❌MONSTER ROMANCE ❌
Giulietta Caccino cresceu num lar extremamente religioso, onde tinha que seguir as regras a risca. Sem contato com as coisas mundanas, para não corrompe-la. Desde que nasceu teve como propósito em sua vida ser freira. E sua mãe se...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Eu podia ouvir uma voz distante me chamando, ela parecia cada vez próxima.
— Giu... Giu — a voz ficou mais perto — Giu!
Abri os olhos de uma vez em pânico. Ergui meu corpo ofegante olhando tudo envolta e eu estava no meu quarto. Olhei e Sam me olhava assustada.
— O que...? — franzi a testa sem entender — Eu estou no quarto?
— É você está e tá quase atrasada para aula, ficou até tarde com o Perseus? — perguntou naturalmente.
Perseus? Mas que merda tava acontecendo? Ontem a noite eu vivenciei tudo aquilo e agora estou na minha cama? Rapidamente tirei o lençol encima do meu tornozelo e não havia nenhuma mordida e muito menos arranhões no meu abdômen.
Isso só poderia ser loucura. Tudo aquilo foi real eu tenho certeza disso. Não foi um sonho.
— Vamos Giu — me alertou novamente.
Me levantei da cama atordoada, confusa. Eu sabia que era real, aquilo aconteceu eu não estava louca. Aquele ritual, a criatura, a diretora, o padre, tudo era real. Eu me lembro foi uma lembrava muito vivida. Porque eu estava aqui? Tudo parecia normal, mas não estava eu sabia o que tinha visto.
Eu tinha que sair daqui, eu tinha que encontrar uma forma de sair, eu não aguentaria ficar mais algum tempo aqui depois de tudo que eu vi.
— Giulia você tá bem? — Sam tocou no meu braço.
— Se eu te contasse algo, você não acreditaria.
— E por que não? — franziu a testa.
— Porque é muita loucura! — suspirei — Você acredita realmente que esse lugar é seguro? Você confia na diretora e nas freiras? No padre?
— Claro, eles cuidam de nós, mesmo sendo do jeito deles — deu de ombros.
— Você nunca notou o sumiço de algumas garotas ou garotos? — questionei.
— Você tá falando das garotas e garotos que os pais levam embora? — riu.
— Não, não Sam, eles não levam! — andei de um lado para o outro — Esse lugar é obscuro, eles são perigosos, servem ao diabo.
— Giu acho que você dormiu demais.
— Não, Sam. Escuta, ontem a noite eu não estava com o Perseus, eu segui umas freiras que levaram suas garotas para a floresta e lá elas foram mortas. A diretora Smith também estava, o padre Anthony e um homem que eu não sabia quem era. Eles invocaram algo, acho que era um demônio e ele começou comer as meninas e depois me perseguiu, me mordeu e me arranhou — digo tudo desesperadamente com os olhos arregalados de Sam em mim.
— Giu você teve um pesadelo por isso tá confusa...
— Não! Não tive! Eu tô cansada de esconder que esse lugar é sombrio! — me alterei — Você precisa acreditar em mim, Sam. Você me conhece sabe que eu não brincaria com algo desse tipo.