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CAPÍTULO VINTE E DOIS eu confio em você, jacob.
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NUNCA PENSEI QUE PODERIA ME SENTIR TÃO BOBO POR ALGUÉM como me sinto em relação à Olívia. Eu posso ter 28 anos, mas consigo facilmente me sentir um adolescente de 15 anos depois de ter ouvido a mulher ao meu lado me apresentar como seu namorado.
O momento se repetia em minha cabeça como um disco arranhado, sempre frisando no sorriso encantador que ela me deu quando disse aquilo, com todas as letras. A ideia de pertencer a ela, de ser sua primeira escolha dela, me deixava com o coração quentinho e com uma vontade absurda de apresentá-la à minha avó – que com certeza amaria a garota.
Mas depois que chegamos na casa dos Belmont, tudo foi por água abaixo. A discussão entre minha garota e Serena foi como um furacão, rápido e devastador. Eu odiava ver e saber em primeira mão o quanto toda a expectativa e pressão de Serena afetam Olívia. No caminho do salão até a casa, era notável que ela queria desabafar, mas algo a fazia recusar e se fechar.
Por mais que Olívia tentasse parecer inabalável, os sinais estavam sempre muito claros para mim: o tremor nas mãos, a respiração acelerada, os ombros rígidos, eu vivia 100% atento a ela. Era impossível não perceber.
A voz alta de Olavo e os soluços baixinhos se Serena era a única coisa que se ouvia após Olívia arrancar o colar de pérolas e os sapatos, subindo as escadas correndo. O barulho da porta do quarto sendo fechada com força ecoou pelo local, o que me fez pegar seus sapatos e a bolsa, logo seguindo os passos da morena.
Eu sabia que deveria deixá-la sozinha, que ela talvez precisasse de um tempo, mas não consigo deixá-la assim e ficar de braços cruzados. Suspirei pesado e fui até meu quarto, tirando o blazer do terno, esperando uns minutos antes de voltar e abrir a porta devagar.
Minha garota estava sentada na cama, os joelhos puxados contra o peito, os olhos fixos em um ponto distante. Senti meu peito doer ao vê-la tão pequena e tão vulnerável.
— Amor. – Falei baixo. Não era uma pergunta e nem um chamado, era apenas um lembrete de que eu estava ali.
Com cuidado, fechei a porta, largando os saltos no chão e deixando a bolsa sobre sua mesa. Andei devagar até a mesma, me ajoelhando em sua frente, deixando nossos olhos na mesma altura. Toquei seu queixo com a ponta dos dedos, erguendo seu rosto, fazendo a morena olhar em meus olhos.