Você já imaginou ter duas vidas? Ser duas pessoas ao mesmo tempo? Aposto que sim. Mas entre pensar e viver havia uma distância muito grande, acredite nisso. Imagine... Charlotte, mulher doce e dedicada. Cherine, sexy e imponente.
Qual você escolher...
- Quer que eu esqueça Cherine Withmore? – perguntei à mulher que me encarava de forma paciente e firme.
- Quero que ela exista somente para mim. E logo.
Eu amava aquele jeito possessivo de Engfa, me fazia gostar mais dela. Mas não entendi onde ela queria chegar com aquilo. Eu já era somente dela.
- O que você quer dizer com isso?
Engfa respirou fundo e, com delicadeza, colocou sua mão sobre a minha, que descansava na mesa. Seus dedos começaram a traçar movimentos suaves, em um gesto de carinho leve e tranquilizador.
- Eu quero que você saia da Imperium.
Por alguns segundos eu fiquei totalmente paralisada, tentando saber se eu havia escutado direito ou simplesmente minha imaginação havia ido longe demais.
- Charlotte? – Engfa sussurrou me despertando.
- Está falando sério?
- Sim. Eu pensei que... Bom, agora que estamos juntas, você não precisa mais ir para lá. – ela disse calmamente, enquanto tomava um gole de seu vinho tinto.
- Engfa, minhas idas à Imperium não vão mudar o que temos, Teerak – respondi com serenidade, tentando tranquilizá-la.
- Claro que vai. Eu não quero você se expondo daquela maneira. – falou séria.
- Até uma semana atrás você gostava, e não se importava.
A mulher revirou os olhos e bufou.
- Há uma semana você não era minha namorada.
O clima pesou automaticamente, espalhando a tensão entre nós.
- No que isso muda? – perguntei, cruzando os braços. – Apenas oficializamos o que já tínhamos. Nada vai mudar.
- Óbvio que vai, Charlotte!
- No quê?
- Em tudo! Você é oficialmente minha namorada agora, eu não vou me sentir confortável.
- Eu sempre vou ser sua, Engfa!
- Não estando lá, dançando para aquelas pessoas!
- Você é minha namorada, Engfa, não minha dona.
Encaramo-nos quase cuspindo fogo. Incrível como tudo estava bom demais para ser verdade.
- Eu não acredito que está me falando isso. – ela falou levantando da mesa, e no mesmo instante me arrependi por ser rude demais. Fiquei sentada fitando Engfa que se servia de um pouco mais de vinho, para logo em seguida olhar em direção ao mar revoltado.
Eu me levantei devagar e caminhei até ela.
- Me desculpe. Eu só quero que você entenda, eu não posso sair. – disse tocando os braços de Engfa com carinho.
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