Você já imaginou ter duas vidas? Ser duas pessoas ao mesmo tempo? Aposto que sim. Mas entre pensar e viver havia uma distância muito grande, acredite nisso. Imagine... Charlotte, mulher doce e dedicada. Cherine, sexy e imponente.
Qual você escolher...
Acordei naquela manhã fria com o corpo de Engfa grudado ao meu, confesso que era maravilhoso poder me aconchegar no calor de seus braços daquela maneira. A mulher estava atrás de mim, me envolvendo em um gostoso abraço. Eu podia sentir a respiração profunda e compassada que a mesma emanava. Me movi devagar, pegando o meu celular ao lado da cama e notando que ainda era bem cedo. Virei-me de frente para ela, vendo sua expressão serena ao dormir.
Era linda, como sempre.
Seus cabelos escuros davam um grande destaque em sua pele pálida e lisinha, poderia até ser bem comparada com aquelas atrizes de filmes de vampiro. Engfa com toda certeza seria uma bem sexy e poderosa. Sorri, e deslizei com o polegar sobre a maçã do rosto dela, em um carinho leve. Suspirei profundamente, pensando em quão sortuda eu estava sendo por ter aquela mulher em minha vida.
Na noite anterior, Engfa fez questão de que eu dormisse em sua casa. Preparou um jantar simples, mas delicioso, e juntas abrimos um bom vinho, conversando por horas. Engfa me contou mais sobre ela, enquanto buscava saber mais sobre mim. Eu, por outro lado, me abri por completo, revelei minha vida à mulher que eu queria ao meu lado para sempre. Confesso que tinha receio de que ela me deixasse, depois de ouvir sobre os tantos problemas que me cercavam. Afinal, Engfa poderia ter qualquer mulher que quisesse, sem dificuldades e com muito dinheiro. Mas ali estava ela, ouvindo sem pressa, com um sorriso suave no rosto e olhos que transbordavam carinho e paciência. Ela me apoiava a cada momento de fragilidade, enquanto eu compartilhava toda a minha história até ali. Os seus carinhos calmos me ajudaram a despejar tudo que ainda estava engatado dentro de mim, que ainda me fazia mal. Engfa de forma carinhosa fez a promessa que me faria feliz, que seria o diferencial em minha vida. E eu não duvidava daquilo, ela tinha consigo a enorme confiança de que meu futuro com ela seria melhor.
Depositei um beijo em sua testa devagar e tentei me desvencilhar de seus braços sem fazer a mesma acordar. Engfa se remexeu um pouco na cama, protestando contra o frio, mas eu rapidamente puxei a grossa coberta para cima da mesma. Sorri para ela que logo se acomodou, e com a ponta dos pés, pisei no chão frio, sentindo meu corpo todo se arrepiar. Caminhei em passos lentos até o banheiro onde fiz minha higiene matinal.
Decidi então caminhar até a cozinha. Aquela manhã, Engfa seria mimada. Esperava que ela não se importasse de eu mexer em suas coisas. O apartamento de Engfa era digno de um Waraha, enorme e sofisticado. Tudo de muito boa qualidade, deixando claro o quão rica ela é. Era o único do último andar, e tinha uma bela visão do Rio Chao Phraya, e de todos aqueles enormes prédios em Bangkok. Amarrando meus cabelos em um rabo de cavalo, abri a geladeira de inox, que estava cheia de alimentos. Era difícil acreditar que ela conseguisse comer metade daquilo. Peguei tudo o que precisava e coloquei sobre a bancada: frutas, leite, suco... Eu faria um café da manhã perfeito.
Certo, aquilo deu mais trabalho do que imaginei, mas eu estava me saindo bem. Nosso café da manhã teria pasta de arroz com omelete, salada de frutas, chá gelado e bacons. Tudo já estava quase pronto, só restava os últimos pedaços de manga a serem cortados.
- Vou acabar me acostumando com isso.
Eu me virei rapidamente colocando a mão sobre o peito.
- Jesus, Engfa! Você me assustou.
A mulher abriu um lindo sorriso em minha direção, ela estava sentada em um dos bancos perto do balcão. Vestia uma top bege, justinho, deixando seus seios apertadinhos na frente, combinando com uma calça de moletom de cintura baixa. Seus cabelos estavam soltos, emoldurando seu rosto de forma delicada. Ela estava linda.
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