Oi, voltei:)
No começo, às mensagens estão no passado, são pensamentos da Lilly.
Boa leitura.
A chuva já vinha caindo há dias em Duskwood, mas naquela noite — ou naquele dia que insistia em parecer noite — havia algo diferente no ar. Não era apenas o frio que se infiltrava pelas frestas das janelas, nem o céu permanentemente encoberto que roubava qualquer noção de tempo. Era uma sensação mais densa, quase palpável, como se a própria cidade estivesse em silêncio, observando, esperando.
Três dias antes, tudo ainda parecia… suportável.
A casa estava iluminado apenas pela luz difusa do notebook de Lilly, que recortava seu rosto em tons frios. A chuva já batia contra os vidros naquela época também, mas ainda não tinha se tornado aquele pano de fundo constante que agora parecia nunca cessar. Naquele momento, ainda havia espaço para algo que lembrava esperança.
Ela encarava a tela, relendo pela terceira vez as mensagem trocada no grupo de amigos.
Não era comum Jake afirmar algo com tanta certeza sem antes testar mil possibilidades. Mas ali estava — direto, objetivo, quase… urgente.
Ela respirou fundo antes de mergulhar nas letras novamente. Por um segundo, seus dedos pairaram sobre o teclado. Aquilo mudaria tudo. Até então, antes eles estavam lidando com perguntas. Com hipóteses. Com o vazio.
Mas agora… eles tinham algo concreto.
E coisas concretas têm consequências.
Ainda assim, ele digitou.
"Precisamos conversar. Acabei de conseguir rastrear a van.
E não, não se trata só de um sequestro."
Ele apertou “enviar” antes que pudesse repensar.
As respostas não demoraram.
Thomas foi o primeiro, como sempre. A ansiedade dele era quase previsível.
"Você tá falando sério?"
Logo depois, Cleo.
"Finalmente! Eu sabia que a gente ia achar alguma coisa."
E então, Jessy.
"o que você descobriu?"
Lilly sentiu o estômago apertar ao ler aquela última mensagem. Havia algo diferente no jeito que Jessy escrevia desde o hospital. Menos impaciência, mais… urgência. Como se cada resposta fosse uma tentativa desesperada de manter o controle.
Jake não demorou a entrar na conversa novamente.
As mensagens dele começaram a aparecer em sequência, rápidas, quase atropeladas, como se seus pensamentos estivessem correndo mais rápido do que os dedos conseguiam acompanhar.
“Consegui limpar os dados da placa da van."
"Ela tá registrada em nome de uma empresa hospitalar."
"Mas a empresa não existe".
"É fantasma."
“E provavelmente é usada pra lavar dinheiro."
Por alguns segundos, ninguém respondeu.
E então… veio a reação.
Thomas digitou primeiro, uma sequência de mensagens quase sem pausa.
"Tá, isso é grande."
"Tipo, muito grande mesmo."
"Isso explica muito coisa".
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𝐀 𝐓𝐞𝐮 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨/ 𝐃𝐮𝐬𝐤𝐰𝐨𝐨𝐝
FanfictionEssa é a história de como eu me envolvi em um crime. 3 ano se passou desde que o caso de Hannah Donfort se resolveu. Muita coisa aconteceu e entre elas está a que mais me feriu, eu perdi a Jessy. Essa é minha história com Jéssica Hawkins
