Aqui escrevemos pequenas e incontinuas histórias envolvendo o adolescente pobre JJ Maybank, morador de uma ilha, que põe sua vida em risco junto ao seu grupo de amigos em busca de ouro. Há aqui somente um pequeno diferencial: você existe.
(Pedidos f...
PLOT: Você e JJ estavam completamente realizados com a ideia de ter um filho, mas um aborto vem para levar o sonho de vocês, e agora cabe a JJ não deixar a relação de vocês desmoronar.
GÊNERO: ANGÚSTIA/CONFORTO.
CONTEXTO: Namorado!JJ × Pogue!Leitora
IDEIA: anônimo.
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A sua vida era aquela criança. Foi o seu maior sonho por tanto tempo, e foi subitamente arrancado de você como se o universo não tivesse pena alguma de te fazer sofrer.
Você estava sentada no chão do quarto que pertenceria ao seu bebê, praticamente vazio. O berço ja estava montado, com diversas almofadas e cobertores dentro. Haviam duas latas de tinta rosa lacradas ao lado da janela.
Uma das almofadas estava entre o seu rosto e os seus joelhos, enquanto você chorava alto mais uma vez.
Segundo os médicos, você deveria estar deitada repousando, mas você não podia evitar querer ficar dentro daquele quarto. Era a única parte da sua filha que havia restado.
Você ouviu a porta da casa destrancar, sabendo que JJ estava entrando. Ele havia ido comprar remédios para dor e comida, coisa rápida, mas te deu tempo suficiente para ir contra as instruções dele e ir visitar o quartinho da sua bebê.
Assim que JJ escutou os soluços, ele entrou no quarto. Os olhos ardendo de lágrimas quando ele te viu novamente no mesmo lugar. Deveria ser a quinta ou a sexta vez na semana.
Ele se abaixou ao seu lado, abraçando você com força. Ele já se cansou de dizer que você deveria ficar na cama, se recuperando. JJ apenas ignorou isso porque ele sabia que a dor no seu peito era muito maior que qualquer outra coisa.
— Ela ia ser nossa, J. — você chorou forte contra o ombro dele. — Nossa menina. Eu quero ela de volta.
— Ei, eu sei. Eu sei.
Ele tentou se acalmar passando a mão nas suas costas, mas por dentro ele se sentia quebrado assim como você.
— Não, você não, — você mal conseguia formular uma frase corretamente, sendo atropelada por suspiros e soluços. — Eu queria tanto conhecer ela. Eu queria pegar ela no colo. Eu queria,
JJ te puxou para o colo dele se apoiando na parede. O seu peito ia para frente e para trás em busca de ar.
Desse ângulo, ele era completamente capaz de ver as cortinas com estrelinhas, os brinquedos ainda embalados empilhados no canto, sacolas de presentes de amigos seus. Ele podia ver a vida toda que ele se imaginava tendo com você. Ele podia ver a bebê de vocês sorrindo para ele, e isso acabou com ele.
Mas ele precisava se manter forte, porque você precisava dele.
— Minha bebê, J — você murmurou, cansada de chorar e sentindo dor física pelo aborto recente. — Ela ia ser minha. Meu Deus, eu queria tanto ela.