Fraca; Parte 1

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Deixe a estrelinha pra eu saber que você gostou.

PLOT: A sua doença faz você ter crises de ansiedade constanstes e JJ sempre esteve ao seu lado pra te confortar, mas com o passar do tempo você começa a sentir que é um incômodo pra ele e tenta guardar tudo pra si mesma. Só que JJ descobre.

GÊNERO: Angústia!Conforto.

CONTEXTO: JJ!Namorado × Pogue!Leitora

Avisos: a leitora tem uma doença, não é nada específico mas pode gerar gatilho.

Ideia:
ContaReserva948
(Eu sei que no pedido não envolvia nenhuma doença mas como eu já escrevi de crises de ansiedade por conta de insegurança, de transtornos, de problemas com os pais, eu não queria repetir o plot). Bjs, espero que goste.

 Bjs, espero que goste

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Outra vez. Acho que isso que resumia você. A repetição. Tudo acontecia sempre, tantas vezes, por tantas horas. E JJ jurou pra você que você poderia ligar a hora de quisesse, independente de quantas vezes você precisasse. Mas todas as vezes que você liga pra ele você se sente culpada. Antes do relacionamento de vocês ele sempre aparentou ser o garoto festeiro, animado e sem tempo pra desperdiçar. E antes do relacionamento, você ainda tinha as suas questões com as suas crises de ansiedade e com a sua doença em si. Você não queria arrastar JJ pra baixo com você.

Por isso dessa vez você não ligou. Você encarou o contato dele brilhando na tela e não teve coragem de ligar. Ao invés isso, as suas lágrimas escorreram pelas bochechas e você desligou o aparelho, jogando em algum lugar na areia.

Você sabia que não era hora de estar na praia, mas era justamente por isso que você estava lá. Você não quueria preocupar sua família, não que eles realmente se importassem com esse tipo de coisa, e você não queria que eles chamassem JJ porque isso seria ainda mais humilhante. Então você foi para o seu espaço seguro: a praia. E se encostou em uma árvore grossa enquanto escondia o rosto nas suas roupas largas.

A sua doença era algo que você sempre teria que conviver e com muita pouca idade você aceitou isso. Mas quanto mais você cresce, mais piora, e agora as dores de cabeça aparecem todos os dias, a tontura aparece toda vez que você levanta. O seu medicamento tem dose específica e você tem medo de parar no hospital caso tente engolir mais do que o médico prescreveu. Você simplesmente se sentia mal, todo dia, o tempo todo, e você não conseguia contar pra ninguém porque não havia nada que alguém pudesse fazer. No fim do dia, a sua dor era só sua e era ainda pior ver as pessoas tentando te ajudar quando elas obviamente não conseguem. JJ era bom de mais pra isso. JJ merecia alguém que conseguisse acompanhar o ritmo dele.

E esses pensamentos só te faziam chorar mais ainda. O seu peito estava apertado e a sua respiração que já não estava muito boa se tornou pior. A noite ajudava a esconder a bagunça que você estava, mas você não imaginou nem por um segundo que os Kooks viriam fazer uma fogueira há alguns metros de onde você estava. Porra, eles tinham a praia inteira.

Você pensou que conseguiria passar despercebida mas não. Eles rapidamente notaram, no meio de todo aquele fogo e música e a bebia que eles haviam trazido com eles.

Outro ponto, você não podia beber, e só o cheiro do cigarro te fazia passar mal. JJ sempre tinha que segurar os hábitos dele quando estava perto de você e você notava quanto ele ficava ansioso sem fumar.

— Ei, Pogue. — a voz era inconfundível. Kelce. O mais ridículo do trio. — Tá tristinha?

A sua cabeça girava tanto que você não tinha palavras para responder. A sua vista era um borrão e você se sentia sufocada. Você conseguia escutar a risada dos meninos e entre as lágrimas você viu Topper puxando o celular.

