Dor Sem Nome

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PLOT: Você tem que encarar o fardo de ver JJ morrendo na sua frente após levar uma facada do próprio pai.

GÊNERO: Angústia. Sem final feliz :(.

CONTEXTO: Namorado!JJ × Namorada!Leitora

IDEIA: nowhapppy. (Demorei, não nego. Desculpa, amor)

 Desculpa, amor)

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John B olhava agora o homem que passou a vida inteira ao lado dele, sendo seu melhor amigo amigo, com um punhado de sangue se revelando embaixo da roupa. Sarah encarava o tio do futuro filho dela, jogado no canto do chão.

Kiara via seu melhor amigo, sua paixão de infância e a melhor pessoa que ela conhecia, literalmente parando se respirar. Pope e Cleo viam a alma do grupo indo embora sem poder mover um dedo para mudar nada.

Mas você? Você estava tendo a visão do amor da sua vida deixando de existir.

JJ estava a beira da morte e tudo que você podia fazer era rezar para algum milagre acontecer, para o seu garoto ficar bem e voltar para casa.

— Não vai embora. — você soluçou com o corpo grudado ao dele enquanto as lágrimas queimavam a sua pele. — Eu não sei se vou conseguir ficar bem se você for, J.

O toque dele era fraco mas ainda assim era perceptível, ele segurava você nos braços dele, jurando que se a última coisa que ele fosse sentir era seu abraço, talvez a morte nem fosse tão ruim assim.

— Eu só queria orgulhar ele. — ele falou com a voz arrastava, se referindo ao Groof. — Eu só queria orgulhar vocês.

— Você foi sempre um orgulho. — você esclareceu, agarrando a cabeça dele para colocar no seu peito, pensando que se ele fosse capaz de escutar o quanto seus batimentos estavam acelerados, talvez ele sentisse dó de você e lutasse um pouco mais pra viver. — Tão forte e especial.

O seu peito doía, e tudo que JJ gostaria de fazer era poder tirar essa dor de você, mas aos poucos a vista dele ficava turva.

— Antes de conhecer você, eu não acreditava que existia uma vida após a morte.

Ele falou com dificuldade, a sua mão agarrada na dele enquanto você tentava — e nitidamente falhava — fazer o sangue parar de sair.

— Fecha a boca, amor. Para de se despedir. Nós não precisamos disso.

A sua testa estava suando assim como o resto do seu corpo. Não tinha absolutamente ninguém que pudesse fazer nada. Vocês estavam em um país estrangeiro, sem passaporte e sem saber falar a língua, sendo perseguidos por mercenários imbecís. Era tanto arrependimento dentro do seu peito que você sentiu que poderia te rasgar ao meio.

— Depois que você chegou, eu tento me convencer de que o céu existe porque eu quero te encontrar lá.

Escutando isso, você o grudou tão forte contra o seu corpo que facilmente você poderia estar o machucando, mas ele não poderia se importar menos.

— E como eu fico? — você chorou pra ele, sabendo que estava tornando as coisas piores. Não era culpa dele, mas porra, não era sua culpa também. — E as coisas que nós planejamos, J? Eu não quero ficar aqui sem você.

Ele levou as mãos até o seu rosto, te puxando para conseguir te enxergar bem. Era uma bela última vista. Droga, ele daria tudo pra ter mais cinco minutos com você.

E ele queria se certificar de que você soubesse disso.

— Eu te escolheria quantas vezes fosse necessário. — ele te colocou novamente contra o peito, se recusando a passar os últimos momentos longe de todo toque que ele pudesse ter de você. — Se eu tivesse que escolher alguém pra sair vivo daqui hoje, seria você. De novo e de novo. Se eu tivesse que escolher qualquer pessoa para existir, seria você.

— JJ, eu não sei se eu vou conseguir aguentar a saudade que você vai deixar em mim. — você admitiu, sentindo dor na cabeça, nos olhos e na garganta. Toda a sua energia estava sendo drenada na mesma intensidade da vida dele.

E por algum motivo você sabia exatamente o que ele diria. A frase de vocês para todas as situações. Mas não se encaixaria agora.

Não é o fim do mundo.

Isso foi o que você precisava para ser empurrada do precipício mental que a sua mente estava apoiada. Você chacoalhava ele levemente, tentando extrair dele todo resquício de vida que ele ainda tinha. Tentando guardar para si o máximo dele que você conseguisse.

— É sim. — você quebrou, completamente destruída, vendo quando os olhos dele inevitávelmente se fechavam.

E você não estava mentindo. Não havia mais mundo para você depois disso. Não havia uma possibilidade de um amanhã porque pra você, independente de quanto tempo passasse, o mundo se resumiria a esse pequeno momento onde o abandono te agarrou pelos pulsos e te forçou a assistir o seu garoto ir embora.

Naquele dia, JJ Maybank morreu, com você abraçada a ele, agarrando sua mão e dizendo o quanto te amava. E você morreu também. Não o corpo físico, até porque a sua saúde estava em perfeito estado. Mas você se perdeu. Você não sabia o que fazer com todo o amor que tinha por ele. Você não tinha onde colocar todo aquele afeto. E por mais que todos te falassem que o tempo curava, a dor nunca foi embora.

JJ Maybank - ImaginesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora