Aqui escrevemos pequenas e incontinuas histórias envolvendo o adolescente pobre JJ Maybank, morador de uma ilha, que põe sua vida em risco junto ao seu grupo de amigos em busca de ouro. Há aqui somente um pequeno diferencial: você existe.
(Pedidos f...
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Você estava deitada a mais de meia hora enquanto JJ dormia apoiado no seu ombro. As roupas dele espalhadas pelo seu chão e as suas roupas, parte na cama, parte na estante. Você quase riu da visão do seu sutiã jogado encima do abajur, não conseguindo se lembrar como ele foi parar ali.
De madrugada ele acordou para fumar um baseado enquanto você descansava contra o corpo dele e, despretensiosamente, vocês transaram de novo antes que o garoto voltasse a dormir. Algumas cenas repassavam na sua cabeça, como o momento em que ele ficou entre as suas pernas, ou quando ele pediu para te gravar, até o momento em que vocês enfim terminaram e voltaram a descansar.
O cabelo do garoto era tão macio que você não podia evitar colocar as mãos ali, e a única coisa que cobria vocês era a sua coberta de florzinha. Você passou uma das melhores noites da sua vida, e não só isso como agora um novo sentimento surgia dentro de você. Você não era virgem antes dessa noite, mas ainda assim sentiu coisas que só ele conseguiu te fazer sentir. Ao puxar o celular, você viu que ainda era cedo pra caramba. As quatro da tarde você teria que passar no hospital para buscar a sua avó, e até lá vocês estariam na escola, ou pelo menos esse era o plano.
— J, acorda. — você o balançou, vendo o rosto amassado dele enquanto ele se virava. — Ei, soneca. Acorda aí. A gente vai se atrasar para a aula.
— Aula? — ele perguntou com a voz sonolenta, enquanto se apoiava nos cotovelos. — Nada de aula hoje!
— Foi nosso acordo. — você murmurou, se desvencilhando dele para ir pegar algumas roupas. — Droga, eu ainda tenho que tomar banho.
JJ se levantou logo atrás de você, os olhos ainda fechados de sono mas ele estava acordado.
— Um dia só não faz mal.
— Mas com você nunca é um dia só. — você reclamou, abrindo sua gaveta para pegar uma calcinha e meias. — Além do mais, vamos ficar fazendo o que o dia todo?
Ele sorriu sarcástico mas você logo revirou os olhos, empurrando o peito dele.
— Já ouviu falar do HMS Pogue? — ele perguntou enquanto vestia a bermuda que estava largada no chão.
— O famoso barquinho da sua gangue? — ele riu do modo como você falou.
— É, o famoso barquinho. É pra lá que nós vamos hoje. Só nós. Beleza?
Tem algo nesse garoto que faz com que você sempre concorde com ele. Ele te convence fácil de mais e você não sabia se isso era bom ou ruim. Nos únicos dias em que você não estava afim de lidar com ele, sua única opção era desaparecer, porque se ele sequer sorrisse para você, você sabia que não conseguiria evitar querer ele cada vez mais perto.
"O que eu sou pra você?" Você pensou em perguntar, rindo do quão ridículo isso sairia da sua boca se você tivesse coragem. Mas de todas as respostas, a que você menos esperava ouvir era "Uma aposta".