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CAPÍTULO TRINTA E SEIS nos braços do meu amor.
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— OLÍVIA BELMONT, filha do candidato à prefeitura e dono da marca Belmont Luxes, Olavo Belmont, está desaparecida há quatro dias. – A repórter anunciou, com a voz carregada de tensão, enquanto imagens da jovem desfilavam na tela. — As buscas contam com apoio das autoridades nacionais e internacionais, mas até o momento não há nenhuma pista concreta sobre o paradeiro da jovem.
Desliguei a TV da ampla sala da mansão Belmont, minha mão tremendo levemente ao largar o controle no sofá. A mansão parecia maior e mais fria do que nunca, cada canto impregnado com a ausência de Olívia. Passei as mãos pelo rosto, tentando arrancar do meu corpo a frustração e o desespero que me consumiam. Tudo parecia fora de controle, e eu odiava isso.
Eu me sentia perdido e sem rumo, como se nada do que eu fizesse resultasse em algo. Tivemos inúmeros alarmes falsos do paradeiro de Olívia, pessoas apenas interessadas na recompensa gorda que Olavo anunciou.
Levantei-me num impulso, caminhando até a enorme janela de vidro que dava para o jardim frontal. A noite lá fora estava silenciosa, mas meu peito era um caos. As palavras da repórter ecoavam na minha cabeça como um martelo. Quatro dias. Quatro malditos dias e nada. Nem uma pista. Nem um sinal.
Quatro dias sem ver ou tocar minha mulher.
— Jacob.
Me virei rapidamente ao ouvir a voz grave e rouca de Olavo me chamando. Ele estava parado na porta, a expressão rígida e os olhos carregados de cansaço. O homem que sempre parecia inabalável agora estava desgastado, quase irreconhecível.
— Sim, senhor? – Indaguei baixo, sem me importar em assumir minha postura rígida de sempre.
— Eu soube o que você fez com o Thomas. E quero lhe agradecer por ter dado aquela surra naquele miserável. – Pisquei ao ouvir aquilo.
Admito que, depois do que eu fiz, a última coisa que eu esperava era um agradecimento.
Há dois dias, eu havia vasculhado todas as câmeras da cama junto com alguns dos meus homens. A esperança era achar alguma coisa que mostrasse Olívia ou algo que ajudasse nas investigações, mas ao invés disso, vi o exato momento em que Thomas chamava um garçom na festa de Natal e entregava algo para ele. O mesmo garçom que me deu aquela bebida.