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CAPÍTULO TRINTA E OITO ele vai ficar bem.
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ABAIXEI A CABEÇA AO SENTIR meus olhos doerem com os inúmeros flashes direcionados a mim. A entrada do Hospital Mercy estava cercada por jornalistas e paparazzi, os gritos incessantes formavam um zunido ensurdecedor ao meu redor.
— Senhorita Belmont! – Uma das jornalistas gritou. – Senhorita, você poderia nos dizer alguma coisa?
— Como foi o resgate? Algum sequestrador foi preso? – Um homem indagou, praticamente enfiando o microfone em minha cara.
— Você está ferida? Já teve contato com a sua família? – Outra mulher quase se jogou em minha frente, sendo afastada pelos policiais que me acompanhavam.
As perguntas vinham de todos os lados, mas minha mente estava em um turbilhão. Meu coração ainda martelava contra o peito, e o gosto metálico do medo e sangue ainda estava na minha boca. Os policiais me escoltavam em um círculo fechado, guiando-me para dentro do hospital, enquanto Matteo andava ao meu lado, sua mão firme em meu braço, tentando me manter ancorada na realidade.
O ar gelado do hospital envolveu meu corpo, mas isso não era menos sufocante do que lá fora. Eu ainda podia ouvir vozes misturadas, o tilintar de alguns equipamentos médicos, o ruído baixo da TV na recepção.
— Olívia, calma. – Matteo murmurou ao meu lado, apertando meu ombro com um toque reconfortante. — Vamos achar ele, mas você precisa ficar tranquila. Já estamos nos hospital, vai ficar tudo bem.
Mas eu não conseguia me acalmar. Meu peito subia e descia rápido demais. Cada passo que eu dava pelos corredores brancos e intermináveis parecia não me levar a lugar nenhum. Meu estômago se revirava, meus dedos tremiam, e a única coisa que ecoava na minha mente era um nome.
Jacob. Meu Jacob.
Ele tinha se machucado por minha causa. Ele estava ferido, estava desacordado e eu precisava vê-lo. Precisava dele.
Apertei o ritmo, quase correndo pelos corredores. Matteo tentou me segurar, mas eu me soltei, ignorando os olhares dos médicos e enfermeiros. O cheiro de álcool hospitalar misturado ao perfume do pânico me envolvia. Meu coração apertava, uma sensação de urgência me dominava.