Greatest

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No caminho até a casa de Billie, o rádio tocava alguma música lenta que servia apenas como pano de fundo para o silêncio confortável entre nós duas. Ela dirigia com uma mão firme no volante e a outra batucando levemente no painel do carro, acompanhando o ritmo. Minha mente, por outro lado, estava longe — tentando processar os últimos acontecimentos. Quando foi que me vi tão envolvida assim? Quando exatamente eu passei a contar os segundos até ver Billie novamente?

— Você tá quieta demais, Stepan — ela disse, quebrando o silêncio, seus olhos alternando rapidamente entre mim e a estrada.

— Tô pensando — respondi baixo, virando o rosto para encará-la.

— Isso pode ser perigoso — Billie provocou com um meio sorriso, claramente tentando me distrair.

— Muito engraçada você — retruquei com sarcasmo, mas não consegui conter o sorriso. — Só tô... tentando não pirar.

— Pirar por quê? É só um almoço.

— Um almoço em família — corrigi, enfatizando a última palavra. — Na sua família.

— Stepan, relaxa — Billie riu de leve. — Eles gostaram de você. Até meu pai, e ele quase nunca gosta de ninguém de primeira. Não precisa ter medo.

Ela sempre falava isso: relaxa. Como se a simples menção da palavra pudesse dissolver toda a tensão dentro de mim. E, de alguma forma, funcionava. Olhei para a paisagem passando pela janela e respirei fundo. Não havia mais como escapar — e, verdade seja dita, nem queria.

Chegamos em frente à casa dela, a mesma casa aconchegante que visitei dias atrás. Billie estacionou o carro com uma habilidade que me surpreendeu, desligou o motor e se virou para mim com um olhar brincalhão.

— Pronta pra conhecer a versão completa dos O'Connell?

— Acho que sim — falei, embora minha voz tenha falhado um pouco no final.

Billie riu, saindo do carro e abrindo a porta para mim. Aceitei sua mão estendida e, juntas, seguimos até a porta da frente. Fui recebida por Maggie, que abriu a porta com um sorriso caloroso no rosto, como se estivesse esperando por mim o tempo todo.

— Katherine! — ela exclamou, puxando-me para um abraço apertado. — É tão bom ter você aqui novamente.

— Obrigada por me receber, Maggie — respondi, entregando-lhe o pequeno buquê de flores que comprei no caminho. — São para você.

Ela sorriu, visivelmente emocionada, enquanto pegava as flores e as cheirava.

— Que delicadeza, querida. Entre, entre! O almoço já está quase pronto.

Ao entrar, o cheiro delicioso da comida tomou conta dos meus sentidos. Era um aroma familiar, aconchegante, que lembrava almoços de domingo em família — algo que não sentia há muito tempo. Patrick estava sentado na sala, lendo um jornal, e Finneas apareceu logo atrás, com um sorriso zombeteiro estampado no rosto.

— Olha só quem voltou — ele disse, cruzando os braços. — Trouxe flores pra nossa mãe. Quer mesmo conquistar a família toda, hein?

— Finneas, pelo amor de Deus — Billie revirou os olhos, puxando-me pela mão em direção à cozinha. — Ignora ele.

— Tarde demais — respondi com um sorriso torto, recebendo uma piscadela provocativa de Finneas antes de sumir pelo corredor.

A cozinha estava uma bagunça organizada. Maggie circulava entre panelas e travessas, enquanto Billie ajudava com os pratos. Senti-me meio deslocada, mas Maggie não me deixou assim por muito tempo.

PeachyOnde histórias criam vida. Descubra agora