❌MONSTER ROMANCE ❌
Giulietta Caccino cresceu num lar extremamente religioso, onde tinha que seguir as regras a risca. Sem contato com as coisas mundanas, para não corrompe-la. Desde que nasceu teve como propósito em sua vida ser freira. E sua mãe se...
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Verona, Itália 2017
— Perseus? — o chamei, olhando para a varanda.
Estava escuro a única claridade que tinha era da lua.
— Perseus? Não tem graça, apareça — bufei, colocando as mãos na cintura.
Ainda tudo estava em silêncio, senti uma mão me tocar e pulei de susto, colocando a mão na boca para abafar o grito. Ouço a risada baixa de Perseus.
— Que susto! — virou-me para ele — Você ainda vai me matar do coração, Perseus.
— Você aguenta — sorriu.
Passou os dedos por seus cabelos negros, que insistiam em cair na testa. Perseus nunca deixou de ser lindo, pelo contrário, sua beleza triplicou. Com seus quinze anos, estava mais alto, mais bonito.
— Acho que não — segui para o parapeito — Você tem mania de me assustar.
— Se acostume, Coelhinha — bagunçou meus cabelos.
Revirei os olhos e os ajeitei. Mesmo com a nossa diferença de idade, nunca deixamos de ser amigos. Claro são dois anos de diferença de idade. Parece pouca. Mas eu tinha treze e ele quinze, então ele estava no auge na adolescência e eu na pré adolescência.
— Não — me sentei no parapeito e Perseus estreitou os olhos para mim — Não vou cair.
— Não confio no seu equilíbrio — retrucou.
— Você me pega de qualquer forma — completei.
— Ah claro, com você a metros de distância, no chão — zombou e eu revirei os olhos — Quer parar de revirar esses olhos? Que costume feio!.
— Esse costume é seu — cruzei os braços.
— Eu sou eu. Você está ficando marrenta — também cruzou os braços.
— Tenho um ótimo professor — debochei e ele estreitou os olhos para mim.
— Cacete! — resmungou.
— Perseus! — o repreendi.
— Não é como se você nunca tivesse ouvido — deu de ombros.
— Você não é nada religioso.
— É só agora percebeu isso? — arqueou as sobrancelhas.
— Não — dei de ombros.
Ele sorriu e desviou os olhos de mim, olhando o horizonte.
— Mais meninas sumiram — toquei no assunto — Desde que estou aqui chega mais e some mais.
— Isso não é assunto nosso de qualquer maneira — suspirou.
— Eu não quero mais ficar aqui — disse e ele voltou seus olhos para mim — Tenho medo de ser levada.
— Você não vai ser, Coelhinha — chegou mais perto — Você tem a mim e nada irá acontecer enquanto eu estiver aqui.