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Capítulo 36

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Época da prisão

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Época da prisão...

As correntes cercavam meus punhos e mesmo que eu tentasse me libertar era perdido. Elas eram forjadas justamente para mim com magia me impedindo de sair. Além das correntes que agarravam meus punhos e tornozelos, ainda tinha as grandes que me cercavam e cinco guardas me vigiando.

O medo era tanto que eu saísse e destruísse todo esse lugar.  Sabiam que eu podia ser mais poderoso que Cassian por isso tinham medo. E o que mais me perturbava e não conseguir mais sentir ela, Ravenna. Para ela talvez dois anos se passaram, para mim, mil anos aqui. O tempo é diferente aqui embaixo me deixando mais perturbado.

Eu só sabia de uma coisa, quando eu saísse daqui iria atrás dela. Iria vê-la e contar a verdade e provavelmente ela me odiaria e não me quisesse mais. O que não funcionaria já que sua alma era minha, sua vida, sentimentos,  coração, tudo. Sua mãe fez um tratado comigo, ela por riquezas e eu não podia negar essa oportunidade. 

Ravenna era uma coisinha difícil de lidar e apagar boa parte das memórias da sua infância foi necessário para seu desenvolvimento.

Já que ela era uma criança perturbada,  com pensamentos pecaminosos,  não muito diferente da Ravenna de duzentos atrás. Mas eu não queria que seu comportamento a afetasse, então criar memórias falsas foi necessário para ela se tornar "melhor".

Ficar preso aqui enquanto ela está por ai me deixava doente. Meu pai pode pegá-la,  podemos matá-la e eu estarei aqui preso. Minha forma está cada dia mais grande, com fome, irritada e necessitada.

A porta é aberta e por ela passa uma mulher,  uma das várias esposas de meu pai. Nem sequer sei o nome dessa ou das outras mil que ele tem.

— Trouxe comida — disse suave.

Essa é humana só pelo seu cheiro dá para sentir. Ela abre uma pequena abertura entre as grades e coloca um prato com um coração fresco, que ainda podia ver leves batimentos.

— Onde está Cassian? — ignorei o que disse.

— Resolvendo assuntos importantes — deu as costas.

— Diga a ele que quando sair daqui, irei dizimar esse inferno — digo antes que ela saia.

Ele virou-se para mim e riu.

— Acha que pode contra seu pai? Olhe para você,  preso igual um animal — negou com a cabeça — Ninguém pode contra ele, sei bem disso.

TORMENTO †Histórias para pegar e não largar. Descubra agora