Katherine Stepan:
Eu deixei o celular na mesa de cabeceira e finalmente me deixei relaxar. Apesar da mente em constante movimento, o sono finalmente veio, e meus pensamentos se aquietaram enquanto eu caía em um sono profundo, imaginando o que o futuro nos reservava.
No dia seguinte, acordei cedo, ainda com os olhos um pouco inchados da noite mal dormida. O que quer que Billie tivesse planejado para hoje estava me deixando nervosa e animada ao mesmo tempo. Levantei, tomei um banho rápido, e depois vesti uma roupa confortável, mas que ainda assim me fazia sentir bem — uma camiseta simples e jeans. Não sabia o que esperar, mas sabia que deveria estar pronta para qualquer coisa.
Antes de sair de casa, enviei uma mensagem a Louis, só para dar uma desculpa para a ausência no caso de ele me provocar depois:
Eu: "Vou sair com Billie. Não me espere para o almoço."
Louis: "Não ia esperar. Mas depois quero todos os detalhes."
Eu ri baixinho, colocando o celular no bolso e saindo apressada para não me atrasar. Quando cheguei ao ponto de encontro, Billie já estava lá, encostada no carro, com uma expressão de quem sabia exatamente o que estava fazendo. Ela me viu se aproximando e sorriu de um jeito que fez meu estômago dar um salto.
— Bom dia, Stepan — ela disse, seu sorriso irradiando uma energia contagiante. — Pronta para a surpresa?
— Sempre pronta para o que você me aprontar — respondi, tentando parecer mais tranquila do que realmente estava.
Billie deu uma risada baixa, e suas mãos se estenderam para mim, como se já esperasse que eu a seguisse. Sem hesitar, peguei sua mão e entrei no carro. Enquanto ela dirigia, a ansiedade começou a aumentar. Mas, ao mesmo tempo, havia algo libertador nesse momento. Estar ao lado de Billie, sem saber exatamente o que nos aguardava, parecia certo. A incerteza, paradoxalmente, trazia uma sensação de pertencimento.
O trajeto parecia mais curto do que o normal, talvez pela companhia que fazia tudo parecer mais leve. Quando chegamos ao destino, percebi que estávamos em uma área mais afastada da cidade. Era um lugar calmo, rodeado por árvores e com um ar de tranquilidade que me surpreendeu. Billie estacionou o carro e se virou para mim com um olhar cheio de mistério.
— Vamos? — ela perguntou, sua voz carregada de expectativa.
Eu apenas acenei com a cabeça, pegando minha mochila e saindo do carro. Billie me levou por uma trilha sinuosa entre as árvores, e eu mal podia esperar para saber o que nos aguardava lá na frente. A sensação de estar com ela, caminhando por aquele caminho desconhecido, me fazia sentir como se algo novo estivesse prestes a começar, algo além do que eu poderia ter imaginado.
Quando chegamos a uma clareira, o que vi me deixou sem palavras: ali, no meio daquele espaço aberto, estava um pequeno palco improvisado, com luzes penduradas nas árvores e um violão encostado em uma das colunas. Billie se virou para mim com um sorriso amplo, e o brilho nos seus olhos era inconfundível.
— Surpresa — ela disse suavemente, como se tivesse feito tudo isso só para me ver ali, deslumbrada.
Aquela surpresa era mais do que eu esperava. Mais do que eu conseguia entender. Mas, naquele momento, tudo o que eu sabia era que estava ali, com Billie, e que aquilo estava se tornando real.
Eu fiquei ali, parada, olhando tudo ao redor, completamente surpresa. O que Billie tinha preparado era mais do que eu imaginava. O lugar parecia ter saído de um filme, como um sonho. As luzes nas árvores davam ao ambiente uma sensação mágica, e o violão ao lado do palco parecia estar esperando por nós. Era como se o mundo lá fora não existisse, e só nós duas estivéssemos naquele momento.
Billie percebeu minha expressão de surpresa e riu baixinho, como se soubesse exatamente o efeito que aquilo tinha em mim.
— Não foi exagerado demais? — ela brincou, me observando como se quisesse ver minha reação completa.
