❌MONSTER ROMANCE ❌
Giulietta Caccino cresceu num lar extremamente religioso, onde tinha que seguir as regras a risca. Sem contato com as coisas mundanas, para não corrompe-la. Desde que nasceu teve como propósito em sua vida ser freira. E sua mãe se...
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Verona, Itália 2020
— Coelhinha — ele sussurrou atrás de mim, afastando meus cabelos para atrás do ombro.
Senti os pêlos do meu corpo se arrepiarem, apenas um único toque dele e isso acontecia. Sua voz mais grossa e rouca me causava sensações.
— Hm? — suspirei.
Ele deslizou os dedos sobre minha pele do ombro e eu fechei os olhos. Meu coração batia forte e senti minhas pernas tremerem.
— Por que você tá tão calada? Aconteceu alguma coisa? — ele sussurrou contra minha orelha.
— Só um pouco de dor — suspirei.
E ele me virou para ele me analisando. Perseus estava cada vez mais lindo, estava mais alto, mais másculo. Seu rosto estava mais maduro e a mandíbula marcada, seus olhos mais intensos do que antes com as cores vibrantes.
— Onde? — questionou.
— No pé da barriga, é cólica — suspirei.
Minha menstruação veio quando tinha quatorze anos. Fiquei atordada quando acordei cheia de sangue. Fiquei de repouso por dois dias, por conta das dores.
— Merda — resmungou e levou a mão até meu ventre e eu recuei — Calma linda, só quero tocar e fazer uma massagem para isso passar.
Ele tocou novamente e eu relaxei.
— Não gosto que sinta dor — ele massageou minha barriga por cima da roupa.
Suspirei relaxando sobre seu toque. Depois do que aconteceu a um tempo atrás, sobre ele se abrir sobre o que sentia por mim, nós tornamos tão próximos. Era diferente a forma como eu o via. Ele continuava sendo meu amigo, mas mais que isso, era o garoto por quem eu estava apaixonada.
Ainda tinha uma luta sobre ser freira e sobre Perseus. Minha mãe nunca me perdoaria se eu desistisse disso, mas eu não podia abrir mão de Perseus.
— Vem — segurou minha mão e me puxou com ele.
— Para onde? — questionei.
— Vou te dar algo que vai ajudar — sorriu.
A cozinha é claro, foi constrangedor ter que contar, mas ele não iria desistir até saber porquê eu estava de cama. Entrou escondido no meu quarto, levou remédio e doce que roubou da cozinha. E depois que eu ficava nos dias, ele me levava para cozinha, para pegar chocolate, sorvete.
Descobri que doce sempre me ajudava com as cólicas e a relaxar. Sei que é errado roubar, mas era para uma boa causa. Honestamente eu não tinha princípios quando estava perto dele, nem de perto sou a mesma garota que entrou no internato a anos atrás.
— Aqui — me estendeu o pote de sorvete — Coma a vontade.