— Tá gravando, cara? — Rafe perguntou lento, provavelmente estava usando alguma coisa, e ele se apoiou no ombro de Kelce para se manter em pé.

Topper parecia ter ganhado o dia com essa vista. Ele não tinha nada contra você, mas ele não perderia a chance de mexer com a melhor amiga de John B e com a namorada de JJ. Pra ele, aquilo era como uma vingança.

– Ei, Maybank! — Topper falou com a câmera, mostrando você encolhida ao lado da árvore. Alguns Kooks se aproximavam pra assistir. — Fudeu ela tão mal assim? Sua garota tá chorando na praia, cara. Você traiu ela?

Tudo fazia você ficar zonza. Tudo girava. Tudo gritava. A risada dos Kooks ao seu redor parecia um método de tortura medieval. A sensação que você tinha era de estar amarrada ao chão de uma sala com uma caixa de som estourando no seu ouvido. Era desesperador e você não conseguia parar de chorar, muito menos se levantar e sair dali.

Topper continuou falando mas você não conseguia ouvir, a sua crise estava passando do normal e você se esforçava muito para poder respirar.

— Topper, chega! — Rafe agarrou o celular da mão do amigo, recebendo um olhar duro.

— Vai defender a Pogue agora? Logo você? Porra, Rafe, não fode! — Topper tentou pegar o celular de volta, mas falhou. — Caralho, o que deu em você hoje?

O clima pesou ainda mais. Você tapava os ouvidos com as mãos como se isso fosse diminuir a situação.

— Se você não tem coragem de encarar o JJ, é a porra do seu problema. — Rafe defendeu. — Ela não tá envolvida.

Quando Rafe estava prestes a avançar, Kelce segurou ele e o celular caiu no chão. Topper pegou rápido, dando um olhar fechado para Rafe antes de sair caminhando pela areia.

— Covarde! — Rafe gritou para ele, sendo acalmado por Kelce. — Filho da puta.

Querendo ou não, ninguém ali entendeu porque Rafe foi te ajudar. Nem ele mesmo sabia. Ele só sabia que parecia errado. Mais errado do que o usual, e que se você fosse a namorada dele, ele não responderia pelos próprios atos depois de ver isso. Ao mesmo tempo, ele não era íntimo o suficiente pra de fato te ajudar. Tentar acalmar a sua crise e tirar aqueles Kooks de cima de você. Então ali mesmo, ele acabou com a festa antes mesmo de começar. Rafe gritou para os grupos que ele chamaria a polícia se as pessoas não fossem embora, e ninguém era bobo de contrariar o garoto mais rico e idiota da ilha. Eles sabiam que Rafe não estava blefando, então aos poucos, e meio receosos, eles entraram nos próprios carros e foram embora. A sua noção de tempo estava alterada pela ansiedade e você só sabia que o tempo estava passando rápido. Você não deixou ninguém encostar em você, não deixou ninguém te levar pra casa, você insistiu em ficar lá assim como estava antes de todas aquelas pessoas chegarem.

E com o tempo você se acalmou. Inevitavelmente. Seu peito começou a bater no ritmo normal. As cores que o céu ia tomando cada vez que clareava prendiam a sua atenção e te ajudavam a pensar melhor, ou melhor, te ajudavam a não pensar.

Você não sabia que horas eram porque seu celular descarregou, mas tudo parecia extremamente menos importante agora que você tinha se acalmado.

Mas de calma, ali, só havia você. Porque Topper postou o maldito vídeo, e se seu celular estivesse carregado você veria as mil ligações e mensagens de JJ perguntando onde você estava.











🤍 "nossa alice essa é a sequência de capítulos q vc prometeu?" Não amores, eu tenho vergonha na cara. Hj saiu três capítulos, amanhã vão sair mais três e assim segue p eu recompensar o tempo q eu passei sumida. Bjs.

JJ Maybank - ImaginesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora