❌MONSTER ROMANCE ❌
Giulietta Caccino cresceu num lar extremamente religioso, onde tinha que seguir as regras a risca. Sem contato com as coisas mundanas, para não corrompe-la. Desde que nasceu teve como propósito em sua vida ser freira. E sua mãe se...
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A casa de Antonella era simples, pequena mas confortável. Limpa, organizada não me sentia mal nela, não era como no internato ou em casa, era um lugar totalmente diferente.
— Sei que não é luxuosa mas dá para passar a noite — disse ela calma.
— Sua casa é linda — sorrir.
— Você acha? — ela franze a testa — É tão humilde.
— Humildade é bom, eu gosto — digo sinceramente.
— Bom fique a vontade, pode assistir algo se quiser. Eu vou tomar um banho e me trocar e depois fazer algo para comermos, deve está morrendo de fome — ela pendura sua bolsa perto da porta.
Ela anda até as escadas e sobe. Fico ali parada e me sento no sofá, cruzando os dedos. O que será que está acontecendo em casa agora? Minha mãe deve ter surtado, acho que não por preocupação e sim por eu ter fugido dela. Nunca pensei que chegaria a esse ponto.
Nunca pensei que eu fugiria e pararia na casa de uma estranha. Minha mente me leva a Perseus, ele teria fugido comigo se não tivesse ido embora? Lógico que não, ele nem se importou comigo quando foi embora. Só o que recebi foi palavras vazias saindo da sua boca.
Eu nunca o perdoaria por ter me deixado, por ter mentido. As palavras de Xavier ainda estão na minha mente. E ainda dói muito forte, mas eu faria a dor passar e não se tornar nada. Eu não veria Perseus novamente e não iria ficar lembrando dele dia e noite. Ele tinha ido embora me esquecido e me usado.
Me deito no sofá aos poucos tentando não pensar nele, nos seus olhos diferentes, boca, sorriso e seu toque. Eu precisava esquecê-lo completamente. Eu o amava, mas esse amor iria sumir.
Desperto sonolenta e não percebi que tinha caído no sono. Tem uma coberta sobre mim que provavelmente Antonella colocou sobre mim. Parece de dia e consigo sentir cheiro de comida. Meu estômago ronca e me ergo olhando envolta. Ajeitei o sofá e dobrei a manta. Caminhei meio perdida mais fui pelos barulhos.
Cheguei na cozinha a vendo mexer na frigideira e olhar na minha direção.
— Ah, você acordou, dormiu bem?
— Sim — coço a nuca.
— Você capotou ontem, não quis te acordar. Então estou fazendo um café reforçado, senta aí — apontou para a cadeira na bancada.
Sentei olhando a cozinha simples, mas bem bonita e limpa. Olhei para Antonella vendo que ela nem de longe parece aquela mulher de ontem. Estava com um coque desarrumado e sem aquela maquiagem extravagante, ela era mais bonita natural.
— Você mora sozinha? — perguntei.
— Sim — desligou o fogo — Você gosta de ovos com bacon e panquecas?
Veio até a bancada depositando no prato. Assenti sentindo meu estômago roncar.