo e gesticulando para a tela. Sua voz era tensa, carregada de frustração. — Aparece minutos antes de Phellipp entrar na lanchonete e novamente pouco depois que ele sai.
Jessy ergueu o olhar da xícara, observando a imagem com um aperto no peito. A ideia de que Phellipp estava sendo seguido fazia seu coração bater descompassado. Lilly, ao lado dela, inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.
— Mas não conseguimos ver para onde ele foi depois disso. Você não conseguiu mais imagens? — perguntou Lilly, a preocupação evidente em sua voz.
Thomas balançou a cabeça, os ombros tensos.
— Não. Não pensei em rastrear os passos da van. Estava focado em confirmar se ele foi seguido.
Lilly soltou um suspiro pesado, esfregando as têmporas.— Então estamos no mesmo lugar.
— Estamos no escuro. — Cleo suspirou, cruzando os braços. — Não sabemos o número da placa, nem quem está dirigindo essa van, nem para onde foi.
Dan bufou, afastando-se da parede e cruzando os braços.
— Vocês estão perdendo tempo. Phellipp é policial. Ele sabe se cuidar.
Jessy sentiu um calafrio percorrer sua espinha. A voz de Dan, normalmente tão tranquila, soava desdenhosa agora, como se estivesse descartando a gravidade da situação. Antes que ela pudesse responder, Cleo interveio, o tom dela cheio de indignação.
— Perder tempo? Dan, você está ouvindo a si mesmo? Ele foi seguido, e agora está desaparecido!
Dan ergueu as mãos em um gesto defensivo.
— Só estou dizendo que talvez estejam exagerando. Ele pode estar em uma missão secreta ou algo do tipo.
Lilly não conseguiu conter a explosão de frustração.
— Quantas vezes temos que dizer que ele não está em nenhuma missão? Ele foi seguido e Jessy atacada no mesmo dia. Isso não é coincidência!
O olhar de Jessy voltou para a tela, as mãos tremendo levemente enquanto ela processava as palavras de Lilly.
— E se... — Ela hesitou, a voz quase um sussurro. — E se isso tiver a ver com o ataque a mim?
Todos se calaram. A possibilidade pairou sobre eles como uma nuvem pesada. Jessy desviou o olhar, sentindo-se pequena sob os olhares de seus amigos.
Lilly colocou a mão no ombro da amiga.
— Não vamos deixar que nada aconteça com você.
Thomas limpou a garganta, tentando aliviar o clima tenso.
— Amanhã vou atrás de mais câmeras e tentar rastrear a van. Se conseguirmos traçar um percurso, talvez possamos descobrir onde eles o levaram.
A declaração trouxe um mínimo de alívio, mas o peso da incerteza ainda pairava sobre o grupo. Lilly sugeriu que todos passassem a noite ali, e, embora houvesse protestos, ninguém realmente quis sair.
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𝐀 𝐓𝐞𝐮 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨/ 𝐃𝐮𝐬𝐤𝐰𝐨𝐨𝐝
FanfictionEssa é a história de como eu me envolvi em um crime. 3 ano se passou desde que o caso de Hannah Donfort se resolveu. Muita coisa aconteceu e entre elas está a que mais me feriu, eu perdi a Jessy. Essa é minha história com Jéssica Hawkins
