capítulo 14

129 17 10
                                        


Desculpa pelos erros.

🔍📍

A noite estava escura como breu. O céu, encoberto por nuvens carregadas, parecia uma ameaça silenciosa. Lá fora, o vento cortava a paisagem com assobios sombrios, fazendo as árvores se curvarem em reverência à tempestade que parecia prestes a desabar. Dentro da pequena sala, o ar era pesado, quase insuportável. A tensão entre eles parecia um fio esticado, prestes a arrebentar.

Jessy estava em pé no centro da sala, com o papel do enigma entre os dedos trêmulos. As palavras dançavam em sua mente como um enigma cruel, cada linha carregando mais perguntas do que respostas.

- A mina é um labirinto de sombras... - murmurou, quase para si mesma, antes de erguer os olhos. - E se for a mesma mina onde Richy morreu?

- Isso é besteira. - Dan respondeu de imediato, cruzando os braços e recostando-se na parede. - Aquela mina foi incendiada. Não tem nada lá.

Lilly, que estava sentada no sofá, balançou a cabeça, como se estivesse segurando a paciência por um fio.

- Incendiada, sim, mas não destruída. A estrutura ainda está lá. E você sabe disso.

Dan desviou o olhar, um músculo de sua mandíbula se contraindo. Jessy apertou o papel com mais força, a mente fervilhando.

- Onde o corvo grasna... - começou ela, pensativa. - Richy...corvos. Ele colocou um para nos assustar, lembra? Era parte do jogo, uma forma de nos deixar nervosos.

Jake, que estava próximo à janela, cutucando o celular com os dedos, levantou os olhos.

- Isso faz sentido. O corvo era um aviso, algo que ele usava para nos manipular. Mas não explica quem escreveu isso ou por quê.

Lilly inclinou-se para frente, o olhar fixo em Jessy.

- E o "guardião da lei jaz aprisionado"? É Phellipp. Ele está preso e é um policial, Jessy. Isso é claro como água.

Thomas, encostado na porta, soltou um suspiro.

- Tudo bem, isso é plausível. Mas o que significa "enquanto o corvo profetiza a traição"? Isso não encaixa.

O silêncio que se seguiu era sufocante. Jessy sentiu o peito apertar, como se o ar tivesse sido roubado da sala. Ela se sentou, os cotovelos apoiados nos joelhos, a cabeça entre as mãos.

- Nós não sabemos, mas precisamos descobrir. - Jake finalmente quebrou o silêncio, a voz firme. - Acho que a única maneira é indo até lá.

Jessy levantou o rosto, os olhos arregalados.

A declaração caiu como uma pedra. Jessy levantou-se de repente, a cadeira arrastando ruidosamente pelo chão.

- Eu vou. Temos que ir agora.

- Não tão rápido. - Dan levantou-se também, bloqueando o caminho dela com um movimento decidido. - Você não vai. Isso pode ser perigoso, Jessy.

- Eu não me importo! - Jessy retrucou, a voz quebrando com a intensidade. - Phellipp está lá, Dan. Ele precisa de mim.

O ciúme consumia Dan como um fogo inextinguível. Imaginar Jessy correndo perigo por Phellipp o deixava desesperado, sentindo-se impotente diante de um amor que não conseguia controlar. A dor da rejeição se misturava à raiva, criando um turbilhão de emoções que o dilacerava por dentro.

Dan se sentiu despedaçado ao saber que Jessy se colocaria em perigo por Phellipp. A paixão que sentia por ela se chocava com a certeza de que seu amor não era correspondido da mesma forma. A decisão de Jessy o deixou profundamente magoado e pensativo.

𝐀 𝐓𝐞𝐮 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨/ 𝐃𝐮𝐬𝐤𝐰𝐨𝐨𝐝Onde histórias criam vida. Descubra agora