Aqui escrevemos pequenas e incontinuas histórias envolvendo o adolescente pobre JJ Maybank, morador de uma ilha, que põe sua vida em risco junto ao seu grupo de amigos em busca de ouro. Há aqui somente um pequeno diferencial: você existe.
(Pedidos f...
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Anos de abuso psicológico teriam preparado ele pra isso. Ou pelo menos deveriam. Toda dor que ele passou deveria servir de escudo pra situações desse tipo, porque, se não servem, ele passou por toda essa merda pra que? Não era justo.
Por isso as batidas do peito dele trocaram de ritmo quando ele entrou na casa e viu você deitada no colo do pai dele. Visivelmente desacordada, enquanto Luke mexia no seu cabelo como se ele fosse a porra de algum parente ou amigo seu. JJ encarou essa cena de pé na porta, travando por alguns segundos antes de surtar.
Horas antes, quando Luke atendeu a porta pra você, você logo reconheceu ele como o pai do JJ. Mas ele não parecia como o menino tinha contado. Ele abriu um sorriso simpático, falou com você em um tom gentil e ofereceu algumas coisas que estavam na geladeira dele. Luke perguntou se te conhecia de algum lugar. Você não soube dizer. Ele limpou a sua maquiagem pra você, e essa era a última coisa que você iria esperar do pai de JJ depois de ouvir sobre as coisas que ele tinha feito. Mas é claro que era tudo uma fachada pra você. Depois disso vocês se sentaram no sofá da casa e ele te deu as benditas drogas que você tanto estava atrás, mas ele não cobrou nada por isso. E quando você já estava perdida, ele ofereceu mais. Não só maconha, coisas que você nunca nem tinha ouvido falar. Você sabia do perigo, você é uma mulher e estava sozinha com um cara de índole questionável. Mas você estava tão triste que aceitou. Tudo. Até não conseguir ficar de olhos abertos.
- Que porra é, - ele mal conseguiu terminar a frase, o corpo nervoso fazia ele tremer. - Inferno! Inferno, pai. Que porra é essa? O que você fez?
Luke apoiou a garrafa de bebida no chão, tinha um sorriso pacífico no rosto dele como se ele não tivesse acabado de drogar uma garota com menos da metade da idade dele.
JJ não deu para o pai a oportunidade de alinhar o seu cabelo de novo. Ele andou até o sofá e agarrou o seu corpo cansado, andando rapidamente com você no colo até o quarto dele. Pra longe do maldito pai dele.
- Ei, menino. Trás ela pra cá. - pela voz do homem, ele estava um pouco embriagado mas certamente sóbrio o suficiente pra saber o que estava fazendo. Luke seguiu JJ pelo corredor de uma maneira lesada, trombando em algumas paredes.
O loiro não conseguia enxergar direito de tanta raiva, e foi um sentimento tão inesperado que ele sentia que poderia vomitar.
Com um empurrão, Luke esbarrou na mesa e JJ entrou com você no quarto. Ele foi rápido em te colocar na cama, dando tudo de si pra não olhar pra você. Ele não conseguiria sair dali se olhasse pra você. O garoto saiu do quarto e trancou a porta com você ainda lá dentro.
- O que você deu pra ela?
JJ era mais fraco que o pai. Sempre foi. Mas haviam casos específicos, ele não sabia bem como descrever, onde ele sentia que era mais forte que todo mundo. Haviam brigas entre ele e o pai que ele não iniciava porque sabia que se ele começasse, não conseguiria parar. Por isso era visível o medo do olhar de Luke quando JJ colocou ele contra a parede.