❌MONSTER ROMANCE ❌
Giulietta Caccino cresceu num lar extremamente religioso, onde tinha que seguir as regras a risca. Sem contato com as coisas mundanas, para não corrompe-la. Desde que nasceu teve como propósito em sua vida ser freira. E sua mãe se...
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Meu corpo todo está moído todas às partes estão doloridas. A noite passada foi caótica, deixei me levar pelo desejo e transei com Perseus, dei espaço para ele me tomar de novo como uma fraca. Levo um susto o vendo sentado na poltrona me encarando como uma águia.
— Você ainda está aqui? — revirei os olhos.
— Achou que eu iria embora? — arqueou a sobrancelha.
— Não me surpreenderia — me levantei sentindo minha boceta doer.
— Esta com dor — deduziu e se levantou — Posso te ajudar...
— Não — o cortei — Pode voltar de onde veio agora.
— Eu não deixei você — disse atrás de mim.
— Claro! — revirei os olhos.
— Me escuta! — puxou meu braço me fazendo olhá-lo — Eu nunca deixaria você, eu sumi por outro motivo.
Outro motivo?
— Outro motivo? Olha não adianta tentar mentir para mim, eu me lembro perfeitamente do que o Xavier me disse! — me soltei bruscamente.
— O que o Xavier te disse? — estreitou os olhos.
— Que fui usada por você, que você se divertir comigo e depois foi embora — a mágoa continha na minha voz.
— Mas que filho da puta! — esbravejou irritado — Não foi nada disso! Eu vou matar o Xavier!.
— Não me importo, vai embora! — tentei sair mais ele me impediu com sua mão.
Eu não podia gritar, Antonella viria correndo.
— Não vou embora, até que me escute! — disse ríspido — O que o Xavier disse era mentira, não fui embora por isso, fui embora porque fui preso!
Meus olhos se arregalaram.
— Preso? — repeti — Tipo uma cadeia com policiais e grades?
— Não exatamente, esta mais para correntes — retrucou.
— Não estou entendendo — franzi a testa — Se você tivesse sido preso eu saberia. Tá mentindo!
— Não, porra! Não estou! Essa prisão não é uma comum e é claro que você não iria saber, porque ninguém ia contar a você!
— Me conte agora então, por que foi preso? Você tinha dezessete anos...
— Eu preciso que se sente — apontou para a cama — Agora — acrescentou sério.
Sentei com um suspiro.
— Eu estava lá quando você foi atacada — disse.
A noite foi ataque.
— Como assim estava? — arqueei a sobrancelha.
— Era eu — franzi a testa — Eu era aquela outra criatura que te defendi.