Olhei ao redor, tentando entender tudo. O lugar era simples, mas tão bonito. O palco pequeno, as luzes suaves, o violão... Criava uma sensação de intimidade, de estar em um lugar onde só nós duas importávamos.
— Exagerado? — eu perguntei, tentando esconder o quanto estava impressionada. — Isso é... incrível, Billie. Como você fez isso?
Ela sorriu, e eu vi que ela estava satisfeita com minha reação.
— Eu sabia que você ia gostar — disse ela, com aquele jeito dela, tão segura, como se fosse fácil fazer algo tão especial. — Quis que a gente tivesse um momento assim, sem pressa, em um lugar onde a gente pudesse ser só nós mesmas.
Eu respirei fundo, sentindo um monte de emoções ao mesmo tempo. Era como se o tempo tivesse parado. Nada mais importava além de nós duas naquele instante. O lugar, a música, o violão... tudo parecia perfeito.
Billie me convidou para sentar ao lado dela no palco improvisado e, sem pensar muito, fui. Ela pegou o violão e começou a tocar. Eu fechei os olhos por um momento, deixando a música me envolver. A melodia era tão suave, e sua voz... Não havia nada mais bonito do que ouvi-la cantando assim, só para mim.
Ela olhou para mim enquanto cantava, e eu a observei com o coração batendo forte. Cada palavra que ela cantava parecia ser feita para mim, como se ela estivesse me contando algo só com a música. Eu senti uma conexão tão forte que não conseguia explicar.
Quando a música acabou, ficou tudo em silêncio por um instante. Billie colocou o violão de lado e me olhou com carinho.
— Eu... não sei o que dizer — eu disse, minha voz baixa, tentando processar tudo o que estava sentindo.
Billie sorriu e, com a voz suave, respondeu:
— Não precisa dizer nada. Eu só queria que você soubesse o quanto você é importante para mim.
Aquelas palavras me tocaram de uma forma que eu não conseguia explicar. Eu sabia, naquele momento, que ela realmente se importava. E, por um segundo, tudo ficou claro.
Eu me aproximei de Billie, e, sem pensar muito, segurei seu rosto com minhas mãos, como se quisesse sentir cada detalhe dela. Ela fechou os olhos, e então, com um sorriso tímido, se aproximou e me beijou.
O beijo foi lento, suave, como se estivéssemos compartilhando algo muito grande, sem precisar de palavras. Quando nos afastamos, nossos olhos se encontraram, e sem dizer nada, sabíamos que aquilo significava mais do que qualquer coisa que pudéssemos explicar.
— Isso foi... perfeito — eu murmurei, ainda com as mãos no rosto dela.
Billie sorriu e me deu outro beijo rápido antes de se afastar um pouco, ainda com a mão sobre a minha.
Ficamos ali, em silêncio, só aproveitando aquele momento. O sol estava se pondo, e as sombras das árvores estavam se alongando pelo chão. Eu senti que o tempo desacelerou, que estávamos no lugar certo, juntas.
— Billie — eu disse, quebrando o silêncio, minha voz suave. — O que é isso entre nós? O que estamos fazendo?
Ela me olhou, os olhos cheios de calma, e sorriu.
— Estamos só sendo a gente mesma, Stepan — respondeu, como se fosse a coisa mais simples do mundo. — E não tem nada de errado com isso.
Eu sorri e me encostei nela, sentindo uma paz enorme. Eu não precisava de respostas definitivas, porque sabia o que sentia. O que a gente tinha, ali, naquele momento, era real. E isso era o suficiente.
— Eu gosto disso — eu falei, sorrindo. — Gosto de estar aqui com você.
Billie sorriu, me abraçou apertado, e fiquei com a sensação de que nada mais importava. Estávamos no lugar certo, vivendo o momento certo. Naquela clareira, com as luzes suaves e o som do violão, eu sabia que nunca esqueceria aquele instante.
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Até quando esse amor todo vai durar ein?
Como estão??
Gostaram do capítulo?
Parabéns para nossa bibi, 23 aninhos
Se cuidem, amo vcs!
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Peachy
FanfictionOnde Katharine Stephan Menezes, começa a reparar em Billie Eilish, a "aberração" de sua escola.
