❌MONSTER ROMANCE ❌
Giulietta Caccino cresceu num lar extremamente religioso, onde tinha que seguir as regras a risca. Sem contato com as coisas mundanas, para não corrompe-la. Desde que nasceu teve como propósito em sua vida ser freira. E sua mãe se...
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Levanto como de costume para ir ao encontro de Perseus. Verídico se estão todas dormindo inclusive a Sam, que está com a boca aberta no décimo sono. Rio e abro a porta a fechando atrás de mim. Caminho tranquilamente pelo corredor que virou um caminho sagrado.
Porém eu paro quando sinto que algo está estranho, vozes baixas sussurrando e estão se aproximando. Me apresso para ir para um lugar escuro aqui me enfiando nele para não ser vista.
— Vamos — uma freira com mais uma — Não podemos demorar, daqui a pouco da início.
Início? Início de que? Merda o Perseus está me esperando, mas estou aqui presa. E a curiosidade me mata por dentro desde que cheguei aqui. E não é diferente das outras vezes, duas meninas sendo levadas e eu atrás as seguindo. Eu não era pra tá fazendo isso, Perseus me aconselhou a deixar isso de lado.
Mas a curiosidade me corroe por dentro, eu quero saber para onde vão. As sigo com cautela para não ser vista. E elas chegam as portas dos fundos saindo por ela. Paro e penso se devo ou não ir. Perseus pode esperar um pouco certo? Posso ver sua cara de reprovação pela minha atitude, mas parei de seguir as regras.
Abro a porta e o vento frio me atinge. Deixo elas tomarem distância o suficiente para eu poder segui-las sem ser vista. Suas lamparinas não me deixam perde-las de vista. Para onde ela estavam indo? Não era para o lado das ruínas ou para saída. Ela estavam indo em direção as árvores.
O território do internato era grande eu nunca o explorei de fato, apenas ia para as ruínas e a igreja. Mas a floresta que tinha ali eu nunca fui, nunca tive curiosidade de saber o que tinha ali e agora estou indo para lá. Olho para trás vendo o quanto estou me afastando da construção.
As árvores começaram me cercar e um frio começou a tomar conta do meu corpo, um arrepio. Tudo era tão escuro e sombrio comecei a me arrepender de segui-las, mas continuei mesmo querendo recuar, eu precisava saber onde isso daria. Parei quando a floresta sumiu dando acesso a um espaço médio mais amplo sem árvores.
Me mantive escondida atrás de uma árvore apenas olhando. Estava claro várias tochas postado em círculos e no centro como se fosse um altar. Vi pessoas com casacos negros envolta e reconheci uma delas, a diretora. Ela estava com uma manta que cobria seu rosto e algo encima da sua cabeça que parecia máscara com chifres.
— Aqui senhora — uma das freiras disse ao mostrar as meninas.
— O que tá acontecendo? — uma delas perguntou assustada.
— Nada meu bem, você só será usada para algo muito importante — sorriu.
— Eu quero voltar — tentou recuar.
— Claro que não! — Padre Anthony ordenou.
Eu sabia que ele não era confiável. O que eles iriam fazer.