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Capítulo 9

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Verona, Itália 2017

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Verona, Itália
2017

Alguns dias passaram desde que tudo aconteceu, e parecia que tudo estava da mesma forma, como se nada tivesse acontecido. Me sentia medrosa, toda vez que a noite caia com medo de ser levada. Mas não aconteceu.

Como sempre eu ia todas as noites ao encontro de Perseus e ele sempre me fazia sentir melhor, esquecer tudo. Mesmo que nossas conversas não fossem tão longas, me sentia a vontade com ele, mesmo em silêncio.

Parecia que estávamos cada vez mais perto, não tinha mais aquela parede do começo. Ele ainda continuava reservado, mas não tanto quanto antes. Ele era tão diferente dos garotos daqui, algo nele me chamava atenção, não só sua beleza, mas personalidade.

— Parece que faz tanto tempo, desde que Maximiliano se foi — Raphael suspira.

— Passou rápido — retruquei — Sente falta, não é?.

— Claro, nos aproximamos muito — encostou sua cabeça na parede — Apesar que eu sei que ele confiava mais em você, para dizer as coisas.

— Acredito que ele só queria se abrir com alguém — suspirei.

— Ele me disse algo uma vez — mencionou — Sobre o mascarado. Ele disse que parecia novo, não como um homem de idade maior que a nossa.

— Algum aluno daqui?.

— Talvez? Agora quem? — questionou — Quem teria motivos maiores para assusta-lo daquela maneira?.

— Mas... O doutor falou que esse mascarado não existe. Era coisa da cabeça dele por conta da esquizofrenia — o lembrei.

— E você acredita nisso? Porque eu honestamente não acredito! Maximiliano estava convicto do que falava, Giulia. Não poderia ser coisa da cabeça dele.

— Nunca saberemos de fato, Raphael — respondi — Se era doença ou não, ele se foi com isso.

— Eu não me conformo com isso — passou as mãos no rosto — Eu preciso ir, combinei de estudar com Carl, te vejo depois — se afastou.

Depois que Maximiliano se foi, não sinto como se alguém estivesse no meu pé. Me sinto culpada por desejar que ele se afastasse um pouco e agora ele está morto.

Antes que eu saísse dali senti alguém mais perto de mim. Eu sabia quem era, conhecia seu cheiro e sua presença, não era difícil distinguir. Perseus era único.

— Sua mente tá longe, Coelhinha — disse por trás.

Me virei para ele que tinha os olhos sobre mim.

— Apenas... Nada — suspirei.

— Nada? — arqueou uma das sobrancelhas.

— Nada.

TORMENTO †Histórias para pegar e não largar. Descubra agora