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CAPÍTULO TRINTA E UM eu não ameaço, eu só aviso.
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A PORTA DO QUARTO se fechou em um clique baixo e tudo ficou quase silencioso, o som abafado da festa no andar de baixo ainda era ouvido. O perfume de Olívia ainda pairava no ar, doce e viciante, me fazendo ficar arrependido por ter pedido para ficar sozinho.
Meu quarto estava semi escuro, iluminado apenas pelo abajur na mesa de cabeceira. Tirei o blazer e permiti que meu corpo caísse na cama após tomar um remédio, meus músculos cederam facilmente à exaustão acumulada da correria dos dias. Coloquei meu antebraço por cima dos olhos, bloqueando minha visão, e joguei o outro braço sob minha barriga.
Minha cabeça começou a latejar, uma dor pulsante que parecia aumentar a cada segundo. A tortura veio logo em seguida, mesmo com os olhso fechados, sentia tudo ao meu redor girar sem parar. Comecei a respirar pesado, sentindo um sono absurdo tomar conta de mim.
E antes que eu pudesse perceber, tudo se apagou.
Não sei quanto tempo se passou, mas uma sensação suave me trouxe de volta. Ainda flutuando entre o sono e a inconsciência, com a cabeça pesada e o corpo estranho, meu corpo se despertou ao sentir um toque por cima da camisa de botões branca.
Abrindo os botões um a um, unhas longas deslizaram pelo meu abdômen, os dedos quentes e leves faziam círculos invisíveis em minha pele, causando arrepios por todo meu corpo. A camisa foi tirada lentamente, passando por meus braços e me deixando nu da cintura para cima.
Ainda sonolento, tentei abrir os olhos mas era como se estivessem colados, aquilo me deixava nervoso e fazia meu coração bater mais fortes. Por que não consigo me mexer?
Mexi meus braços como num espasmo involuntário ao sentir os dedos mexendo na fivela do cinto. Minutos depois, meus sapatos foram retirados e a calça social desceu pelas minhas pernas. O toque era conhecido, ou pelo menos meu subconsciente queria que eu achasse que era. A delicadeza, o cuidado, as carícias na minha nuca.
A primeira coisa que tomou conta da minha mente foi Olívia, tudo me levava a crer que era a minha garota me tocando. Ela era a única pessoa que sabia que eu estava ali, a única que eu permitia chegar tão perto.