Insecure

715 61 8
                                        

Billie Eilish:

A noite tinha sido perfeita. A sensação do beijo de Stepan ainda estava na minha mente, e eu não conseguia parar de sorrir. Tudo parecia tão certo, mas ao mesmo tempo, uma pontada de dúvida começou a me incomodar. Eu não estava acostumada a me deixar levar assim, a confiar tanto. Então, como tudo tinha sido tão bom, tão intenso, o medo veio junto. Medo de que fosse só um momento, algo passageiro, algo que talvez nem fosse real.

Enquanto dirigia para casa, minha mente estava a mil por hora. Eu tentava me concentrar na estrada, mas tudo o que eu conseguia pensar era no que tinha acontecido. Naquele beijo, no jeito que ela me olhou. No que eu sentia por ela. O que isso significava? Eu me sentia tão feliz, mas ao mesmo tempo, a insegurança me engolia. Será que Stepan realmente sentia o mesmo por mim? E se fosse só uma brincadeira, algo momentâneo para ela?

As dúvidas começaram a tomar conta de mim. E, quanto mais eu pensava nelas, mais ficava ansiosa. A sensação de estar me iludindo aumentava. Será que ela estava só brincando comigo? Eu não sabia se poderia confiar nisso, e o medo me engoliu. E se fosse tudo uma fantasia na minha cabeça? E se eu estivesse me deixando levar por algo que não tinha futuro?

A ansiedade foi crescendo. A cada quilômetro que passava, meu coração batia mais rápido, minha respiração ficava mais pesada. Eu sentia um aperto no peito, como se estivesse prestes a desmoronar a qualquer momento. Tentei me acalmar, mas o medo e a dúvida não me deixavam em paz. A sensação de que eu estava perdendo o controle era esmagadora.

Finalmente, estacionei o carro na garagem, mas o nervosismo não ia embora. Meu corpo estava tenso, e minha mente cheia de pensamentos confusos. Eu estava começando a sentir que não ia conseguir lidar com tudo aquilo. O que eu estava fazendo? E, mais importante, o que Stepan estava fazendo? Ela realmente gostava de mim, ou eu estava me enganando?

Quando eu saí do carro, e vi Finneas na porta, quase senti um alívio. Ele parecia perceber que algo não estava certo comigo. Não disse nada, apenas me deu um olhar preocupado e me fez seguir até o sofá. Eu não precisava de palavras ainda, só de alguém para estar ali, ao meu lado. Finneas me puxou para perto, sem pressa de me forçar a falar. Ele sabia que eu precisaria de tempo.

Eu não conseguia colocar em palavras o que estava sentindo. A tensão, a ansiedade, as dúvidas. O medo de que talvez tudo aquilo fosse uma mentira. Eu só sabia que estava desesperada e não conseguia controlar os pensamentos que corriam na minha cabeça.

— Fala comigo, Billie — Finneas disse, com a voz suave, sem pressa de me apressar. — O que aconteceu? O que está acontecendo?

Eu respirei fundo, tentando organizar meus pensamentos, mas não consegui. A sensação de sufoco estava me tomando por completo. As palavras saíram de uma vez só, como um alívio, mas carregadas de insegurança.

— Eu... eu não sei, Finneas. Eu estou com medo. E se ela não sente o mesmo? E se foi só uma brincadeira? E se tudo isso que estou sentindo não é real? — a voz falhou um pouco, e eu senti os olhos se encherem de lágrimas.

Finneas não disse nada por um tempo. Ele apenas ficou me olhando, me ouvindo, como se estivesse tentando entender o que eu estava realmente dizendo. Ele sabia que eu não queria falar sobre isso, mas também sabia que eu precisava. Aquele silêncio me deu um pouco de espaço para pensar.

— Eu entendo, Billie. Já passei por algo parecido. Mas você não pode deixar que o medo controle tudo o que está acontecendo — ele falou com calma, como se estivesse tentando me ajudar a entender o que eu ainda não conseguia ver. — Você não pode deixar que as inseguranças te façam perder o que é bom. Stepan não está brincando com você, e o que vocês têm é real.

Eu respirei fundo novamente, tentando absorver o que ele estava dizendo. Mas o medo ainda estava ali, como uma sombra, me impedindo de ver a situação com clareza. Eu não conseguia ver o que estava na frente de mim, e parecia que esse medo estava me cegando para a verdade.

— Mas e se ela não me quiser de volta? — perguntei, minha voz trêmula. — E se ela não for sincera?

Finneas se inclinou um pouco para frente, colocando a mão sobre a minha. Eu senti o calor de sua mão, a tranquilidade que ele tentava passar para mim. Ele não estava tentando me forçar a nada. Ele só queria que eu ouvisse o que ele tinha a dizer, de coração aberto.

— Billie, se Stepan está com você, se ela te beijou, se ela olha para você do jeito que olha... você acha mesmo que ela está brincando com seus sentimentos? Você tem que confiar no que está acontecendo entre vocês. Não é sobre ser perfeito, ou ter todas as respostas. Às vezes, é só se deixar levar pelo momento e ver onde isso te leva.

Eu olhei para Finneas e percebi o quanto ele estava certo. O medo estava me paralisando, e eu não estava dando espaço para viver o que estava acontecendo de verdade. Era mais fácil me esconder nas inseguranças, na dúvida, do que acreditar no que estava diante de mim. Eu precisava confiar mais, não só em Stepan, mas em mim mesma.

— Eu não quero perder ela, Finneas. Eu... eu não quero que isso acabe — falei, quase em um sussurro, mais para mim mesma do que para ele.

Ele sorriu, suave, e apertou minha mão.

— Não vai acabar, Billie. Se você não deixar o medo te controlar, nada vai acabar. Você já passou por tantas coisas mais difíceis. Isso aqui não é diferente. Só precisa acreditar em você, e no que vocês têm. Vai dar certo.

Eu olhei para ele, e pela primeira vez desde que eu entrei em casa, eu senti que ia ficar tudo bem. Eu ainda estava com medo, ainda tinha dúvidas, mas Finneas estava certo. Eu não podia deixar o medo estragar tudo o que podia ser real. O que eu sentia por Stepan era verdadeiro, e eu não podia deixar que a insegurança me fizesse desistir disso.

— Obrigada, Finneas. Eu... eu precisava ouvir isso. — Falei, com um sorriso fraco, mas mais tranquilo.

Ele riu baixinho.

— Não precisa agradecer. Eu estou sempre aqui para você, seja qual for o caminho. Só não se perca no medo, Billie. Não deixe que ele te faça desistir de algo que pode ser muito bom.

Eu respirei fundo, sentindo o peso da ansiedade começar a aliviar um pouco. Eu ainda estava com medo, sim, mas sabia que tinha que seguir em frente. O que acontecia entre mim e Stepan não ia se resolver se eu ficasse presa nas dúvidas. Eu precisava dar um passo de cada vez, confiar mais em mim mesma e ver onde isso ia dar.

E, enquanto Finneas estava ali ao meu lado, eu sabia que não estava sozinha. Eu só precisava seguir meu coração e deixar que as coisas acontecessem como deveriam.

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

Tadinha do nosso bebê

Como estão??

Estão gostando amores?

Se cuidem, amo vcs!

PeachyOnde histórias criam vida. Descubra agora