❌MONSTER ROMANCE ❌
Giulietta Caccino cresceu num lar extremamente religioso, onde tinha que seguir as regras a risca. Sem contato com as coisas mundanas, para não corrompe-la. Desde que nasceu teve como propósito em sua vida ser freira. E sua mãe se...
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A primeira missa que o padre Anthony regia com aquele ar superior de bom homem que não faz nada de errado. Eu sabia que ele não era diferente, se ele veio parar aqui com certeza sabia das coisas que aconteciam aqui. Será que o clero tinha consciência disso?.
Encarei as freiras a minha volta as enxergando seus rosto, apenas o vasto da escuridão no lugar de uma face. Encarei todas ali e estavam da mesma maneira. Até a diretora o padre. O pânico tomou conta de mim e senti meu coração acelerar com a imagem macabra.
Pareciam todos sem alma, emoção, apenas o negro em seus olhos e a pele pálida.
— Giu, você tá bem? — Sam me toca então eu pisco meus olhos, vendo tudo normalmente de novo.
Os rostos estavam normais e tudo não passou da minha imaginação.
— Sim — sussurro incerta.
Então eu vejo, a diretora olhando na minha direção com um olhar desconfiado. Desvio o olhar tentando transparecer o mais natural possível. Mas eu podia sentir seu olhar sobre mim
— Querida — viro-me para trás ao olhar a diretora.
Acabamos de sair da capela e seus olhos estão em mim como um falcão.
— Sim? — a encarei enquanto ela se aproximou mais.
Ergui um pouco meu queixo por ela ser um pouco mais alta com seus saltos.
— Padre Bernardo comentou comigo a um tempo, que estava tendo pesadelos que te impediam de dormir. Você melhorou? — sua voz continha curiosidade.
— Sim, estou melhor — sorrir de lado.
Na verdade não estou, estão mais frequentes que nunca. Mas ela não precisa saber disso.
— Nada de estranho está acontecendo? Vendo coisas? — perguntou e eu franzi a testa — Maximiliano começou com pesadelos também, não quero que o mesmo aconteça com você, querida — segurou meu queixo.
O que ela está insinuando? Que sou louca também?
— Está querendo dizer que posso ser esquizofrênica? — franzi a testa me afastando do meu toque — Só tive pesadelos.
— Só estou querendo cuidar da sua saúde. Maximiliano começou do mesmo modo e bem você já sabe o final, lamentável — suspirou.
— Se ele tivesse saído daqui em busca de tratamento, talvez teria sobrevivido — retruquei e ela estreitou os olhos para mim.
— O que ele tinha era maligno, Giulietta.
— Pessoas ficam doente as vezes, Sra. Smith, não significa que é maligno — a contrariei.
Ela não gosta disso, de ser contrariada.
— Sou mais experiente que você, menina — seu tom era mais ríspido — Não queira saber mais que eu.