❌MONSTER ROMANCE ❌
Giulietta Caccino cresceu num lar extremamente religioso, onde tinha que seguir as regras a risca. Sem contato com as coisas mundanas, para não corrompe-la. Desde que nasceu teve como propósito em sua vida ser freira. E sua mãe se...
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O tempo fechou e as gotas de chuva começaram cair. Eu precisava achar um telefone rápido e ligar para Lionel. Só ele poderia ajudar, contar com minha mãe nessas horas era impossível. De um certo modo eu me sentia livre daquele lugar como seu pudesse respirar melhor.
Andei pela estrada deserta e talvez a cidade ficasse a dez quilômetros a pé. Mas eu não me importava de caminhar, só estando fora daqueles muros já era um alívio. Eu me sentia culpada por deixar Sam lá, Raphael, Hazel. Mas eles não viriam comigo me achariam louca.
Nos olhos de outras pessoas talvez eu estivesse agindo como uma louca. Perseus seria o único a me escutar e fugiria comigo. O Perseus que eu pensei que fosse, não o que foi embora sem dizer pelo menos um Deus. Ainda dói o abandono, sei que nunca mais vou vê-lo. Mas queria olhar nos seus olhos e esperar explicações.
Um carro de polícia se aproximou devagar e senti meu coração acelerar.
— Ei garota, o que faz sozinha nessa estrada? — perguntou firme.
— Estou indo até a cidade — falei baixo.
— Cadê seus pais? — perguntou desconfiado.
Eu não poderia mentir.
— Preciso de um telefone para ligar para eles — meus olhos se encheram de lágrimas — Me ajuda.
O olhar do policial suviazou. Ele não era velho, era um policial novo.
— Entre, vou te levar até um telefone — disse e eu continuei no mesmo lugar — Confie em mim.
Confie em mim.
Confiar nas pessoas ultimamente não era meu forte. Caminhei até a porta e entrei , pus o cinto como ele instruiu.
— De onde está vindo? Alguém machucou você? — questionou.
O que eu diria? E se eu falasse tudo e ele dissesse que sou louca? Ou pior fosse atrás e colocasse a minha família em risco. Eles poderiam vim atrás de mim? Da minha mãe? De Lionel? Decido não responder e ouço seu suspiro.
— Ok...., tem balinhas no compartimento — instruiu.
— Eu não quero, obrigada — me encolhi e olhei para fora da janela.
Vendo as árvores passar e a garoa ficando mais forte. O que eu diria a minha mãe? O que eu iria fazer? Eu não voltaria para aquele lugar jamais! Aquilo era meu pior pesadelo.
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