capítulo 15

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ᴇɪ, ꜰᴏɪ ᴍɪɴʜᴀ ᴄᴜʟᴘᴀ,
ᴇᴍ ᴍɪɴʜᴀ ᴄᴀʙᴇçᴀ ꜰᴜɪ ᴇᴜ
ǫᴜᴇ ɴᴏs ǫᴜᴇɪᴍᴇɪ ᴍᴀꜱ
ɴãᴏ ᴇʀᴀ ɪꜱꜱᴏ ǫᴜᴇ ᴇᴜ
ǫᴜᴇʀɪᴀ ᴅᴇꜱᴄᴜʟᴘᴇ ᴘᴏʀ ᴛᴇʀ
ᴛᴇ ᴍᴀᴄʜᴜᴄᴀᴅᴏ ᴇᴜ
ɴãᴏ ǫᴜᴇʀᴏ ꜰᴀᴢᴇʀ ɪꜱꜱᴏ,
ɴãᴏ ǫᴜᴇʀᴏ ꜰᴀᴢᴇʀ ɪꜱꜱᴏ ᴄᴏᴍ ᴠᴏᴄê (ᴏᴏʜ)ᴇᴜ ɴãᴏ ǫᴜᴇʀᴏ ᴘᴇʀᴅᴇʀ, ɴãᴏ ǫᴜᴇʀᴏ ᴘᴇʀᴅᴇʀ ɪꜱꜱᴏ ᴄᴏᴍ ᴠᴏᴄê (ᴏᴏʜ)ᴇᴜ ᴘʀᴇᴄɪꜱᴏ ᴅɪᴢᴇʀ,
ᴇɪ, ꜰᴏɪ ᴍɪɴʜᴀ ᴄᴜʟᴘᴀ,
ꜱó ɴãᴏ ᴠá ᴇᴍʙᴏʀᴀ
ᴍᴇ ᴇɴᴄᴏɴᴛʀᴇ ɴᴏ ʀᴇꜱᴘʟᴇɴᴅᴏʀ

Taylor Swift - Afterglow



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O escritório era envolto em sombras, a luz fraca de um abajur tremeluzindo sobre a mesa de madeira escura. Cortinas pesadas bloqueavam qualquer vestígio do mundo exterior, e o ar denso cheirava a tabaco misturado com um perfume amadeirado e forte. No centro, uma grande poltrona de couro preto estava virada de costas para a porta, de onde subia uma linha fina de fumaça, rodopiando lentamente pelo ar.

A porta se escancarou de repente, e um homem entrou, ofegante. O suor lhe escorria pela testa, e as mãos tremiam ao apertar a arma na cintura.

— Chefe... — a voz saiu fraca, e ele engoliu em seco antes de continuar. — O... tira fugiu. E o Rodrigues...  tá morto.

Um silêncio cortante tomou o ambiente. Apenas o farfalhar da brasa do charuto sendo tragado se fez ouvir. Então, uma risada baixa e arrastada ecoou pelo escritório, carregada de desprezo.

A cadeira girou lentamente, revelando um homem de postura imponente. O brilho da fumaça refletia em seus olhos estreitos e atentos, e um sorriso enviesado brincava em seus lábios. Ele exalava confiança e um perigo silencioso. O cheiro da nicotina se misturava ao seu perfume sofisticado, algo caro, forte e inesquecível.

O capanga deu um passo para trás instintivamente, os dedos crispados contra a coxa. O medo se espalhava por sua expressão, os olhos arregalados denunciando sua apreensão.

— Me diz uma coisa... — a voz do homem saiu arrastada, cada palavra meticulosamente pronunciada. — Como diabos vocês deixam um rato fugir do esgoto e ainda perdem um dos nossos no processo?

O capanga hesitou, gaguejando.

— E-ele... Ele deve ter tido ajuda... Não sei como, mas o tira sumiu sem deixar rastro. Quando encontramos o Rodrigues, já era tarde. Tinha sangue por todo lado...

O homem na cadeira tragou o charuto mais uma vez antes de soltar a fumaça devagar, observando-a se dissipar no ar pesado do escritório. Seus olhos brilharam de diversão sádica antes de ele soltar um suspiro exagerado.

— Vocês são uns incompetentes. Me diga, eu pareço um cara que aceita esse tipo de falha? Hein? — Ele bateu o charuto contra o cinzeiro de vidro, deixando cair as cinzas com um gesto meticuloso. — Aquele policialzinho de merda agora tá solto, e você acha que ele vai ficar calado? Que ele não vai querer ferrar com a gente? Se tem uma coisa que eu odeio, meu caro, é um maldito que tá tentando me foder respirando por aí.

O capanga assentiu freneticamente.

— Sim, chefe. Nós vamos achá-lo.

— É claro que vão. Porque da próxima vez que entrar por aquela porta com notícias ruins, não vai ser só o Rodrigues que vai acabar morto. — Ele riu, inclinando-se para frente. — E eu juro que se eu tiver que resolver isso com minhas próprias mãos, você vai desejar ter morrido no lugar dele.

𝐀 𝐓𝐞𝐮 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨/ 𝐃𝐮𝐬𝐤𝐰𝐨𝐨𝐝Onde histórias criam vida. Descubra agora