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Capitulo 20

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A casa de Antonella era simples, pequena mas confortável

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A casa de Antonella era simples, pequena mas confortável.  Limpa, organizada não me sentia mal nela, não era como no internato ou em casa, era um lugar totalmente diferente.

— Sei que não é luxuosa mas dá para passar a noite — disse ela calma.

— Sua casa é linda — sorrir.

— Você acha? — ela franze a testa — É tão humilde.

— Humildade é bom, eu gosto — digo sinceramente.

— Bom fique a vontade, pode assistir algo se quiser. Eu vou tomar um banho e me trocar e depois fazer algo para comermos, deve está morrendo de fome — ela pendura sua bolsa perto da porta.

Ela anda até as escadas e sobe. Fico ali parada e me sento no sofá, cruzando os dedos. O que será que está acontecendo em casa agora? Minha mãe deve ter surtado, acho que não por preocupação e sim por eu ter fugido dela. Nunca pensei que chegaria a esse ponto.

Nunca pensei que eu fugiria e pararia na casa de uma estranha. Minha mente me leva a Perseus, ele teria fugido comigo se não tivesse ido embora? Lógico que não, ele nem se importou comigo quando foi embora. Só o que recebi foi palavras vazias saindo da sua boca.

Eu nunca o perdoaria por ter me deixado, por ter mentido. As palavras de Xavier ainda estão na minha mente. E ainda dói muito forte, mas eu faria a dor passar e não se tornar nada. Eu não veria Perseus novamente e não iria ficar lembrando dele dia e noite. Ele tinha ido embora me esquecido e me usado.

Me deito no sofá aos poucos tentando não pensar nele, nos seus olhos diferentes, boca, sorriso e seu toque. Eu precisava esquecê-lo completamente. Eu o amava, mas esse amor iria sumir.

Desperto sonolenta e não percebi que tinha caído no sono. Tem uma coberta sobre mim que provavelmente Antonella colocou sobre mim. Parece de dia e consigo sentir cheiro de comida. Meu estômago ronca e me ergo olhando envolta. Ajeitei o sofá e dobrei a manta. Caminhei meio perdida mais fui pelos barulhos.

Cheguei na cozinha a vendo mexer na frigideira e olhar na minha direção.

— Ah, você acordou, dormiu bem?

— Sim — coço a nuca.

— Você capotou ontem, não quis te acordar. Então estou fazendo um café reforçado, senta aí — apontou para a cadeira na bancada.

Sentei olhando a cozinha simples, mas bem bonita e limpa. Olhei para Antonella vendo que ela nem de longe parece aquela mulher de ontem. Estava com um coque desarrumado e sem aquela maquiagem extravagante, ela era mais bonita natural.

— Você mora sozinha? — perguntei.

— Sim — desligou o fogo — Você gosta de ovos com bacon e panquecas?

Veio até a bancada depositando no prato. Assenti sentindo meu estômago roncar.

— Café?

— Não, obrigada — sorrir de leve.

TORMENTO †Histórias para pegar e não largar. Descubra agora